Ótimos títulos

sábado, 11 de dezembro de 2010

Perseguição aos cristãos pelo mundo

Não se sinta envergonhado por ser cristão. Esses irmãos perseguidos que você está prestes a ver não se envergonharam. Eles perseveraram até o fim e receberam a coroa da glória!

Rude Cruz

Mais um hino inesquecível, desta vez na voz de Nani Azevedo


Material infantil da Escola Dominical para os cristãos armênios

Cadetral Armênia em Teerã

ORIENTE MÉDIO - "Árabe, turco e persa são línguas ótimas e maravilhosas para se falar, mas conversar e escutar a linguagem do seu coração é muito mais estimado e precioso. Por isso estamos tão felizes com materiais cristãs para os nossos filhos em nossa própria língua armênia. Ela fala ao coração das crianças e os tocará fortemente. Obrigado por sua ajuda com isso ", diz Samy, pastor de uma das igrejas e congregações armênias na Síria, Jordânia e Iraque, depois de terem recebido a primeira cópia de um DVD com o material infantil.

Quando as crianças são jovens aprendem rápido muitas coisas. É muito importante ensiná-los em uma idade nova na fé cristã e na Bíblia. "Eles aprendem rápido e fácil, por isso é maravilhoso quando você pode começar a ensiná-los em princípios cristãos morais e fundamentais em tenra idade", diz o pastor Samy.

"Não há muito [material] disponível em língua armênia e os cristãos [armênios] são um grupo interessante no Oriente Médio. Nós vivemos em países como a Síria, a Jordânia e o Iraque, onde são as minorias, mas somos capazes de praticar a nossa própria língua - ao lado árabe - e desenvolver a nossa própria cultura.

Não podemos ignorar a cultura árabe da maioria, mas somos capazes de viver como armênios com os árabes. Mas, ainda assim, desenvolver material cristão em nossa própria língua não é fácil e é um desafio", afirma o pastor.

Por outro lado, o pastor Samy continua: "Os armênios são muito criativos e musicais, por isso, é óbvio que um dia iriam produzir um DVD com músicas, canções e teatro para crianças. E aqui está ele."

O DVD será distribuído entre as igrejas armênias no Oriente Médio. "Nós oramos e esperamos que os cristãos armênios sejam beneficiados a partir do DVD, e que especialmente as crianças serão ensinadas e crescerão também espiritualmente a partir do conteúdo. Por favor, orem conosco e pelas as crianças armênias no Oriente Médio ", conclui o pastor Samy.


Tradução: Carla Priscilla Silva

Fonte: Portas Abertas

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6741

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Nova e a Velha Cruz


A. W. Tozer

Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais. Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.

A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai.

A nova cruz não se opõe a raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendemos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar hinos e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.

A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar num modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: “Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo”; e declara ao egoísta: “Venha e Vanglorie-se no Senhor”. Para o que busca emoções, chama: “Venha e goze da emoção da fraternidade cristã”. A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público. A filosofia por trás disto pode ser até sincera, mas sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz. A velha cruz é um símbolo de morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano.

O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para o seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia. A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressuscitando-o em novidade de vida. O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à Bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.

Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócios, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato. Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.

O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado que quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagravo severo de Deus e reconhecer que merece a morte. Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o Salvador ressurrecto e receber dEle a vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo. Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda a pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Surpreenda!


Fernando Paulo Ferreira

"Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não tem nada preparado para si. Este dia é consagrado ao nosso Senhor. Não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força" (Neemias 8:10).

Estamos na época do natal (com minuscula mesmo, de propósito), quando as pessoas correm de um lado para outro em busca do presente ideal para a pessoa amada, para os filhos, pais, amigos, como se isso fosse uma obrigação.

Por outro lado, atrás dos balcões das lojas, os vendedores babam de prazer por causa do aumento das vendas nesta época do ano, não se importando com a qualidade do produto vendido, pois "o que vale é a intenção".

Este é o natal que as pessoas do mundo conhecem, o do papai noel, dos presentes, dos enfeites, das mesas fartas de comidas e bebidas.

Nós, a quem nos chamamos de cristãos, sabemos o que realmente é Natal. Mas não o praticamos como devíamos praticar. Continuamos correndo atrás de presentes, esperando ganhar outros melhores, nos reunir com os amigos, passar a noite na igreja só para comer a ceia. Em nada nos diferimos dos mundanos.

O que eu quero propor, aceita quem quiser aceitar, é surpreender o povo numa rua movimentada, numa praça de alimentação de um shopping, ou em qualquer outro lugar onde haja uma grande aglomeração de pessoas, e apresentar uma cantada de hinos que expressem o verdadeiro sentido Natal, que mostrem quem é aquele bebê que está nos presépios, e qual foi o propósito da sua vinda.

É simples. Não precisa de muito planejamento. É só escolher o local, o dia e a hora. Tenho certeza de que alegraremos o coração daquele que devia ser lembrado nesses dias.

Podemos, ainda, surpreender aqueles que não podem ter o mesmo prazer que a maioria das pessoas tem. Essas pessoas não estão reunidas em ruas movimentadas, nem nas praças da alimentação dos shoppings. Elas estão em lugares que, dificilmente, os cristãos se lembram de visitar.

Esses lugares são os asilos para idosos, os presídios, os orfanatos, os hospitais públicos, as favelas e embaixo das pontes.

As pessoas que vivem nesses lugares foram abandonadas lá, ou foram para lá por não se encaixarem no mesmo padrão de vida da maioria. Outros estão nesses lugares por não terem condições de viver por si mesmas. Estas pessoas são as mais necessidadas de cuidado e carinho.

Portanto, vamos surpreendê-las, fazendo uma visitinha a eles, levando o melhor dos presentes que uma pessoas poderia ganhar: A Esperança.

Não custa dinheiro, não é perda de tempo. Trata-se de compartilhar algo que já temos com quem ainda não tem. Além disso, aquele que deveria ser lembrado nesses dias, se alegrará com a nossa atitude, nos fortalecendo cada vez mais.

Este será o melhor Natal que essas pessoas poderão ter. Conhecerão aquele que por elas veio ao mundo e por elas deu a sua vida: Jesus de Nazaré.

"Não temais, Eu vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo. Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:10,11)

Um fraternal abraço!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Como viver na dimensão da eternidade


Rev. Hernandes Dias Lopes

O apóstolo Paulo em sua Segunda Carta aos Coríntios, capítulo quatro, versículos dezesseis a dezoito nos ensina a viver na dimensão da eternidade. Nossos pés estão na terra, mas nosso coração está no céu. Vivemos neste mundo como peregrinos, mas estamos a caminho da nossa Pátria permanente. Três verdades saltam aos nossos olhos no texto em apreço. Essas verdades nos direcionam nessa caminhada rumo à glória.

1. Temos um corpo fraco, mas um espírito renovado.“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4.16). Nossa fraqueza física é notória e indisfarçável. O tempo esculpe em nossa face rugas profundas. Nossas pernas ficam bambas, nossos joelhos trôpegos e nossas mãos descaídas. Cada fio de cabelo branco que surge em nossa cabeça é a morte nos chamando para um duelo. Nosso homem exterior, ou seja, nosso corpo enfraquece-se progressivamente. Mas, ao mesmo tempo, nosso homem interior, ou seja, nosso espírito renova-se de dia em dia, sendo transformado de glória em glória na imagem de Cristo. Ao mesmo tempo em que o nosso corpo se enfraquece, nosso espírito se fortalece. Na mesma proporção que o exterior se corrompe, o interior se renova. Temos um corpo fraco, mas um espírito forte.

2. Temos um presente doloroso, mas um futuro glorioso. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17). Aqui pisamos estradas juncadas de espinhos, cruzamos vales escuros e atravessamos desertos tórridos. Aqui nossos olhos ficam empapuçados de lágrimas e nosso corpo geme sob o látego da dor. Aqui enfrentamos ondas encapeladas, rios caudalosos e precisamos atravessar fornalhas ardentes. Aqui sofremos, choramos e sangramos. Porém, em comparação com a glória por vir a ser revelada em nós, nossas tribulações são leves e passageiras. O presente é doloroso, mas o futuro é glorioso. Nosso destino final não é um corpo caquético, mas um corpo de glória. Nossa jornada não termina num túmulo gélido, mas na Jerusalém celeste. Nosso fim não é a morte, mas a vida eterna. O nosso futuro de glória deve encorajar-nos a enfrentar com alegria a nossa presente tribulação. O que seremos deve nos encher de esperança para arrostar as limitações de quem somos. Vivemos na dimensão da eternidade!

