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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A OBRA DE DEUS NESTA DISPENSAÇÃO




Watchman Nee

Leitura: "A graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo (...) E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo Naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o Corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Efésios 4-7, 11-16).

Vamos considerar agora o seguinte assunto: o que é a obra de Deus nesta dispensação? Encontramos a resposta na passagem de Efésios citada acima: a obra de Deus nesta dispensação é formar o Corpo de Cristo. E a obra da Igreja é exatamente a mesma, isto é, formar o Corpo de Cristo: "Todo o Corpo (...) efetua o seu aumento para a edificação de si mesmo em amor". Nenhuma missão, escola bíblica, grupo evangelístico ou coisa semelhante pode jamais tomar o lugar da Igreja ou fazer a obra da Igreja.

PARA O APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS
A típica Igreja de hoje está preocupada principalmente com a salvação de almas, mas no Novo Testamento, como em Efésios, não vemos isso. Cristo deu alguns para serem apóstolos, alguns para serem profetas, outros para serem evangelistas e outros para pastores e mestres. Por quê? Para o aperfeiçoamento dos santos. A principal preocupação da Igreja hoje parece ser salvar os homens do inferno, da punição, da dor e da perda. Isso é bom, mas não é o propósito de Deus para a Igreja. Não é Sua obra para a Igreja.
A tarefa que Ele designou para a Igreja é "o aperfeiçoamento dos santos", porque a obra de Deus e a obra da Igreja é a formação e edificação do Corpo. É nos dito que, tendo em vista a encarnação do Senhor Jesus, Deus formou um Corpo para Ele, Cristo; da mesma forma, o Senhor Deus está também preparando um Corpo para Ele hoje. Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são dados à Igreja para edificarem o Corpo, isto é, eles, como membros do Corpo, são para a edificação do Corpo. Os membros do Corpo são para o Corpo.
Os dons para a Igreja, que são membros do Corpo, são para o Corpo. O Corpo é para edificar o Corpo.

NÃO DOUTRINA, MAS VIDA
Pode a obra de Deus estar fora da Igreja em alguma missão, grupo evangelístico ou qualquer outro órgão? Nunca! Porque tem de ser a própria Igreja - o Corpo - que faz a obra do Corpo. Isso decide as considerações sobre obreiros ou missões independentes, grandes ou pequenas, notavelmente organizadas ou motivadas pela fé. Se estão separadas do Corpo, estão separadas da ordem de  Deus.
Isso não é um princípio ou doutrina, mas é uma questão de vida. Se você tiver revelação em relação a isso, então, no momento em que fizer a menor coisa individualista e não relacionada ao Corpo, você sentirá e saberá que está errado, mesmo sendo uma coisa pequena. Não existe absolutamente qualquer lugar para a independência ou individualismo, pois isto é o ego, isto é você, não é Cristo. Você entende isso como doutrina? Se você não tem consciência do Corpo, então seu entendimento está na esfera mental e não lhe vem por revelação. Se for assim, é algo que você recebeu de fora, não é algo que veio do interior. Não é espontâneo e não é vida para você. Pelo contrário, é algo em sua mente e não uma revelação; caso contrário, você teria consciência do Corpo. Se é algo que você pode jogar fora, de que pode livrar-se ou pôr de lado, então você não tem revelação sobre o Corpo.

Se você está realmente no Corpo, como uma experiência resultante de revelação, você não tem como se livrar dele. Você não tem outro caminho, não existe outra escolha - só existe um caminho para você. Se você não seguir este caminho, não existe outro caminho para você, simplesmente porque você viu o Corpo por revelação. Se for revelação será algo interior, no seu espírito, e não algo exterior, em sua mente.
Fora da Igreja, que é o Corpo de Cristo, não há possibilidade de trabalhar para Deus. Se você for a um lugar onde existe uma igreja verdadeira, isto é, uma expressão do Corpo de Cristo que é realmente Sua igreja, você não pode trabalhar separado daquela igreja, isto é, não relacionado com ela. Não abrigue a idéia de que os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são os únicos obreiros que Deus estabeleceu no Corpo e para o Corpo. Realmente não são os únicos; cada membro do Corpo é designado por Deus para trabalhar para Deus e para o Corpo para a edificação do Corpo. Não é que alguns são obreiros e outros são simplesmente membros do Corpo. Todos são obreiros. O Corpo de Cristo deve edificar a si mesmo. Tudo deve vir do Corpo e tudo deve ser para o Corpo. Não estamos aqui para estabelecer algo, para estabelecer uma "coisa", para sermos um modelo de culto, para representar um novo movimento. Estamos aqui para representar uma expressão da vida de Cristo em Seu Corpo. Em Xangai, o que quer que seja do Senhor, quem quer que seja do Senhor, qualquer coisa e qualquer um que represente uma medida da vida de Cristo, nós os consideramos como pertencendo a nós. Eles são parte de nós, quer percebam ou reconheçam isso, quer não, e nós somos parte deles.
Se não for algo vivo, não é a Igreja. Uma coisa morta não pode ser Seu Corpo.
Geralmente o que mantém unida uma missão ou obra é um conjunto de doutrinas, algumas especiais, ou o próprio fundador, que pode ter sido um homem piedoso. Que o Senhor nos livre disso, pois tudo isso é morto. O Espírito Santo não pode apoiar tal coisa ou ministrar a ela, pois é uma "coisa", e o Espírito Santo só pode usar um organismo vivo: o Corpo, a Igreja. Toda obra deve sair da Igreja e toda obra deve ser para a Igreja, para a sua edificação.

