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domingo, 23 de janeiro de 2011

LIÇÃO 2 – A ASCENSÃO DE CRISTO E A PROMESSA DE SUA VINDA



 
“(...) Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11).

VERDADE PRÁTICA: Se a ascensão de Cristo não for aceita como um fato historicamente comprovado, não poderá ser recebida como doutrina confiável. Jesus Cristo, de fato, foi assunto ao céu, e acha-se à destra de Deus.

LEITURA BÍBLICA: Atos 1:4-11

INTRODUÇÃO

O Cristianismo só é possível quando se recebe, como verdade absoluta e irrecorrível, todos os fatos da História da Salvação. Os que buscam subtrair o sobrenatural da Bíblia Sagrada, considerando-o um mero recurso literário, atentam-lhe contra a origem divina. Por conseguinte, se não aceitarmos a História Sagrada na íntegra, seremos forçados, por uma questão de lógica e congruência, a rejeitá-la por inteiro.

No campo da teologia bíblica, não se pode dissociar o dogma da verdade histórica: aquele sem esta não passa de um mito. Por conseguinte, só é possível acreditar no Jesus Histórico se recebermos como verdade inquestionável tanto a sua concepção virginal como sua ressurreição e ascensão física aos céus, onde está à destra de Deus. Na teologia autenticamente bíblica, não se pode separar o Cristo Histórico do Cristo anunciado na mensagem dos apóstolos.

I – A HISTORICIDADE DA ASCENSÃO DE CRISTO

A ascensão de Cristo, por conseguinte, não pode ficar circunscrita ao dogma teológico; é teologia e dogma, mas é também um fato histórico incontestável. Lucas deixa claro que a sua narrativa é baseada em provas incontestáveis (Atos 1:3).

  1. Data da ascensão. De maneira geral, aceita-se que o Senhor Jesus foi assunto aos céus no ano 34 de nossa era. As pequenas divergências cronológicas não desmerecem nem desacreditam o fato histórico (Marcos 16:6; Atos 2:32; 1 Tessaloniscenses 4:14).
  2. O lugar da ascensão. Jesus encontrava-se no Monte das Oliveiras com seus discípulos quando ascendeu aos céus. Situado a leste de Jerusalém, a 818 metros em relação ao nível do mar, acha-se este monte intimamente ligado à vida e ao ministério de Cristo.
  3. As testemunhas da ascensão. Depreende-se que aproximadamente 120 pessoas hajam presenciado a ascensão de nosso Senhor (Atos 1:15). Quanto à sua ressurreição, afirma Paulo, foi testemunhada por mais de quinhentos irmãos, a maioria dos quais ainda vivia quando Paulo escreveu a sua Primeira Epístola aos Coríntios (1 Coríntios 15:6,7). Quem poderia, num tribunal, contestar o depoimento de tantas testemunhas? Aliás, segundo a Bíblia, a declaração de duas ou três testemunhas oculares já era mais do que suficiente para encerrar qualquer polêmica (Deuteronômio 17:6; 19:15; Mateus 18:16; 1 Timóteo 5:19).

II – A TEOLOGICIDADE DA ASCENSÃO DE CRISTO

No âmbito da Teologia Cristã, primeiro temos o fato, depois, o dogma. Doutra forma, repetimos, não teríamos uma doutrina, mas uma inconsistência histórico-teológica. Eis que podemos confiar no ensino da ascensão de nosso Senhor. Vejamos, em primeiro lugar, o que é a ascensão de Cristo.