3. Temos as coisas visíveis que são temporais, mas as coisas invisíveis que são eternas. “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.18). O visível e tangível que enche nossos olhos e tenta seduzir nosso coração é aquilo que não vai permanecer. Tem prazo de validade e não vai durar para sempre. Mas, as coisas que não vemos são as que têm valor e vão permanecer para sempre. Investir apenas naquilo que é terreno e temporal é fazer um investimento insensato, pois é investir naquilo que não permanece. Investir, porém, nas coisas invisíveis e espirituais, é investir para a eternidade. Jesus diz que devemos ajuntar tesouros lá no céu, pois o céu é nossa origem e nosso destino. O céu é nosso lar e nossa pátria. Nosso Senhor está no céu. Muitos dos nossos irmãos já foram para o céu e nós, que fomos remidos e lavados no sangue de Jesus estamos a caminho do céu. Lá está o nosso tesouro. Lá está a nossa herança. É lá que devemos investir o melhor do nosso tempo e dos nossos recursos. Atentar apenas nas coisas que se veem e que são temporais é viver sem esperança no mundo; mas buscar as coisas que os olhos não veem nem as mãos apalpam é viver na dimensão da eternidade, com os pés na terra, mas com o coração no céu!

domingo, 5 de dezembro de 2010

O MINISTÉRIO DA INTERCESSÃO


“Orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito. Vigiai nisto com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18).

VERDADE PRÁTICA: Através de Cristo e sob o poder do Espírito Santo, somos impulsionados e capacitados a interceder uns pelos outros.

LEITURA BÍBLICA: Gênesis 18:23-29, 32, 33.

REFLEXÃO: “uma oração significativa é uma questão de coração, não de eloqüência das palavras.” (Jim George)

INTRODUÇÃO

O amor é a característica mais marcante do cristão (João 13:35). Esse amor deve ser demonstrado em todo o seu viver, inclusive em suas orações intercessórias. Intercessão quer dizer orar a Deus em favor de outra pessoa. A Palavra ordena aos filhos de Deus a orar por seus irmãos (Efésios 6:18,19), pela obra de Deus (Mateus 9:38), pelas autoridades constituídas (I Timóteo 2:1,2) e até pelos inimigos (Mateus 5:44). Se você, meu irmão, não é um intercessor, está perdendo a bênção de Deus. Portanto, entre na esfera da intercessão agora!

I – A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA

  1. No Antigo Testamento. Entre o povo de Israel havia muitos homens fiéis, amorosos e dedicados, que perseveraram em oração a Deus por seus irmãos e pela nação inteira. Samuel (1 Samuel 7:8,9; 12:19-25), Moisés (Êxodo 32:11-14, 30-32; Deuteronômio 9:13-19), Jeremias (Jeremias 14:19-22), Esdras (Esdras 9:6-15), Daniel (Daniel 9:3-19) e tantos outros servem como exemplo. O próprio Deus menciona nominalmente homens como Samuel e Moisés como intercessores (Jeremias 15:1). Estes homens santos se afligiam com o pecado do povo, sentiam a necessidade do perdão divino e choravam diante de Deus, suplicando-lhe uma solução.
  2. Em o Novo Testamento. O ministério da intercessãoperante Deus continuou, sendo o Senhor Jesus o nosso supremo exemplo(João 17). Pessoas vinham ao Mestre pedindo por seus parentes, amigos e servos (Marcos 5:22-43; 10:13; João 4:4:46-53). Jesus demonstrou a prática da intercessão muitas vezes, orando pelos perdidos (Lucas 19:10), por Jerusalém e seus discípulos (João 17:6_26). Na igreja, a partir do livro de Atos e das Epístolas há muitos e variados exemplos de intercessões em oração, nos quais há grandes lições para a nossa vida cristã. A igreja é incentivada a orar uns pelos outros (Tiago 5:16; Efésios 6:18). Ela deve habituar-se a interceder pelas necessidades dos irmãos (Atos 12:5; 13:3). Na igreja, às vezes há grupos que se organizam e se intitulam “Os Intercessores”, mas não perduram. O verdadeiro intercessor não gosta de aparecer. Ele, em si mesmo se compraz em ver, mediante sua intercessão, o nome de Deus ser glorificado pelas bênçãos concedidas.
  3. Nos dias atuais. A Bíblia nos ensina que é dever do crente orar pelos outros (1 João 5:16; 1 Timóteo 2:1, 8; Efésios 6:18; Tiago 5:16). Contudo, não é só um dever, mas principalmente um privilégio e um canal de bênção. Aquele que persevera em orar pelos outros, Deus levanta intercessores para orar por ele e, assim, todos são abençoados. A oração intercessória enquadra-se na verdade bíblica: “Mais bem aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35). Quem ora, se coloca diante de Deus, entra em sua presença e nunca sai deste encontro da mesma forma que entrou. Ser alvo de uma oração é gratificante; orar é glorioso. A prática de estar com Deus em oração, muda o homem (Gênesis 32:22-32). As pessoas cojseguem perceber a diferença daquele que cultiva a comunhão com Deus (Êxodo 34:29-35). Dentre os discípulos de Jesus, três conviveram mais com Ele; e dentre os três, um era-lhe mais chegado.

II – CARACTERÍSTICAS DE UM INTERCESSOR

  1. Perseverança. Abraão foi um homem perseverante. Sua súplica a Deus por Sodoma e Gomorra demonstra sua diligência. Ele intercedeu diante de Deus e nisso perseverou até obter a resposta (Gênesis 18:22-33). O intercessor não pode se deixar levar pelas dificuldades e aparentes “impossibilidades”. Foi o caso da mulher siro-fenícia perante Jesus. Apesar de ser ignorada e receber inicialmente um “não” do Senhor, como teste da sua fé, ela insistiu em seu pedido, humilhando-se diante dEle, até que foi atendida em sua petição (Mateus 15:22-28).
  2. Altruísmo. Em um autêntico intercessor não pode haver egoísmo, mesmo porque, se alguém é egoísta, não é intercessor. O oposto do egoísmo é o altruísmo. A pessoa esquece de si mesma e cuida do outro por amor. O caso de Moisés é emblemático. O Senhor falou em acabar com o povo de Israel e iniciar, a partir dele (Moisés), outro povo (Êxodo 32:7-14). O amor que Moisés tinha por aquelas pessoas, que com tanto zelo e devoção eram conduzidas por ele, dominava seu ser. Esse amor o levou a rejeitar a proposta e interceder pelo povo que havia desprezado a Deus e ao próprio Moisés (Êxodo 32:1-4). Na mesma ocasião, esse servo de Deus pediu para sr riscado do livro divino, caso o Senhor não perdoasse aos israelitas (Êxodo32:30-32). Um fato semelhante é o de Jô, que em meio a severas provações, grande necessidade e graves problemas de saúde, intercedia diante de Deus por seus “amigos”(Jô 42:10). O apóstolo Paulo, com profundo amor pelo seu povo e anseio por sua salvação, afirmou que abriria mão de sua própria salvação em favor deles (Romanos 9:3). Jesus, cravado no madeiro, sofrendo grandes dores, intercedeu por seus algozes (Lucas 23:33,34), e pelo ladrão arrependido crucificado ao seu lado (vv 40-43).
  3. Empatia. Empatia é, no campo natural, a capacidade de uma pessoa identificar-se com outra; harmonizar-se, combinar com outra pessoa, sentir o que ela sente, desejar o que ela quer, apreender do modo como ela apreende. Interceder, no campo espiritual, é mais do que simplesmente apresentar pedidos em favor de outros diante de Deus. É ter a capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa ou pessoas, sentir suas misérias, sua dor, seu estado, sua necessidade e, por conseguinte, implorar a Deus por sua resposta. Esdras e Jeremias foram exemplos nesta área. Eles mesmos não haviam pecado contra Deus, cometendo s abominações que o povo cometia em sua época. No entanto, em oração apresentaram o povo a Deus, rogando-lhe o seu perdão e implorando por salvação (Jeremias 14:18-22; Esdras 9:6-15). Neemias, o governador, fez a mesma coisa (Neemias 9:33-37). Em Jesus esta característica é notória; Ele sentia a dor das pessoas, o que o levava à compaixão (Lucas 7:11-13; Mateus 9:36; 14:14). Quando viu a dor de Maria ao perder seu irmão, chorou (João 11:32-35). O cristão deve saempre ter em si esta virtude (Romanos 12:15) ao interceder diante de Deus por outro.