O alvo de tudo o que mencionamos é encontrado em Efésios 4-13: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo". Isso nunca poderá ser realizado individualmente; só pode ser realizado e alcançado como um Corpo. Portanto, peçamos a Deus para tratar conosco e cortar todo o individualismo, todo pensamento próprio, toda decisão própria e toda a ação e movimento individualistas. Nossa vida inteira deve ser vivida no Corpo. Pecamos ao Senhor para nos ensinar como viver no Corpo. A vida do Corpo não é algo que possamos estudar, mas é algo muitíssimo natural e espontâneo, se estamos no Corpo por revelação.
(Watchman Nee - A Obra de Deus)

Recebido, por e-mail do Irmão Alexandre Rodrigues

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O profeta Elias escreveu uma carta mediúnica depois de sua morte?




Anísio Renato de Andrade

O PROFETA ELIAS E A CRONOLOGIA DOS REIS


Será que o profeta enviou uma carta do além para o rei Jeorão? 

Uma leitura superficial da bíblia e o desconhecimento dos costumes da época podem produzir conclusões absurdas a respeito dos fatos bíblicos, como veremos no seguinte exemplo:      

II Rs.2.11 – Elias foi arrebatado.     
II Rs.3.1 – Começa o reino de Jorão em Israel.      
II Rs.8
.16 – Começa o reino de Jeorão em Judá (5 anos depois do início de Jorão).       
II Cr.21.12 – Elias escreve uma carta para o rei Jeorão de Judá.    

Observando-se tal sequência, surge a pergunta: Como Elias poderia ter escrito essa carta, se ele havia sido arrebatado muitos anos antes? 

Algumas pessoas (espíritas), sugerem duas explicações alternativas: 

1 - Elias não foi arrebatado. Ele estava na terra quando escreveu a carta. Logo, o texto sobre o arrebatamento é apócrifo, ou seja, falso. 
2 - Elias morreu e enviou uma carta psicografada para o rei através de um médium. 

Seria igualmente absurda a seguinte análise:  

Mc.6.16 – João Batista foi degolado, por ordem de Herodes. 
Mc.6.20 – Herodes ouve mensagens de João Batista.      

Seriam mensagens do além? Como Herodes poderia ouvir João no versículo 20, se ele morreu no versículo 16? (E olha que não tinha fita cassete, nem DVD nem MP3). É claro que um questionamento desse tipo não resiste a uma leitura atenta dos versículos 16 até 29. O exame do contexto é um dos princípios magnos da hermenêutica. A interpretação bíblica não pode ser feita com segurança a partir de versículos isolados. O verso 16 cita a morte de João e os versículos seguintes vão explicar as circunstâncias de sua morte, ou seja, vão narrar os últimos fatos da sua vida. Logo, não há que se falar em psicografia (tá amarrado!), mediunidade (tá queimado!), nem coisa parecida (tá amarrada também!).    

Absurdo semelhante seria dizer que Pedro negou a Cristo 12 vezes: 3 em Mateus, 3 em Marcos, 3 em Lucas e 3 em João.   

Voltemos
, portanto, à história de Elias. Antes de explicar, vamos complicar um pouco mais. Compare II Rs.1.17 com II Rs.8.16:   

II Rs.1.17 - "Assim, pois, morreu (Acazias, filho de Acabe) conforme a palavra do Senhor que Elias falara. E Jorão (seu irmão) começou a reinar em seu lugar (em Israel) no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto Acazias não tinha filho". (As notas entre parênteses são do autor deste artigo).  

II Rs.8.16 – "Ora, no ano quinto de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá, começou a reinar".     

Vamos simplificar as afirmações:    
II Rs.1.17 diz que, no segundo ano do reinado de Jeorão em Israel, Jorão começou a reinar em Judá.     
II Rs.8.16 diz que, no quinto ano do reinado de Jorão em Judá, Jeorão começou a reinar em Israel.     
Será que estamos diante de uma contradição bíblica? Qual rei começou a reinar primeiro? Quando encontrarmos contradições ou erros na bíblia, estejamos certos de que os errados somos nós e precário o nosso entendimento.      

Dá para complicar um pouco mais? É possível. Veja: 
II Rs.3.1 – "Ora, Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Jeosafá, rei de Judá, e reinou doze anos". 

Agora a confusão está completa (e bastante incrementada pela semelhança dos nomes). Afinal, Jorão começou a reinar sobre Israel no segundo ano do reinado de Jeorão de Judá, ou no décimo oitavo ano do rei Jeosafá de Judá?   