  1. A ascensão de Cristo. Subida corpórea e física do Cristo ressurrecto e glorioso aos céus, para junto do Pai, após haver cumprido o seu ministério terreno. Sua ascensão foi, de fato, corpórea, porque a sua ressurreição foi física e não aparente. É claro que o seu corpo, à semelhança do que ocorrera no Monte da transfiguração, foi elevado aos céus já revestido de glória, poder e celestialidade. Quando do arrebatamento, teremos um corpo semelhante (1 Coríntios 15:50-58; 1 João 3:2). Teologicamente, a ascensão de Cristo acha-se ligada a duas importantes doutrinas: a paracletologia e a escatologia.
  2. A perspectiva paracletológica. Antes de ascender aos céus, prometeu o Senhor Jesus aos discípulos, ainda preocupados com a restauração do Reino de Israel, que seriam eles revestidos pelo Espírito Santo (Atos 1:8). Aos que buscavam a libertação política de um país, o Rei dos reis entrega, como herança, todas as nações da terra. Não mais um império na terra, mas o Reino de Deus no mundo. E isso no poder do Espírito Santo.
  3. A perspectiva escatológica. A narrativa da ascensão de Cristo trás, em si, o cerne da escatologia cristã. A sua subida aos céus é uma conseqüência teológica tanto de sua morte quanto de sua ressurreição. E acreditar nesta implica, para o cristão, esperançar-se no retorno do Senhor que, estrugida a última trombeta, ressuscitará os que nEle morreram e os que nEle vivem (1 Tessaloniscenses 4:14-17).
A sua ascensão foi sucedida por uma declaração escatológica. Aos discípulos que, maravilhados, observavam a elevação do filho de Deus, prometeram os dois seres angelicais: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu,m há de vir, assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11).

III – A ASCENSÃO DE CRISTO EM NOSSA DEVOÇÃO

Além de sua beleza e sublimidade teológica, a ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo enleva-nos a devoção, estreitando-nos a comunhão com o Senhor. Vejamos, pois, alguns fatores devocionais que nos proporcionam o Cristo que ascendeu aos céus.

  1. A posição do Cristo que ascendeu. Ascendido às alturas sob os olhares interrogativos e desolados de seus discípulos e apóstolos, o Senhor Jesus assentou-se à destra do Pai. Ao registrar-lhe a ascensão, o evangelista Marcos garante tratar-se não de um engenho fantasioso, mas de um evento histórico: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus” (Marcos 16:19). Vários autores sagrados fazem menção ao acontecimento (Atos 2:33; 7:56; Hebreus 10:12; 12:2; 1 Pedro 3:22).
Cristo está à destra de Deus. Alegremo-nos. Junto ao Todo-Poderoso encontra-se um que nos compreende. À nossa semelhança, Ele sabe o que é padecer (Isaías 53:3). Eis por que está sempre a interceder por nós como Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque (Salmo 110:4). Não se desespere, Cristo o compreende.
  1. A eficácia salvífica do Cristo que ascendeu aos céus. À destra o Senhor Jesus atua como o mediador da nova aliança firmada em seu sangue, através da qual obtivemos eterna salvação (Hebreus 5:9). Sim, somente em seu nome é que o ser humano logra a redenção de sua alma, como reafirmou o apóstolo Pedro: “Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). À destra de Deus, o Senhor Jesus salva e justifica o pecador, proporcionando-lhe a bem-aventurança de ser adotado pelo Pai como filho (Romanos 5:1; Efésios 1:5)
  2. Cristo assunto, nosso Advogado. Consola-nos saber que à destra de Deus, temos um advogado sempre pronto a defender-nos as causas junto ao Juiz de toda a terra. Eis como o discípulo do amor descreve essa função do Senhor: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:1,2). Se você pecou, não se desespere. Arrependa-se e confie no Advogado que temos, junto ao Pai.

CONCLUSÃO

A ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo é um fato comprovadamente histórico. Como é bom saber que, junto ao trono do Todo-Poderoso, temos um intercessor e advogado sempre pronto a interceder por nós. Amém! E um dia, mais rápido do que supomos, virá o Senhor arrebatar-nos, para que estejamos sempre com Ele nos céus al lado do Pai. Amém!

REFLEXÃO: “A verdade não é somente correspondência, ela é também absoluta. A teologia evangélica é pregada com base na premissa de que a Bíblia é a verdade. Ela é a Palavra de Deus, e Deus não pode mentir.” Norman Geisler.

RESPONDA:

  1. Podemos confiar na historiografia de Lucas?
  2. O que é a Ascensão de Cristo?
  3. Quantas pessoas testemunharam a Ascensão de Cristo?
  4. Quais as implicações teológicas da Ascensão de Cristo?
  5. Por que a doutrina da Ascensão de Cristo é um fator de consolação para o Crente?

VOCABULÁRIO

Congruência: Harmonia de alguma coisa; coerência.
Estrugida: Estrondo.
Irrecorrível: De que não se pode recorrer.
Paracletologia: Estudo a respeito do atributo Consolador do Espírito Santo.

Fonte: Lições Bíblicas – Jovens e Adultos – 1º Trimestre de 2011
Casa Publicadora das Assembléia de Deus - CPAD

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