III – A FORÇA DA ORAÇÃO COLETIVA

  1. Nínive. O Senhor havia determinado a destruição de Nínive. Seus habitantes, no entanto, decidiram arrepender-se e humilhar-se diante de Deus, como um só homem, apregoando um jejum que incluía até os animais, clamando a Deus por misericórdia e pela revogação da sentença destruidora que fora motivada por eles mesmos. Apesar dos protestos do profeta Jonas, tiveram sua petição atendida, e todo o povo foi salvo da destruição (Jonas 3:5-10).
  2. Israel. Quando Ester tomou conhecimento do terrível e destruidor edito real que decretava a morte de todos os judeus, ela e suas auxiliares decidiram orar e jejuar para que o Senhor preservasse a vida dos descendentes de Abraão e desse vitória sobre seus inimigos. Mais uma vez, Deus respondeu à oração (Ester 4:15-17; 8:1-17).
  3. Igreja Primitiva. A igreja começou em plena atmosfera de oração (Atos 2:42). Eles apresentavam seus pedidos a Deus de forma unânime. Quando Pedro foi preso, a igreja reuniu-se para interceder a Deus por ele (Atos 12:1-17). Aquela reunião de súplica foi certamente transformada em reunião de louvor e agradecimento a Deus pela oração respondida.

CONCLUSÃO

Orar pelos outros é um dever e uma prova de que o amor de Deus está derramado no coração do intercessor. Buscar a Deus com fé é o modo correto de começar. Todos os cristãos devem desenvolver uma vida de oração e intercessão, buscando ter em si virtudes como altruísmo, perseverança e empatia espiritual. Assim fazendo, além de aprimorar sua vida de comunhão com Deus, o cristão estará cumprindo o mandado divino de amar ao próximo como a si mesmo.

REFLAXÃO: “Jesus, nosso Advogado, intercede por nós no céu.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal)

RESPONDA:

  1. O que é intercessão?
  2. Cite três exemplos de homens fiéis que perseveravam em oração a Deus no antigo testamento.
  3. Em qual verdade bíblica se enquadra a oração intercessória?
  4. Quem é o nosso supremo exemplo no ministério da intercessão?
  5. De acordo com a lição, quais as principais características de um intercessor?

VOCABULÁRIO

Altruísmo: Amor ao próximo

Emblemático: Significativo, exemplar.

Empatia: Sentir o que o outro sente.

Fonte: Lições Bíblicas - 4º Trimestre de 2010 - Jovens e Adultos
Casa Publicadora das Assembléias de Deus - CPAD

sábado, 4 de dezembro de 2010

Grande é o Senhor - Adhemar de Campos e Nivea Soares

Hino inesquecível, ouça e grave dentro de seu coração.



Grande é o Senhor
Adhemar de Campos

Grande é o Senhor

E mui digno de louvor
Na cidade do nosso Deus
Seu Santo monte
Alegria de toda terra

Grande é o Senhor
Em quem nós temos a vitória
E que nos ajuda
Contra o inimigo
Por isso diante Dele
Nos prostramos

Queremos o Teu
Nome engrandecer
E agradecer-Te
Por Tua obra
Em nossas vidas

Confiamos em Teu
Infinito amor
Pois só Tu és
O Deus eterno
Sobre toda terra e céus

O homem, esse desconhecido


Rev. Hernandes Dias Lopes

Alex Carrell escreveu um livro com este título, “o homem, esse desconhecido”. O homem conhece o mundo ao seu redor, mas não conhece a si mesmo. Explora o espaço sideral, mas não viaja pelos labirintos da sua alma. Investiga os segredos da ciência, mas não ausculta seu próprio coração. A pergunta do salmista ainda ecoa nos nossos ouvidos: “Que é o homem?” (Sl 8.4). As respostas foram muitas: “O homem é um bípede depenado”; “o homem é a medida de todas as coisas”; “o homem é um caniço agitado pelo vento”. O rei Davi, respondeu a essa pergunta de forma magistral: “Fizeste-o [...] por um pouco menor do que Deus, e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste” (Sl 8.5,6). O homem foi criado por Deus e criado para ser o gestor da criação. A origem do homem está ancorada em Deus e seu propósito é ser co-regente de Deus, como mordomo da criação. Destacamos, aqui três verdades sublimes acerca do homem.

1. O homem é a imagem de Deus criada. O homem não veio à existência por geração espontânea nem por um processo evolutivo de milhões e milhões de anos. Nossa origem não está ligada aos símios; nossa gênese está ligada a Deus. Fomos criados por ele e somos à semelhança dele. O homem é a coroa da criação de Deus. Foi criado um pouco menor do que Deus e coroado de glória e honra. Somos um ser físico e espiritual. Temos um corpo e uma alma. Podemos amar a Deus e adorá-lo. Podemos conhecê-lo e responder ao seu amor. Nenhum outro ser tem essa característica. Os anjos são espíritos, mas não tem corpos. Os animais têm corpos, mas não têm espírito. Temos corpo e espírito. Somos a imagem de Deus criada.

2. O homem é a imagem de Deus deformada. O pecado entrou na história humana com a queda dos nossos primeiros pais. O pecado atingiu todo o nosso ser, corpo e alma; razão, emoção e vontade. O pecado não destruiu à imagem de Deus em nós, mas a deformou. Agora, não podemos ver, com diáfana clareza, a imagem de Deus no homem, pois o pecado a desfigurou. Somos como uma poça de água turva. A lua com toda a sua beleza ainda está refletindo, mas não conseguimos ver essa imagem refletida; não porque a lua não esteja brilhando, mas porque a água está suja. A corrupção do pecado atingiu todos os homens e o homem todo. Todos os homens pecaram e o homem é todo pecado. Não há parte sã em sua carne. Tudo foi contaminado pela mancha do pecado.

3. O homem é a imagem de Deus restaurada. O homem criado e caído, é agora restaurado. Essa restauração, porém, não é autoproduzida. Ela não vem do próprio homem, vem de Deus. É Deus mesmo quem tomou a iniciativa de restaurar sua imagem em nós. E como Deus fez isso? Enviando seu Filho ao mundo! Ele é a imagem expressa e exata de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Jesus veio ao mundo para nos trasladar do império das trevas para o reino da luz. Ele veio para nos tirar do calabouço da escravidão para a liberdade. Ele veio para nos arrancar das entranhas da morte para a vida. Em Cristo temos perdão, redenção e restauração. Por meio de Cristo somos feitos filhos de Deus e herdeiros de Deus. A imagem de Deus criada e, deformada pelo pecado, é restaurada por Cristo. Pela operação da graça, nascemos de novo, nascemos de cima, nascemos do Espírito e somos co-participantes da natureza divina. A glória e a honra perdidas na queda são agora restauradas na redenção!

http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/11/o-homem-esse-desconhecido/

Clérigo paquistanês radical oferece prêmio por morte de cristã

Ativistas do partido fundamentalista paquistanês
Jamaat-i-Islami gritam e levantam bandeiras
em manifestação contra Asia Bibi
Foto: AFP

PAQUISTÃO (14º)
- Um clérigo muçulmano paquistanês de linha-dura, pró-Talibã, ofereceu nesta sexta-feira um prêmio a quem matar uma mulher cristã sentenciada à morte por um tribunal pela acusação de ter insultado o Islã.

A sentença contra Asia Bibi provocou um novo debate sobre a lei paquistanesa contra a blasfêmia, que, segundo críticos, é usada para perseguir minorias religiosas, alimentar o extremismo religioso e promover vinganças pessoais. As minorias não-muçulmanas representam mais ou menos 4% dos 170 milhões de habitantes do Paquistão.