Para sairmos desse nó (cego), precisamos conhecer um pouco dos costumes antigos. Algumas vezes, um príncipe começava a reinar enquanto o rei, seu pai, ainda era vivo (IRs.1.43; IIRs.15.5; Dn.5.1,29). Foi o que aconteceu nesse caso. No décimo sétimo ano do seu reinado, Jeosafá nomeou seu filho Jeorão como rei em Judá. Portanto, durante alguns anos, Judá teve dois reis, o pai e o filho. Tal medida tinha por finalidade garantir a sucessão real através daquele filho, dificultando que outra pessoa, até mesmo outro filho, assumisse o governo quando o pai morresse. Isto fica evidente no fato de que, após a morte de Jeosafá, seu filho Jeorão mandou matar todos os seus irmãos (IICr.21.4).     

Assim, o décimo oitavo ano do reinado de Jeosafá em Judá era também o segundo ano do reinado do seu filho Jeorão, também em Judá. Foi quando começou o reinado de Jorão, filho de Acabe, em Israel, conforme IIRs.1.17 e IIRs.3.1 e IRs.22.50.      

No quinto ano do reinado de Jorão sobre Israel, morreu o rei Jeosafá de Judá, e seu filho Jeorão assumiu sozinho o trono (IRs.22.50). Portanto, foi um novo começo para ele, conforme IIRs.8.16. Considerando esta como a efetiva entronização de Jeorão em Judá, fica parecendo que o seu governo tenha iniciado depois de Jorão em Israel.      

Portanto
, não existem erros nem contradições nem espiritismo nessa história. Se misturarmos os fatos dos livros de Reis e Crônicas, conforme fizemos no início, imaginando que a ordem em que os livros aparecem na bíblia corresponda à cronologia, criaremos fantasias espetaculares (Deus nos livre). Reis e Crônicas (e parte de Samuel) são relatos paralelos e não consecutivos. Sua relação é semelhante à existente entre os quatro evangelhos. 

Se, porém, tomarmos apenas os livros de I e II Reis para análise, encontraremos a linha cronológica de modo mais evidente, mesmo porque, na bíblia hebraica, os dois compõem um só livro. Então, vejamos: 

I Rs.22.50 – O rei Jeosafá morreu e seu filho Jeorão assumiu o trono. 
II Rs.2.11 – Elias foi arrebatado.     
Portanto, Elias teve tempo e todas as condições normais para enviar uma carta normal para o rei Jeorão. Não se trata de carta do além, nem psicografia (graças a Deus).  
Conforme II Rs.1.17, Elias estava na terra, vivo, em corpo (carne e ossos), e alma e espírito (afinal, sou tricotomista), ao mesmo tempo em que reinavam Jorão em Israel e Jeorão em Judá. Os três foram contemporâneos. Logo, o profeta poderia escrever uma carta para Jeorão, sem dificuldade (e sem mediunidade). E se, de outro modo, Elias não estivesse na terra, Deus usaria Eliseu para levar a mensagem ao rei. Afinal, ele sucedeu Elias para quê? Só pra ganhar a capa? Não.

O texto de IIRs.3.1, que cita o início do reino de Jorão em Israel, é uma recapitulação do assunto, pois a posse do monarca já tinha sido relatada em 1.17. Logo, não ocorreu após o arrebatamento de Elias descrito no capítulo 2.        

Podemos continuar a leitura de II Reis até o fim. Se começarmos a ler I Crônicas, que vem logo a seguir, precisaremos estar conscientes de que, depois das genealogias, o livro vai recontar a história dos reis de Israel e Judá. Só falta a turma da heresia mal feita dizer que Davi morreu em I Rs.2.10 e reencarnou em IICr.2.15. Na sequência das crônicas, os monarcas já citados aparecerão novamente no texto e Elias também (IICr.21.12). Esta última referência corresponde ao final do primeiro livros dos Reis (compare IRs.22.50 com IICr.21.1).      

Os apologistas do espiritismo querem provar, a qualquer custo, que Elias tenha morrido para que possam justificar sua suposta reencarnação em João Batista. Ainda não foi desta vez. 

Encerro citando as palavras de Jesus: "Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus". Misericórdia! Amém.

Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
www.santovivo.net

Veio para o que era seu e os seus não o receberam



Pastor Ricardo Sterkenburg
Texto: João 1:11
Depois de um hiato de reflexão sobre o valor desta matéria e o tempo que tenho disponível para cumprir meu dever, volto para o website de Ministérios RBC. A Bíblia que Deus nos deu foi escrita dentro das leis gramaticais. É mister, a meu ver, prestar bem atenção nas regras gramaticais. Há um trecho, considero eu, que não está sendo bem compreendido, o qual encontra-se no livro de João 1:11, “Veio para o que era seu e os seus não o receberam.”
Desejo salientar as palavras “seu e seus”. Os tradutores as traduziram com dificuldade. Em primeiro lugar, João, originalmente, escreveu os dois pronomes no plural. E também deixou-se de refletir o gênero destes pronomes o qual amplia um pouco o significado deste trecho. João, como no idioma português, teve o recurso do masculino, feminino e ainda mais um, a saber; o neutro (algo parecido com isso, isto, tanto, quanto, tão, tal, etc).
O primeiro pronome deveria ter sido traduzido como um neutro plural. Comumente traduzido com “coisas” ou seria Jesus veio para “suas coisas”. O segundo pronome é um pronome masculino plural que, em parte, indica o gênero masculino, porém pode também contemplar ambos os gêneros. Por exemplo, podemos falar dos membros da igreja. Isso descreve uma pluralidade sem reflexos genéricos, tanto homens como mulheres. É um pouco difícil achar uma tradução com gênero plural masculino, sendo ainda plural. Seria parecido aos seus povos, congêneres ou consanguíneos para indicar o povo dele, tanto mulher como homem.
Agora temos que determinar o significado atribuído para este vocábulo grego, ιδιος para o qual temos várias palavras portuguesas “idioma, idiopatia, etc. Este vocábulo grego encontra-se 113 vezes no Novo Testamento. A maioria das vezes os tradutores o traduziram como “seu(s) sua(s)” (32 vezes); ou “próprio(s) própria(s)” (51 vezes) na Bíblia em português. Então, o significado propriamente dito, seria “…o que é seu ou o que é seu próprio”. Assim indicando o domínio de algo que pertence a palavra em si. As palavras “seu/sua” são pronomes possessivos que refletem perfeitamente este significado. O outro vocábulo “próprio” também demonstra domínio, como “a quem pertence a”.
A palavra é usada para indicar uma singularidade ou ligação particular ao substantivo que se qualifica. Repetidas vezes encontramos expressões na Bíblia como: “seu próprio corpo, seu próprio marido, suas próprias ovelhas, seu próprio idioma, etc.” Chega então o momento de traduzir estes vocábulos no livro de João 1:11: “Veio para suas próprias coisas e os seus próprios congêneres não o receberam”, (parecer do escritor).
Quais são as coisas que pertenceram a Ele? Tudo que se acha na Terra Santa, exceto os seres humanos. Paulo nos faz lembrar que tudo foi criadopara ele, “…pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra […]. Tudo foi criado por meio dele e para ele” Colossenses 1:16. As árvores e seus frutos, os rios e mares até os edifícios pertencem a Jesus. Veja o que Ele disse sobre o templo, “…não façais da casa de meu Pai casa de negócio” João 2:16. Foi dito quando purificou o templo dos negociantes. Em seguida, no mesmo livro Jesus disse: “Tudo quanto o Pai tem é meu” João 16:15. Três vezes Jesus referiu-se ao templo como: “A casa do meu Pai” Mateus 21:13; Marcos 11:17 e Lucas 19:46.
No Antigo Testamento, nos dias da distribuição da Terra Prometida, Deus disse seguidamente: “…porque a terra é minha…” (Levítico 25:23). Veja ainda Levítico 26:4, “…eu vos darei as vossas chuvas e seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto”. É muito interessante como o autor da Bíblia, o Espírito Santo, preservou este conceito por ter usado este vocábulo no neutro plural, “suas próprias coisas”.
O segundo vocábulo “seus próprios congêneres” é logo entendido pelos conhecedores da Bíblia como o povo judaico. Muitos estudiosos da Bíblia logo pensam em Gênesis 12:2, “…de ti farei uma grande nação…”. Quando o templo de Salomão foi dedicado, Deus respondeu-lhe a oração chamando os presentes como “meu povo“. “…se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar…” 2 Crônicas 7:14. Na oração própria, Salomão chama Israel como o povo de Deus, “…teu povo de Israel… (6:33). No Novo Testamento, na oração de Simeão, Israel ainda está identificada como o povo de Deus “…para a glória do teu povo de Israel,” (Lucas 2:32). Esta expressão também se acha nos escritos do apóstolo Paulo, “…terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? Deus não rejeitou os Seu povo,” Romanos 11:1-2.
É claro então que João tem em vista o povo de Israel e as coisas na terra chamada “Santa”. Jesus “Veio para o que eram suas próprias coisas (tudo que pertencia à terra santa; seu terreno, suas searas, celeiros, o próprio templo) e os seus próprios compatrícios não o receberam” (João 1:11).
Doutor Ricardo Sterkenburg
Diretor Jubilado do Seminário Batista Regular em São Paulo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Salvação: dádiva de Deus e não conquista do homem



Rev. Hernandes Dias Lopes

A salvação não é um prêmio que recebemos por causa das nossas obras, mas um presente que recebemos por causa da graça. Não conquistamos a salvação pelo nosso esforço, recebemo-la pela fé. Não é resultado do que fazemos para Deus, mas do que Deus fez por nós. Falando a Nicodemos, Jesus destacou essa verdade axial no versículo mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Nesse versículo nós encontramos sete verdades preciosas acerca dessa tão grande salvação.