Maulana Yousef Qureshi, o imã de uma grande mesquita na cidade de Peshawar, no noroeste do país, ofereceu uma recompensa de US$ 5.800 e aconselhou o governo a evitar qualquer tentativa de modificar ou abolir a lei contra a blasfêmia.

"Resistiremos fortemente a qualquer tentativa de revogar leis que garantem a proteção da santidade do Santo Profeta Maomé", disse Qureshi a uma multidão de islâmicos radicais. "Quem matar Asia receberá 500 mil rúpias de recompensa da Masjid Mohabat Khan", acrescentou, referindo-se à sua mesquita.

Acredita-se que Qureshi não tenha uma grande base de seguidores, mas declarações de clérigos podem provocar reações violentas e complicar os esforços governamentais para combater o extremismo religioso e a militância.

Qureshi, que lidera há décadas a congregação da mesquita Mohabat Khan, do século 17, disse à Reuters mais tarde que está determinado a ver a mulher cristã morta:
- Esperamos que ela seja enforcada. Se isso não acontecer, pediremos aos mujahedins (combatentes islâmicos) e o Talibã a matará.

Bibi, que tem 45 anos e é mãe de quatro filhos, é a primeira mulher a ser sentenciada à morte por causa da lei contra a blasfêmia.

As condenações por blasfêmia são comuns no Paquistão, de maioria muçulmana. Embora a condenação à morte nunca tenha sido executada, já que a maioria das condenações é revogada após recursos, fanáticos e multidões enfurecidas já mataram muitas pessoas acusadas de blasfêmia.

Depois de condenada, Bibi fez um apelo ao presidente Asif Ali Zardari, pedindo para ser perdoada e dizendo que foi acusada injustamente por vizinhos devido a uma briga por motivos pessoais.

Fonte: Terra

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6724

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Free to Believe: campanha para liberdade religiosa atinge momento chave


INTERNACIONAL - Na terça-feira, dia 30 de novembro, as assinaturas da petição global da campanha Free to Believe da Missão Portas Abertas e Portas Abertas Internacional serão definitivamente contadas. No Brasil, ultrapassamos 65.000 assinaturas em quase dois meses de campanha. No Reino Unido a meta foi ultrapassada e chegaram a 141.007 petições assinadas! O total global agora é uma espantosa soma de 368.000.


Na semana passada, todas as delegações nacionais das Nações Unidas foram notificadas sobre as manifestações de conscientização que foram geradas no mundo inteiro, para dizer SIM à liberdade religiosa e não à Resolução da Difamação de Religião.

Na próxima semana, a petição será apresentada em Nova Iorque, nas Nações Unidas. Essa apresentação será repercutida em todo o mundo, uma vez que presidentes e primeiros-ministros, políticos e diplomatas serão alertados para a preocupação que tem sido manifestada sobre esta questão.

O primeiro ministro britânico, David Cameron, disse: "Partilho a preocupação de que a Resolução da Difamação da Religião poderia ser usada como pretexto para limitar a liberdade de expressão e de perseguir as pessoas com base em suas crenças... Posso garantir-lhe que o Governo pretende votar contra esta resolução, sempre que for apresentada na Assembleia Geral da ONU e incentivará outros países a fazerem o mesmo... "

Nas próximas duas semanas, a Assembleia Geral da ONU votará sobre a Resolução.

Esta semana, uma ateia assinou a petição da Portas Abertas Internacional. "Eu considero que a proposta da ‘difamação da religião’ constituirá uma ameaça terrível... Se eu fosse alguém que orasse, definitivamente estaria orando para que ela seja descartada”, disse ela.

Pedidos de oração:

1.Ore pela redução decisiva no apoio a Resolução da Difamação de Religião quando for votada na Assembleia Geral da ONU, em dezembro.

2. Ore pela equipe da Portas Abertas Internacional que apresentará o resultado da petição em muitos lugares diferentes; ore para que a conscientização mundial sobre a liberdade religiosa seja levada em consideração e glorifique o nome de Deus.

3. Ore pelos nossos irmãos e irmãs que enfrentam atualmente opressão, como Asia Bibi, que enfrenta uma condenação à morte por blasfêmia no Paquistão e Said Musa, julgado no Afeganistão; ore para que eles sejam fortalecidos no Senhor e encontrem a justiça e a liberdade.

Tradução: Carla Priscilla Silva

Fonte: POrtas Abertas - Reino Unido

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6709

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu e meus "filhos"


Fernando Paulo Ferreira

"Exorta semelhantemente os moços a que sejam moderados" (Tito 2:6)

Tenho 42 anos de idade, e nenhum filho biológico. Mas Deus me fez "adotar" todos os jovens até 25 anos como meus filhos. Assim os trato, assim cuido deles, assim os amo.

É maravilhoso ter esses jovens como filhos. Me faz sentir realizado quando estou perto deles. Mas é preciso ter muita paciencia com eles. Eles, às vezes, fazem cada travessura que você tem que pensar em como medir suas palavras.

Meus "filhos" também fazem das suas. No meu trabalho "adotei" todos os estagiários como meus filhos. Eles estão sempre em alguma encrenca, e eu me levanto para os tirar de lá. Não gosto quando alguém os maltrata. Se alguém mexe com meus "filhos", mexe comigo em primeiro lugar.

Alguns deles, quando estão em dúvidas, recorrem a mim para saná-las. Outros estão tristes e ficam ao meu lado para ouvir uma palavra de ânimo. Outros, quando fazem alguma travessura, contam comigo para receber alguma repreensão.

Tenho muito amor por esses jovens. Eles tem muito futuro pela frente. E ainda fico imaginando por que seus pais estão tão distantes quando eles mais precisam deles. É por isso que me sinto feliz em adotá-los, mas isso não fica somente no faz de conta. Eu os adotei mesmo, como se eles fossem realmente meus filhos biológicos.

Fico preocupado também com meus "filhos" na fé. Estes jovens que cresceram na igreja e estão tão desanimados com os rumos que ela está tomando. Onde estão seus pais e pastores que deviam estar a seus lados apoiando-os em tudo? Onde estão seus pais e pastores que deviam estar orientando-os em tudo que precisam fazer?

Algumas igrejas impõem tantas regras que fazem com que estes jovens fiquem amarrados sem nada poder fazer, mesmo que seja para seu próprio bem. Alguns não podem ir para a faculdade porque a igreja diz que lá eles vão se afastar de Deus. Outras igrejas não permitem nem que eles usem determinada roupa, por causa da cor, estilo ou outra coisa qualquer, porque isso é coisa do mundo.

Alguns jovens tiveram que abandonar a fé porque as regras da igreja não lhes permitem estudar, trabalhar nem mesmo viver a realidade deste mundo. Na verdade, a igreja devia mesmo era dar-lhes orientação, apoio, força e ajudá-los a enfrentar os desafios que o mundo nos oferece com sabedoria e coragem para que não se afastassem da verdadeira fé que eles conheceram no Senhor Jesus Cristo.

Sempre exorto meus "filhos" a permanecerem firmes na fé. Digo a eles que neste mundo, na escola, no trabalho e na faculdade eles iriam enfrentar mais oposições à sua fé, eles sofreriam mais tentações, e que, se eles forem vigilantes, eles venceriam toda sorte de mal.

Não posso abandoná-los. Eles são os filhos que Deus me "deu". Gostaria que todo aquele que tiver idade para ser pai, adotasse também aqueles que tem idade para ser filhos.

Eles precisam de pais por perto, em todos os momentos de suas jovens vidas, até que se sintam prontos a adotar a próxima geração.

Um forte abraço!

domingo, 28 de novembro de 2010

A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS


“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (João 15:7).

VERDADE PRÁTICA: A Bíblia nos garante que a oração realizada de acordo com a vontade de Deus será atendida.

LEITURA BÍBLICA:João 14:13-17; 15:7; 1 João 5:14,15.