 
Em primeiro lugar, a salvação é grande pela sua procedência. “Porque Deus amou…”. O Deus Todo-poderoso, criador do universo e sustentador da vida tomou a iniciativa de nos amar, mesmo antes da fundação do mundo. Seu amor por nós é eterno, deliberado, autogerado e incondicional. Deus não nos amou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa do amor de Deus não está em nós, mas nele mesmo.

Em segundo lugar, a salvação é grande pela sua amplitude. “Porque Deus amou ao mundo…”. Deus amou as pessoas de todos os tempos, de todas as raças, de todos os lugares, de todas as classes e de todos os credos. Amou não aqueles que o amavam, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não porque correspondíamos ao seu amor, mas amou-nos apesar de nossa rebeldia. 

Em terceiro lugar, a salvação é grande pela sua intensidade. “Deus amou ao mundo de tal maneira…”. Essa expressão de “tal maneira” aponta para o amor singular, incomparável e superlativo de Deus. Seu amor não foi apenas falado, mas demonstrado. Demonstrado não com cenas arrebatadoras, mas com o sacrifício supremo. O amor de Deus não foi esculpido com letras de fogo nas nuvens, mas demonstrado na cruz. 

Em quarto lugar, a salvação é grande pela sua dádiva. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”. Deus não deu ouro e prata nem mesmo um anjo para a nossa redenção. Deus deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho. Deu-o para que ele se esvaziasse e vestisse pele humana. Deu-o para que seu Filho fosse rejeitado e desprezado entre os homens. Deu-o para que seu Filho suportasse o escárnio das cusparadas e suportasse a maldição da cruz. Deu-o como sacrifício para o nosso pecado. 

Em quinto lugar, a salvação é grande pela sua oportunidade. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê…”. A salvação não é recebida como fruto do merecimento, mas como resultado da graça mediante a fé. A salvação não é dada àqueles que se julgam santos nem àqueles que praticam boas obras com o propósito de alcançarem o favor de Deus. A salvação é oferecida gratuitamente àqueles que crêem em Cristo. Não é crer em anjos nem em santos, mas crer em Jesus, o Filho de Deus. Jesus é o caminho para Deus, a porta do céu, o único mediador que pode nos conduzir ao Pai. 

Em sexto lugar, a salvação é grande pela sua libertação. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça…”. A salvação é o livramento da ira vindoura, é a soltura das cadeias da morte, é a alforria dos grilhões do inferno. Aqueles que permanecem incrédulos perecerão eternamente. Aqueles que se mantêm rebeldes contra o Filho jamais verão a vida nem desfrutarão do paraíso de Deus. Aqueles que não beberem da Água da Vida, terão que suportar o fogo que nunca se apaga. 

Em sétimo lugar, a salvação é grande pela sua oferta. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus não apenas livra da condenação os que crêem, mas também oferece a eles vida eterna. A vida eterna é uma perfeita e íntima comunhão com Deus pelo desdobrar da eternidade. A vida eterna será como uma festa que nunca mais vai acabar, no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores iguarias, trajando vestes alvas. Enquanto a eternidade durar, desfrutaremos dessa gloriosa vida. Bendito seja Deus por tão grande salvação!

Fonte: Boletim 146 (recebido por e-mail)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