REFLEXÃO: “O Espírito nos guia ajudando-nos a entender as diretrizes bíblicas, dentro das quais devemos nos manter, as metas bíblicas que devemos mirar e os modelos bíblicos que devemos imitar, bem como os exemplos que cevemos tomar por advertência.” (James Packer)

INTRODUÇÃO

Todo Crente deseja ter uma vida de oração eficaz, ou seja, de súplicas atendidas pelo Senhor. Contudo, muitos não tem sido eficientes nesse assunto por desconhecerem completamente a vontade de Deus para os homens em geral e para sua própria vida. Nesta lição, você aprenderá que conhecer o Senhor e, por conseguinte, a vontade dEle para o seu viver, é imprescindível para obter respostas aos seus clamores.

I – A ORAÇÃO E A VONTADE DE DEUS

  1. O caráter de Deus. É fundamental que o suplicante conheça profundamente a quem ele dirige suas orações, a fim de que possa ser atendido. A Bíblia nos revela que Deus é amor, misericórdia, longanimidade, bondade e justiça. Portanto, o conhecimento de tais atributos divinos é imprescindível para orarmos a Deus com entendimento e sermos respondidos em nossas súplicas. Quanto mais conhecermos a Deus, melhor compreenderemos, aceitaremos e identificaremos a sua vontade para nós.
  2. A vontade de Deus e as Sagradas Escrituras. Jesus declarou que as orações de seus discípulos seriam atendidas se eles guardassem e praticassem a sua palavra (João 15:7; 1 João 3:22). A vontade geral de Deus está expressa na Bíblia, portanto, é indispensável que manejemos bem a Palavra da Verdade, a fim de sabermos como orar de acordo com a vontade dEle. Muitas vezes não é necessário perguntar se algo é da vontade do Senhor, porque as Escrituras explicitam claramente que tal pedido está completamente fora dos propósitos divinos para seus filhos. Tiago e João tiveram essa experiência, quando insensatamente pediram algo a Jesus Cristo em conflito com sua natureza e vontade, e foram repreendidos pelo Senhor (Lucas 9:54-56).
  3. A vontade de Deus para cada indivíduo. Outro fator que deve ser considerado ao dirigirmos nossos pedidos a Deus é a sua soberana vontade para cada um de nós. Para descobri-la, é necessário que o servo de Deus cultive uma vida de intima comunhão com Deus. À medida que conhecemos o Senhor, sua vontade vai se tornando mais evidente para nós. Além disso, um crente fiel que busca agradar ao Senhor através de uma vida santa e dedicada ao seu Reino, naturalmente desfrutará da vontade de Deus, pois é impossível que alguém possa ser tão íntimo dEle e estar fora da sua vontade. A resposta divina às nossas orações está profundamente relacionada à sua vontade para os seus filhos, como veremos no tópico a seguir.

II – ORAÇÕES NÃO RESPONDIDAS POR DEUS

  1. Orações Egoístas (Tiago 4:3). O apóstolo Tiago afirma que pedidos egoístas, que visam interesses próprios, não são respondidos pelo Senhor. Eles estão fora da vontade divina, pois contrariam o desejo dEle de que seus filhos sejam altruístas. Na verdade, tais pedidos refletem uma natureza ainda não regenerada, pois o coração daquele que foi transformado por Deus pensa primeiro no próximo. Após conhecer o Senhor mais profundamente, Jô intercedeu por seus amigos (Jô 42:10). Experimente orar mais pelos outros do que por si mesmo.
  2. Orações por posição social (Mateus 20:17-28). Muitos oram a Deus buscando reconhecimento humano, honra, glórias, poder, dinheiro, enfim, coisas que satisfaçam sua natureza humana pecaminosa. A mãe dos filhos de Zebedeu pediu a Jesus um lugar de destaque para seus filhos, mas o Mestre explicou que não competia a Ele outorgar essa posição, mas ao Pai (Mateus 20:21,22). Ela não tinha consciência de que não existe posição melhor do que ser um servo de Deus, que foi transportado do reino das trevas para o Reino do Filho do seu amor (Colossenses 1:13), e agora vive não mais para si mesmo, mas em e por Cristo (Gálatas 2:19,20). A vontade de Deus é que pensemos e busquemos as coisas celestiais, incorruptíveis (1 Coríntios 9:25).
  3. Orações hipócritas (Mateus 6:5,6). Algumas pessoas pensam que podem enganar a Deus com uma aparência de piedade, fingindo ser espiritual, um “homem” ou “mulher de oração”. Esquecem-se de que Deus é o maior conhecedor das motivações humanas. Jesus por diversas vezes reprovou o comportamento hipócrita e mentiroso. O Senhor ama a verdade e a sinceridade. É melhor ser sincero como um publicano, carente de misericórdia de Deus, do que um fariseu, cheio de justiça própria, pois aquele teve sua oração atendida e este não (Lucas 18:9-14).

III – ORAÇÕES ATENDIDAS POR DEUS

Na Bíblia temos muitos exemplos de orações respondidas, uma vez que estavam em harmonia com a vontade de Deus.

  1. A oração do rei Salomão (2 Crônicas 1:7-10). Há quem faça longas orações, mas inconvenientes, impróprias, insensatas, irreverentes. Salomão fez uma oração curta, porém, sábia. Ele tinha consigo um “cheque em branco” da parte de Deus (v. 7). No entanto, não teve desejos egoístas, pensou em seu reino e no povo, orando com sabedoria, e Deus lhe respondeu sem demora (vv. 11,12). Por conseguinte, tornou-se o homem mais sábio e rico do mundo de sua época (1 Reis 4:29-34). Você não deseja ter essa sabedoria? Peça a Deus! A Bíblia garante que o Senhor a dá a todos liberalmente, ou seja, a resposta é certa (Tiago 1:5).
  2. A oração do profeta Elias (1 Reis 18:36-39). A oração que glorifica e exalta a Deus será respondida. Um exemplo desta oração é a do profeta Elias. Ele lançara um desafio aos falsos profetas de Baal. Aquele que respondesse enviando fogo do céu para consumir os sacrifícios oferecidos seria o verdadeiro Deus. O único desejo de Elias era que o nome do Senhor fosse reconhecido e aclamado no meio daquele povo, como fica claro em suas palavras (v. 37). Um pedido que busca única e exclusivamente a glória do Senhor e o reconhecimento de seu poderio será prontamente atendido por Ele (João 14:13).
  3. A oração de Davi (Salmo 51:1-17). Esta súplica por perdão, misericórdia e restauração provém de um coração sincero, arrependido e consciente de seus erros. E tal coração, afirma a Bíblia, não despreza o Senhor (v. 17). Davi reconhece a gravidade de seus erros e, principalmente, que havia pecado contra o seu Deus. Em seguida, arrepende-se profundamente e busca com lágrimas o perdão e a restauração divina. É importante ressaltar que o relacionamento íntimo que o rei cultivava com o seu Soberano foi decisivo para que ele tomasse essa atitude. Uma vez que Davi conhecia o caráter de Deus a quem servia, tinha certeza de que alcançaria misericórdia de sua parte se o buscasse com um coração sincero.

CONCLUSÃO

O segredo para uma vida de oração eficaz, ou seja, de pedidos realizados conforme a vontade de Deus, é cultivar um relacionamento íntimo e sincero com o Senhor. Você deseja ter suas orações atendidas? Ore de acordo com a vontade de Deus! Você quer saber a vontade de Deus para a sua vida? Então, cultive um profundo relacionamento com Ele.

REFLEXÃO: “Ao invés de orarmos para Deus nos ajudar a realizar tal empreendimento, convém-nos saber primeiro se o mesmo merece a aprovação de Deus.” (Estevam Ângelo de Souza

REFLEXÃO: “A precariedade do relacionamento com Deus no século 21 se deve a dois fatores principais: o equivoco de acreditar que o Senhor não precisa nos orientar nas pequenas decisões do dia a dia; e a redução do principal momento de diálogo com Deus – a oração – em unicamente pedir, gerando assim, a mania do determinismo.” (César Moisés Carvalho)

RESPONDA

  1. Como podemos saber a vontade de Deus para o homem?
  2. Como podemos saber a vontade de Deus para nossa própria vida?
  3. Quais orações não serão respondidas pelo Senhor?
  4. Quais personagens tiveram suas súplicas atendidas por Deus?
  5. Quais orações são atendidas pelo Senhor?

Fonte: Lições Bíblicas 4º Trimestre de 2010 – Jovens e Adultos

Casa Publicadora das Assembléias de Deus – CPAD

sábado, 27 de novembro de 2010

A Portas Abertas Internacional convoca os cristãos à oração

COREIA DO NORTE (1º) - A Coreia do Norte é previsível em sua imprevisibilidade. Seus líderes têm feito tudo o que poderiam para criar uma crise na península Coreana. Seu exército torpedeou e afundou um navio da marinha Sul Coreana no início deste ano. No último domingo, 21 de novembro, tornaram-se conhecidas que a Coreia do Norte abriu novas instalações para enriquecer urânio.

Quando não tinham o desejo significativo e a Coreia do Sul continuou a realizar exercícios militares, a Coreia do Norte decidiu atacar a ilha às 14:30h, em 23 de novembro de 2010. A artilharia de bombardeio matou, pelo menos, dois soldados e feriu outros 15. O presidente Sul-Coreano chamou isso de retaliação. Ninguém sabe o que irá acontecer, mas o irmão André nos ensinou a sempre fazer uma pergunta: Há uma Igreja?

Ainda que o bombardeio de Yeongpeong seja a violência na pior escala desde o armistício de 1953, a estratégia por detrás é notavelmente previsível, e também brutal e efetiva. Kim Jong-un, nomeado sucessor de seu pai, precisa mostrar ao país – e ao mundo no que diz respeito ao assunto – o quão forte ele é. E ele precisa de uma maneira de extrair ajuda econômica e outras concessões.

Para a Coreia do Norte criar um senso de urgência para as Six-Party Talks, que são vitais para a sobrevivência da República Democrática da Coreia, como é oficialmente chamada, os líderes dispersam a comunidade internacional de recorrer aos seus direitos humanos e crises de alimento. A Coreia do Norte sabe que a comunidade internacional não quer uma reunificação rápida com o Sul. Ninguém estaria pronto. É desconhecido como a situação atual irá terminar, mas a Coreia do Norte joga cada jogo como se não tivesse nada a perder.
Oração

Em seu livro ‘Oração – a verdadeira batalha’ (tradução livre) o irmão André, fundador da Portas Abertas Internacional, desafia os cristãos a fazer uma pergunta sempre que uma crise ocorre em algum lugar do globo: Há uma Igreja? Há uma Igreja em ambos os lados da zona desmilitarizada que separa o Norte do Sul. Mas eles não poderiam ser mais diferentes.

Enquanto os cristãos sul-coreanos adoram a Deus livremente em suas igrejas, seus aproximadamente 400.000 irmãs e irmãos norte-coreanos lutam para sobreviver e são perseguidos impiedosamente. Por anos, a Coreia do Norte tem permanecido o número um da Lista de Classificação de Países por Perseguição, é um dos países onde é mais opressivo para um cristão viver. Até a posse de uma Bíblia pode motivar a morte de toda uma família ou enviá-la para um kwan li-so (centro de reeducação), um campo de concentração comparável ao Auschwitz-Birkenau (nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolos do Holocausto perpetrado pelo nazismo). Ninguém deixa esses campos vivos.

Muitos cristãos podem somente adorar a Deus quando toda a sua família é cristã. Cantar e orar em alta voz são muito perigosos. Contar a seus filhos sobre Cristo é muito arriscado. Os pais contam as suas crianças histórias da Bíblia como se fossem contos de fadas. Esta é a única maneira que os pais podem compartilhar algo de sua fé. Encontro de cristãos fora de sua família é praticamente impossível. Somente em ocasiões raras os cristãos podem adorar ou compartilhar juntos.

Entre 50.000 e 70.000 cristãos estão em campos de trabalho por causa de sua fé. No total, há centenas de milhares de prisioneiros em campos políticos, prisões e campos de reeducação. Em setembro, muitos prisioneiros e pessoas sentenciadas aos campos de trabalho foram perdoados por causa do Congress Party que conteve esse mês. Mas os campos vazios precisavam de uma nova mão-de-obra. O Ministério de Segurança prendeu temporariamente muitos outros e criou uma população fresquinha para o campo.

A Portas Abertas Internacional mantém os cristãos norte-coreanos em secreto com Bíblias, livros, educação e ajuda. Recebemos com frequência cartas de agradecimento de líderes de igrejas. Em cada carta, a Igreja global colabora com seu amor e provisão através das Portas Abertas Internacional. Em cada carta eles nos convocam a orar.

Nas palavras de um líder de igreja: “Estou muito admirado de ver nossas vidas de crentes de fé se tornando mais e mais estabilizada. Suas vidas estão em perigo todos os dias e ainda seguem o Senhor. Isso não poderia ser possível se não fosse pelo seu amor e empenho sem fim para com nossos crentes. Por favor, continuem orando por nós”.

Pedidos de oração:

  • Ore por uma solução de paz para o conflito atual e sabedoria para os líderes de todas as partes envolvidas.
  • Ore por persistência, força e proteção para a Igreja.
  • Ore pelo trabalho da Portas Abertas Internacional no fortalecimento da Igreja Perseguida na Coreia do Norte.

Tradução: Tatiane Lima

Fonte: Portas Abertas

http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6707

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eu te amo!


Pr
. Airton Evangelista da Costa

ENTENDO QUE regra geral as expressões de amor filial e conjugal não se exteriorizam por meio de palavras ou gestos. Se fizermos uma pesquisa, mesmo sem profundidade, verificaremos que os mimos, galanteios e atenções especiais que os casais tinham enquanto enamorados, foram esquecidos. Por exemplo, marido e mulher entram e saem da igreja sem ao menos segurar a mão um do outro. Passam anos sem dizer "Eu te amo", sem o marido oferecer rosas a amada no dia do seu aniversário. Muitos nem se lembram do aniversário da esposa. Se perguntar ao marido quando foi a última vez que disse "Eu te amo" à sua esposa, e vice-versa, não sabem dizer.

A mesma aridez acontece na relação pais-filhos. Muitos julgam que "coisas" podem substituir afetos, carinho, palavras, abraço. São capazes de presentear o filho com um carro novo no fim do ano, mas incapazes de abraçá-lo fortemente. Pais e filhos estão sob o mesmo teto; há efetivo amor fraternal; amam-se de fato, mas esse amor não é declarado alto e bom som.

Nunca ouvi do meu pai, de minha mãe, ou de meus irmãos essa declaração: "Eu te amo". Cresci com a mesma aridez. Consegui superar essa barreira ao longo de quarenta anos de casamento. Não quer dizer que meus pais não amavam seus filhos nem que eu não amava meus pais.

Esse distanciamento aconteceu ontem e acontece hoje. A TV, a internet e o corre corre da vida afastam as pessoas. Cada um na sua. Muitas famílias não se reúnem mais para uma conversa, para colocar em dia as notícias. Quando estão diante da TV, ninguém ousa abrir a boca.

Uma irmã me confidenciou que ama muito a sua mãe, é capaz de fazer tudo para vê-la feliz, mas não consegue abraçá-la e beijá-la. E sofre por causa disso. O mesmo ocorre com relação à sua filha. Os presentes substituem os abraços. Na verdade, os filhos não querem apenas "coisas"; querem contato físico, abraços, palavras de conforto, incentivo e reconhecimento.

E você? Há quanto tempo não diz "EU TE AMO" à sua amada? E você, mulher, há quanto tempo não toma a mesma atitude com relação ao seu marido? Num seminário sobre a família, na minha igreja, pedi aos casais se sentassem juntos, de mãos dadas. E que, quando saíssem do encontro, continuassem de mãos dadas. A maioria, ou talvez, a totalidade, há anos não sabia o que era dizer: EU TE AMO! Foi ótimo.