10 Lições Sobre o Amor à Igreja


Paulo nos ensina, em 1 Tessalonicenses 3, dez importantes lições sobre como podemos expressar nosso amor ao povo de Deus:
1.Devemos amar nossos irmãos em Cristo. Temos de amar a igreja de nosso Senhor, a qual ele comprou com o seu sangue (Atos 20.28).
2.Devemos nos preocupar com o estado da fé da igreja. Nosso amor pela igreja passa direto pela condição de sua fé.
3.Devemos agir em favor da igreja. Paulo mandou Timóteo para lá. Diante de uma situação grave, Paulo fez sacrifícios pessoais que o privaram de seu principal ajudador para apoiar o povo de Deus em Tessalônica.
4.Devemos usar nossas próprias experiências de sofrimento, lutas e até mesmo nosso lidar com o pecado como um meio para encorajar e fortalecer nossos irmãos que passam pelos mesmos problemas. Podemos ter a tendência de ser duros com quem está fraco na fé ou esmorece, mas nossa fé é dádiva de Deus e deve ser um instrumento para ganhar nossos irmãos. Que, como Paulo, nos identifiquemos com nossos irmãos em sua fraqueza e compartilhemos com eles o que temos recebido graciosamente de Deus.
5.Devemos viver e andar por fé. Nossa conduta deve ser determinada por princípios, não por circunstâncias. Não devemos responder aos problemas e aflições da vida segundo o calor do momento, mas tendo a eternidade diante de nós.
6.Devemos nos alegrar com o progresso da fé do povo de Deus. As vitórias e graça que Deus concede ao seu povo deve ser sempre motivo de regozijo e felicidade para nós. Temos de ter prazer nessas coisas, e isso só é possível se nosso coração e alegria estiverem no Senhor (Sl 37.4).
7.Devemos orar fervorosamente em favor do povo de Deus. Nossa lista de oração deve contemplar os problemas e situações da vida, certamente – mas, mais importante ainda, deve contemplar as necessidades espirituais e anelar pelo crescimento do povo na Palavra e nos dons divinos. Veja que Paulo, mesmo sabendo das lutas, ora por crescimento no amor. Ele sabia que era a fé forte e o amor inflado que dariam meios de resistência em meio as lutas.
8.Temos de ter um senso da providência de Deus. O Deus trino está governando toda nossa vida. Temos de entender os caminhos de Deus e reconhecer que ele é soberano em toda e qualquer situação. Isso deve afetar nossa conduta, a forma como vivemos e respondemos diante de adversidades. Jó disse: “Bem sei que tudo podes e que nenhum de seus planos podem ser frustrados”.
9.Devemos guardar nosso coração e pedir que Deus faça crescer nele amor para com nosso irmão na fé – isso nos levará a uma vida de “santidade e sem culpa” no meio da comunidade cristã, a igreja.  
10. Temos de ter a eternidade diante de nossos olhos. O toque da última trombeta deve ser tema de nossa mais profunda meditação. Jonathan Edwards, grande servo de Deus do passado, tinha esse senso da chegada de Cristo diante de si o tempo todo. Em suas resoluções, ele afirmou: “Resolvi jamais fazer qualquer coisa da qual eu deva ter medo, no caso de não restar mais do que uma hora para eu ouvir a última trombeta.”.
Encerro com as palavras do próprio Edwards, ao meditar sobre o retorno triunfante e definitivo de nosso Senhor Jesus Cristo:
“Cristo aparecerá na glória de seu Pai, junto de seus santos anjos, vindos nas nuvens do Céu…Essa será a mais inesperada visão para o mundo ímpio, a qual virá como um grito à meia noite. Mas com respeito aos santos, será uma visão de júbilo e a mais gloriosa de todas. Ver o Redentor vindo nas nuvens do Céu, encherá nosso coração da mais profunda e indizível alegria”.
Fonte: Blog Fiel

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Povo de Deus Está com Fome


Timofei Diacov
Há uma previsão bíblica de vir o tempo em que haverá fome na terra, mas fome de ouvir a Palavra de Deus, Amós 8.11. Tenho pregado em algumas igrejas e tenho ouvido esta afirmação: "Hoje eu me senti numa igreja de verdade! Não estou me conformando com as novidades que estão sendo introduzidas nas igrejas, pois na nossa já existe até escola de danças!" Isso é sintomático, isso é grave! O povo de Deus sente fome da Palavra de Deus. Preguei numa outra igreja, onde ouvi uma palavra mais ou menos semelhante: "Há muito que não venho ouvindo uma mensagem assim. Pastor, não quero dar-lhe a mão, mas um abraço!" De uma outra pessoa ouvi as seguintes palavras: "Vou à igreja e volto de lá pior do que entrei. Não sinto as mensagens do meu pastor". Atenção, pastores, o povo de Deus está com fome!

Será que a profecia de Amós está sendo cumprida em nossos dias? O povo quer ouvir mensagens edificantes. Mas, como se consegue transmitir mensagens assim? Mensagem não se fabrica. Mensagens não se procuram na bíblia para o próximo domingo. Mensagem é a vida do pastor; é a vida do homem de Deus que vive com Deus. Quando lemos a história dos grandes homens de Deus, descobrimos que eles agonizavam perante o Senhor em oração e intercessão. Sim, o grande segredo desses homens era a vida com Deus, vida de oração, de estudo bíblico. Hoje estão se encantando com o "canto da sereia". Estão se preocupando com futilidades, tais como "dar aulas de dança" em suas igrejas; aulas de falar línguas estranhas; aulas de sopro para ver as pessoas caírem. Estão inchando suas igrejas. Não estão preocupados com a vida espiritual delas e nem das pessoas. Estão preocupados com números.

Tenho visto ovelhas se dispersando, indo para outras igrejas, buscando pastagens verdejantes. O pastor "não dispõe" de tempo para a visitação. Ele quer ser visitado. Li num determinado boletim de igreja: "agora não mais chamarei gabinete pastoral, e sim oficina do pastor". Não sei se devo rir ou se devo chorar. Há um hino gravado em LP, que diz: "prepara-te, ó igreja, para subir". Sim, a igreja de Cristo vai subir. Está preparada para isso? Certo profeta denuncia certos pastores de seu tempo, dizendo: "os pastores não visitaram as minhas ovelhas". Não estará hoje acontecendo o mesmo com certos obreiros? Na epístola aos hebreus, lemos: "Eles darão conta de vossas almas". Como será esse juízo? "Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá", Efésios 5.14. Não deixemos as nossas ovelhas, ou antes, as de Cristo, com fome, pois a fome machuca. O povo quer alimentar-se. O povo de Deus está com fome!