23.11.2010

www.palavradaverdade.com

Infinitamente Mais - Asaph Borba



SIM EU SEI SENHOR QUE TU ÉS SOBERANO
TENS OS TEUS CAMINHOS
TENS TEU PRÓPRIO PLANO
VENHO POIS A CADA DIA
VENHO CHEIO DE ALEGRIA
E ME COLOCO TUAS MÃOS
POIS ÉS FIEL

SIM EU SEI SENHOR QUE TU ÉS PODEROSO
ÉS UM DEUS TREMENDO
PAI DE AMOR BONDOSO
VENHO POIS A CADA DIA
VENHO CHEIO DE ALEGRIA
E ME COLOCO EM TUAS MÃOS
POIS ÉS FIEL

FIEL É TUA PALAVRA OH SENHOR
PERFEITOS OS TEUS CAMINHOS MEU SENHOR
POIS SEI EM QUEM TENHO CRIDO
TAMBÉM SEI QUE ÉS PODEROSO PRÁ FAZER
INFINITAMENTE MAIS

PRÁ FAZER
INFINITAMENTE MAIS DO QUE TUDO QUE PEDIMOS
INFINITAMENTE MAIS DO QUE TUDO QUE SENTIMOS
INFINITAMENTE MAIS DO QUE TUDO QUE PENSAMOS
INFINITAMENTE MAIS DO QUE TUDO QUE NÓS CREMOS
INFINITAMENTE MAIS

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Decepcionados com a Igreja


Maurício Zágari, Cristianismo Hoje

Muitos são os cristãos abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos.

A Igreja Evangélica brasileira está cansada. E é um cansaço que vem provocando mudanças fortes de paradigmas com relação aos modelos eclesiásticos tradicionais. Ele afeta milhões de pessoas que se cansaram de promessas que não se cumprem, práticas bizarras impostas de cima para baixo, estruturas hierárquicas que julgam imperfeitas ou do mau exemplo e do desamor de líderes ou outros membros de suas congregações. Dessa exaustão brotou um movimento que a cada dia se torna maior e mais visível: o de cristãos que abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos – ou, então, simplesmente rejeitam qualquer estrutura congregacional e passam a viver um relacionamento solitário com Deus. O termo ainda não existe no vernáculo, mas eles bem que poderiam ser chamados de desigrejados.

No cerne desse fenômeno está um sentimento-chave: decepção. Em geral, aqueles que abandonam os formatos tradicionais ou que se exilam da convivência eclesiástica tomam tal decisão movidos por um sentimento de decepção com algo ou alguém. Muitos se protegem atrás da segurança dos computadores, em relacionamentos virtuais com sacerdotes, conselheiros ou simples irmãos na fé que se tornam companheiros de jornada. Há ainda os que se decepcionam com o modelo institucional e o abandonam não por razões pessoais, mas ideológicas. Outros fogem de estruturas hierárquicas que promovam a submissão a autoridades e buscam relações descentralizadas, realizando cultos em casa ou em espaços alternativos.

A percepção de que as decepções estão no coração do problema levou o professor e pastor Paulo Romeiro a escrever Decepcionados com a graça (Mundo Cristão), livro onde avalia algumas causas desse êxodo. Embora tenha usado como objeto de estudo uma denominação específica – a Igreja Internacional da Graça de Deus –, a avaliação abrange um momento delicado de todo o segmento evangélico. Para ele, o epicentro está na forma de agir das igrejas, sobretudo as neopentecostais. “A linguagem dessas igrejas é dirigida pelo marketing, que sabe que cliente satisfeito volta. Por isso, muitas estão regendo suas práticas pelo mercado e buscam satisfazer o cliente”. Romeiro, que é docente de pós-graduação no Programa de Ciências da Religião da Universidade Mackenzie e pastor da Igreja Cristã da Trindade, em São Paulo, observa que essas igrejas não apresentam projetos de longo prazo. “Não se trata da morte, não se fala em escatologia; o negócio é aqui e agora, é o imediatismo”. Segundo o estudioso, a membresia dessas comunidades é, em grande parte, formada por gente desesperada, que busca ajuda rápida para situações urgentes – uma doença, o desemprego, o filho drogado. “O problema é que essa busca gera uma multidão de desiludidos, pessoas que fizeram o sacrifício proposto pela igreja mas viram que nada do prometido lhes aconteceu.”

Se a mentalidade de clientela provocou um efeito colateral severo, a ética de mercado faz com que os fiéis passem a rejeitar vínculos fortes com uma única igreja local, como aponta tese acadêmica elaborada por Ricardo Bitun. Pastor da Igreja Manaim e doutor em sociologia, ele usa um termo para designar esse tipo de religioso: é o mochileiro da fé. “Percebemos pelas nossas pesquisas que muitas igrejas possuem um corpo de fiéis flutuantes. Eles estão sempre de passagem; são errantes, andam de um lugar para outro em busca das melhores opções”, explica. Essa multiplicação das ofertas religiosas teria provocado um esvaziamento do senso de pertencimento, com a formação de laços cada vez mais temporários e frágeis – ao contrário do que normalmente ocorria até um passado recente, quando era comum que as famílias permanecessem ligadas a uma instituição religiosa por gerações.

Para Bitun, a origem desse comportamento é a falta de um compromisso mútuo, tanto do fiel para com a denominação e seus credos quanto dessa denominação para com o fiel. O descompromisso nas relações, um traço de nosso tempo, impede que raízes de compromisso – não só com a igreja, mas também em relação a Deus – sejam firmadas. “Enquanto está numa determinada igreja, o indivíduo atua intensamente; porém, não tendo mais nada que lhes interesse ali, rapidamente se desloca para outra, sem qualquer constrangimento, em busca de uma nova aventura da fé”, constata.

Modelo desgastado – O desprestígio do modelo tradicional de igreja, aquele onde há uma liderança com legitimidade espiritual perante os membros, numa relação hierárquica, já não satisfaz uma parcela cada vez maior de crentes. “As decepções ocorrem tanto por causa de líderes quanto de outros crentes”, aponta o pastor Valdemar Figueiredo Filho, da Igreja Batista Central em Niterói (RJ). Para ele, um fator-chave que provoca a multiplicação dos desigrejados é a frustração em relação a práticas e doutrinas. “Nesses casos, geralmentequem se decepciona é quem se envolve muito, quem participa ativamente da vida em igreja”. Com formação sociológica, o religioso diz que o fenômeno não se restringe à esfera religiosa, já que todo tipo de tradição tem sido questionada pela sociedade. “Há uma tendência ampla de se confrontar as instituições de modo geral”, diz Valdemar, que é autor do livro Liturgia da espiritualidade popular evangélica (Publit).

O jovem Pércio Faria Rios, de 18 anos, parece sintetizar esse tipo de sentimento em sua fala. Criado numa igreja tradicional – ele é descendente de uma linhagem de crentes batistas –, Pércio hoje só freqüenta cultos esporadicamente. “Sinto-me muito melhor do lado de fora”, admite. “Estou cansado da igreja e da religião”. A exemplo da maioria das pessoas que pensam como ele, o rapaz não abriu mão da fé em Jesus – apenas não quer estar ligado ao que chama de “igreja com i minúsculo”, a institucional, que considera morta. “Reconheço o senhorio de Cristo sobre a minha vida e sou dependente da sua graça”, afirma. E qual seria a Igreja com i maiúsculo, em sua opinião? “O Corpo de Cristo, que continua viva, e bem viva, no coração de cada cristão.”

Boa parte dos desigrejados encontra no território livre da internet o espaço ideal para exposição de seus pontos de vista. É o caso de uma mulher de 42 anos que vive em Cotia (SP) e assina suas mensagens e posts com o inusitado pseudônimo de Loba Muito Cruel. À reportagem de CRISTIANISMO HOJE, ela garante que é uma ovelha de Jesus, mas conta que durante muito tempo foi incompreendida e rejeitada pela igreja. “Desde os nove anos, estive dentro de uma denominação cheia de dogmas e regras rígidas, acusadora e extremamente castradora”. Na juventude, afastou-se do Evangelho, mas o pior, diz ela, veio depois. “Retornei ao convívio dos irmãos tatuada e cheia de vícios, e ao invés de ser acolhida, não senti receptividade alguma por parte da igreja, o que acabou me afastando mais ainda dela. Percebi o quanto os crentes discriminam as pessoas”, queixa-se.

Loba conta que, a partir dali, começou uma peregrinação por várias igrejas. Não sentiu-se bem em nenhuma. “Percebi que nenhum dos líderes vivia o que pregava. Isso foi um balde de água fria na minha fé”, relata. Hoje, ela prefere uma expressão de fé mais informal, e considera possível tanto a vida cristã como o engajamento no Reino de Deus fora da igreja – “Desde que haja comunhão com outros irmãos de fé, que se reúnam em oração e para compartilhar a Palavra, evangelizar e atuar na comunidade”, enumera.

Igreja virtual – Gente como Pércio e Loba compartilham algo em comum, além da busca por uma espiritualidade em moldes heterodoxos: são ativos no ambiente virtual, seja por meio de blogs ou através de ferramentas como o twitter e outras redes sociais. É cada vez maior a afluência de pessoas das mais diversas origens denominacionais à internet, em busca de comunhão, instrução e edificação. O pastor Leonardo Gonçalves lidera a Iglesia Bautista Misionera em Piura, no Peru. Mestre em teologia, edita o blog Púlpito cristão. “Quando comecei esse trabalho, passei a conhecer muitas pessoas que estavam insatisfeitas com os rumos que o evangelicalismo brasileiro estava tomando”, revela. “Neste processo, alguns começaram a ver o blog como uma alternativa à Igreja, ou até mesmo como uma igreja virtual”. Leonardo lida com esse tipo de público diariamente no blog. “Geralmente, são pessoas extremamente ressentidas. Consideram-se vítimas de líderes abusivos e autoritários e relatam que tiveram sua autonomia violada e a identidade quase banida em nome de uma mentalidade de rebanho que não refletia os ideais de Cristo.”

Outro que considera natural essa migração em busca de uma comunhão cristã que prescinde da igreja tradicional é o marqueteiro e teólogo presbiteriano Danilo Fernandes, editor do blog e da newsletter Genizah Virtual. Voltado à apologética, seu trabalho tem causado polêmicas e enfrentado resistências, inclusive de líderes eclesiásticos. “Pessoas cansadas de suas igrejas estão buscando pregadores com boas palavras, o que as leva à internet”. Para ele, buscar comunhão virtual em chats e outras mídias sociais é uma tendência. “A massa está desconfiada por traumas do passado; é gente machucada, marcada, ferida, gente que viu seus ídolos caírem”, conclui. Ele mesmo tem atendido diversas pessoas que o procuram para desabafar ou pedir conselhos.

Um resultado dessa busca por comunhão no ambiente virtual é o surgimento de grupos como o Clube das Mulheres Autênticas (CMA). Nascido de uma brincadeira entre mulheres cristãs que se conhecem apenas virtualmente, o grupo tem como lema “Liberdade de ser quem realmente se é”. A bacharel em direito Roberta Oliveira Lima, de 31 anos, é uma das integrantes. Ex-membro da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), ela afastou-se de muitas das práticas ensinadas no modelo congregacional e se diz em busca de uma igreja “sem excessos”. Ela se define como “uma pessoa desigrejada, mas não desviada dos princípios do Evangelho”. Segundo Roberta, o CMA supre carências que a igreja local já não preenchia mais. “Nosso espaço tem sido um local de refúgio, acolhimento e alegrias”, relata.

Ela garante que, até o momento, o grupo não sentiu falta de uma figura sacerdotal. “Aquilo que nos propomos a buscar não requer tal figura”, alega. “Pelo contrário, temos entre nós alguns feridos da religião e abusados por figuras sacerdotais clássicas. O nosso objetivo maior é compartilhar a vida e o Evangelho que permeia todos os centímetros de nossa existência”, descreve, ressaltando que, para isso, não é necessário adotar uma postura proselitista. “Mas nosso objetivo jamais será o de substituir a igreja local”, enfatiza.

“Galho seco” – “Falta de acolhimento pela comunidade, o desgaste provocado pelo estilo centralizador e carismático de liderança e frustração com as ênfases doutrinárias contribuem para esse fenômeno”, concorda o pastor Alderi Matos, professor de teologia histórica no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em São Paulo. Mas ele destaca outro fator que empurra as pessoas pela porta de saída dos templos: “É quando uma igreja e seus líderes se envolvem em escândalos morais e outros”.

A paraibana C., de 37 anos, é um exemplo de gente que fez esse penoso percurso. Ela relata uma história de abusos e falta de princípios bíblicos na congregação presbiteriana de que foi membro por mais de quinze anos, culminando com um caso de violência doméstica de que foi vítima – sendo que o agressor, seu marido, era pastor. “Havia perdido completamente a alegria de viver, ao me deparar com uma realidade bem distante daquela que o Evangelho propõe como projeto para a vida”. C. fala que conviveu em um ambiente religioso adoecido pela ausência do amor de Cristo entre as pessoas: “Contendas sem fim, maledicência impiedosa e muitos litígios entre pessoas que se diziam irmãs”.

Este ano, C. pediu o divórcio do marido e tem frequentado um grupo alternativo de cristãos. “Rompi com a religião. Hoje, liberta disso, tudo o que eu desejo é Jesus, é viver em leveza e simplicidade a alegria das boas novas do Evangelho”. Ela explica que, nesse grupo, encontrou pessoas que vivenciaram experiências igualmente traumáticas com a religião e chegaram com muitas dores de alma, precisando ser acolhidas e amadas. “Temos nos ajudado e temos sido restaurados pouco a pouco. No âmbito do grupo, um ambiente de confiança foi formado, de modo que compartilhar é algo que acontece naturalmente e com segurança.”

“As pessoas anseiam por ver integridade na liderança. Quando o discurso não casa com a prática, o indivíduo reconhece a hipocrisia e se afasta”, avalia o bispo primaz da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida (ICNV), Walter McAlister. Para ele, se os modelos falidos de igrejas que não buscam o senso de comunhão e discipulado – como os que denuncia em seu livro O fim de uma era (Anno Domini) – não mudarem, o êxodo dos decepcionados vai aumentar. Apesar de compreender os motivos que levam as pessoas a abandonarem a experiência congregacional, o bispo é enfático: “Nossa identidade cristã depende da coletividade e, portanto, de um compromisso com uma família de fé. Sem isso, a pessoa não cresce nas virtudes cristãs e deixa de viver verdadeiramente a sua fé. Como um galho solto, seca e morre”.

“O fenômeno dos desigrejados é péssimo. Somos um corpo, nunca vi orelhas andando sozinhas por ai”, diz Paulo Romeiro. O pastor Alderi, que também é historiador, recorre à tradição cristã para defender a importância da igreja na vida cristã. “Da maneira como a fé cristã é descrita no Novo Testamento, ela apresenta uma feição essencialmente coletiva, comunitária. A lealdade denominacional é importante para os indivíduos e para as igrejas. Quem não tem laços firmes com um grupo de irmãos provavelmente também terá a mesma dificuldade em relação a Deus”, sentencia.

Sinais do Reino – Dentro dessa linha de pensamento, é possível até mesmo encontrar quem fez uma jornada às avessas, ou seja, da informalidade religiosa para o pertencimento denominacional. Responsável pelo blog Lion of Zion, Marco Antonio da Silva, de 31 anos, é membro da Comunidade da Aliança, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil, em Recife (PE). Ele afirma que redescobriu sua fé na igreja institucional. “Para alguns militantes virtuais mais radicais, isso seria uma heresia, mas tenho uma família com necessidades que uma igreja local pode suprir – e a congregação da qual faço parte supre essa lacuna muito bem”, afirma.

“Existe desgaste, autoritarismo e inoperância em todos os lugares onde o homem está”, reconhece o pastor e missionário Nelson Bomilcar. Ele prepara um livro sobre o tema, baseado nas próprias observações do segmento evangélico a partir de suas andanças pelo país. “Podemos ficar cansados e desencorajados, mas temos que perseverar e continuar amando e servindo a Igreja pela qual Jesus morreu e ressuscitou”. Como músico e integrante do Instituto Ser Adorador, Bomilcar constantemente percorre congregações das mais variadas confissões denominacionais – além de ser ligado a seis igrejas locais, ele congrega na Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo. “Continuo acreditando na Igreja do Senhor. Estou na Igreja porque fui colocado nela pelo Espírito Santo. É possível viver o Evangelho na comunidade, apesar de todas as suas ambiguidades, para balizarmos aqui e ali sinais do Reino de Deus. Tenho sido testemunha disso”.

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