Recebido por e-mail do Pr. Airton Evangelista da Costa

sábado, 19 de novembro de 2011

Arrasados pela morte




Max Lucado
A pergunta seguinte é  uma das 172 perguntas e respostas do novo livro, Max on Life. 


Pergunta n° 148 
O filho de sete anos dos nossos vizinhos morreu na semana passada. Eles estão arrasados. Nós também. O que podemos dizer a eles? 
Deus é um Deus bom. Precisamos começar aqui. Apesar de não entendermos suas ações, podemos confiar em seu coração. 
Deus só faz o que é bom. Mas como a morte pode ser boa? Alguns enlutados não fazem esta pergunta. Quando a quantidade de anos ultrapassa a qualidade dos anos, não perguntamos como a morte pode ser boa. 
Mas o pai do adolescente morto pergunta. A viúva do jovem soldado pergunta. Os pais da criança de sete anos perguntam. Como a morte pode ser boa? 
Parte da resposta pode ser encontrada em Isaías 57:1-2: “O justo perece, e ninguém pondera isso em seu coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte”. 
A morte é a maneira de Deus poupar as pessoas do mal. De que tipo de mal? Uma doença extensa. Um vício. Uma época sombria de rebelião. Não sabemos. Mas sabemos que nenhuma pessoa vive um dia a mais ou a menos do que Deus planeja.“Todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir” (Salmos 139:16). 
Mas os dias dela foram tão poucos... 
A vida dele foi tão breve... 
Para nós parece assim. Falamos de uma vida curta, mas comparada à eternidade, quem tem uma vida longa? Os dias de uma pessoa na terra podem parecer uma gota no oceano. A sua e a minha podem parecer um golinho. Mas comparadas à eternidade do tamanho do Pacífico, até os anos de Matusalém não enchem mais do que um copo. Tiago não estava falando apenas aos jovens quando disse: “Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa” (Tiago 4:14). 
No plano de Deus toda vida é longa o suficiente e cada morte é oportuna. E mesmo que você e eu queiramos uma vida mais longa, Deus sabe melhor. 
E - isto é importante – mesmo que você e eu queiramos uma vida mais longa para os nossos amados, eles não querem. Ironicamente, o primeiro a aceitar a decisão de Deus da morte é quem morre. 
Enquanto estamos balançando a cabeça em descrença, eles estão levantando as mãos em adoração. Enquanto estamos lamentando em um túmulo, eles estão maravilhando-se no céu. Enquanto estamos questionando Deus, eles estão louvando a Deus.

Notas:

Texto original extraído do site www.maxlucado.com

domingo, 13 de novembro de 2011

A Verdade Sobre a Compatibilidade Conjugal




Phil Smidt

No que se refere à compatibilidade, eu e minha esposa somos muito diferentes.

Quando meu filho mais velho estava com três anos de idade, fui passear de carro com ele pela cidade. Um semáforo levou-o a me perguntar o que significava a luz amarela. "Filho", comecei a responder com minha sábia voz paternal, "uma luz amarela significa que precisamos ter cautela".

Sua mente inquisitiva queria testar essa teoria; por isso, fez a mesma pergunta à minha esposa no dia seguinte.  "Filho", ela lhe informou, enquanto agitava suas mãos enfaticamente, "uma luz amarela significa ANDE DEPRESSA!"

Minha esposa precisava ir a muitos lugares. Tinha pressa. Mas eu gostava de andar devagar e desfrutar do cenário.

O que é compatibilidade?

O dicionário define compatibilidade como "a capacidade de viver junto em harmonia". Nossa cultura valoriza muito a compatibilidade no casamento, mas acredita-se que é preciso achar a pessoa certa para se conseguir isso. Se você encontrar "aquela pessoa", haverá harmonia. No entanto, a Bíblia ensina que casamentos harmoniosos não são algo natural. Desde a Queda, relatada em Gênesis 3, o pecado nos tornou incompatíveis, porque os relacionamentos se tornaram naturalmente prejudicados e fraturados. Mas o evangelho nos dá esperança de vivermos em harmonia com os outros, quando Jesus reconstrói os relacionamentos. Focalizamos as outras pessoas em vez de focalizarmos a nós mesmos (Rm 15.5).

Compatibilidade bíblica

Então, o que a Bíblia diz especificamente sobre achar um cônjuge compatível? Um cristão verdadeiro deve casar-se com outro cristão verdadeiro (2 Co 6.14, 1 Co 7.39). Este é o ensino bíblico, porém significa muito mais.

Em vez de procurar uma pessoa compatível, os cristãos são instruídos a casarem-se com outro cristão e se tornarem cônjuges compatíveis. A transformação exige a graça e o poder de Jesus – boas novas para aqueles que procuram se casar ou já estão casados, pois Deus não deixa as mudanças por conta de nossos próprios esforços.

Perguntas que os solteiros devem fazer quando procuram um cônjuge biblicamente compatível:

1 - Como saber se ele ou ela se submete, de boa vontade, à autoridade de Deus?
Moças, se o rapaz não se submete à autoridade de Deus, ele é um homem perigoso. Rapazes, se a moça não se submete a uma autoridade piedosa agora (a um homem que, a propósito, não é você), ela é o tipo de mulher que Provérbios os adverte a evitar.

2 - Como saber se ele ou ela é submisso aos ensinos?
Se alguém gosta de discutir, está mais preocupado em ter razão do que em ser justo. Quando você pensa que venceu a discussão no casamento, na realidade perdeu. O casamento é amadurecimento manso, em que os cônjuges reconhecem que têm muito a aprender pelo resto da vida.

3 – Ele ou ela é conhecido e envolvido na comunidade cristã?
É fácil usar uma máscara quando nos sentimos atraídos por alguém e motivados por casamento. Se a pessoa não é conhecida na comunidade, você não a conhece. Outros precisam dar testemunho quanto ao seu caráter, integridade e fé.

4 - Como ele ou ela fala dos outros?
Se a pessoa é crítica, exigente ou petulante em suas atitudes e palavras, continuará assim no casamento. Logo, você se tornará o alvo da ira e do orgulho dela.

5 - Como ele ou ela reage quando confrontado com o pecado?
Quando alguém tenta esconder, disfarçar, acusar, desculpar ou racionalizar seu pecado, ele tem uma visão distorcida do evangelho. Por causa de Jesus, podemos confessar os pecados (1 João 1.0), arrepender-nos (Rm 2.4), andar na luz (Ef 5.8-9) e reconciliar-nos com Deus (2 Co 5.17-21).

Perguntas para os casados que desejam se tornar biblicamente mais compatíveis:

1 - O que você percebe, com frequência, que está certo ou errado em seu casamento?
Se você é cristão, há muita coisa certa com você, porque Jesus o salvou da ira de Deus e você lhe pertence. Você possui todos os recursos em Cristo à sua disposição (2 Pe 1.3). Como filho redimido de Deus, o perdão e a graça podem fluir livremente de seu coração, deixando que você seja proveitoso às fraquezas do seu cônjuge. Você vive dessa maneira?

2 – Quando foi a última vez que você fez alguma coisa intencional para o seu cônjuge?
A bondade e a consideração fortalecem o casamento. Todavia, muitos casais acham que podem falar com aspereza, desdém ou falta de perdão. "Para melhor ou para pior" não é permissão para pecar. Você precisará de fé e humildade para reagir com graça quando estiver irado, magoado ou for mal interpretado.

3 - Você crê que Deus sabia o que estava fazendo quando o fez casar-se com seu cônjuge?
Quando o casamento está difícil, você pode ser tentado a pensar que cometeu um engano e esquece que o casamento nos molda, com frequência, de maneiras dolorosas. Volte no tempo e lembre o que aprecia e admira no outro. É possível que essas qualidades ainda estejam presentes, mas você permitiu que o pecado e o egoísmo entrassem sorrateiramente e obstruíssem sua visão.

4 - É preciso que você se arrependa da insatisfação e das queixas no seu casamento.
É preciso haver uma intervenção sobrenatural do Espírito Santo para que sejamos gratos. Nossa tendência é comparar e queixar. A gratidão é um estilo de vida ordenado pelas Escrituras (Cl 3.15-17), e não uma simples sugestão para os feriados de verão. Pelo que você se sente grato? O que você gosta no seu cônjuge?

5 - Você e seu cônjuge oram juntos? Vocês oram um pelo outro?
É difícil ficar com o coração endurecido e amargurado com uma pessoa por quem você ora frequentemente. Deus fará uma grande obra no seu casamento enquanto você estiver orando. A oração mostra que necessitamos de Deus e é um ato de adoração.

Traduzido por: Yolanda Mirdsa Krievin
Copyright © Resurgence 2011
Copyright © Editora Fiel 2011

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Morte do Evangelho da Cruz




Pr. Airton Evangelista da Costa

Para as seitas, o “evangelho” da riqueza fácil é muito mais rentável.  O Evangelho da cruz, do arrependimento, do perdão do gloriar-se nas próprias fraquezas não mais atende às necessidades das ovelhas.

As Boas Novas foram substituídas pela participação dos fiéis em campanhas e pelo uso de amuletos que garantem sucesso nos negócios.

São muitos os testemunhos na televisão de empresários que ampliaram seus negócios após comparecerem com regularidade aos referidos eventos religiosos e, claro, após darem as ofertas requeridas. Não importa se continua em adultério, desonestidade, prostituição, cheio de soberba, e faça o que bem entender.  Nas campanhas, é proibido falar em pecado.

Quanto às entrevistas de sucesso empresarial, observem o seguinte: “De cada dez empresas criadas no Brasil, cinco quebram antes de completarem dois anos de existência” (Pesquisa SEBRAE). “Em oito anos, quase metade das empresas criadas no País fecha” (IBGE).

A falência ou sucesso acontece com empresários católicos, evangélicos, espíritas ou ateus, participem ou não de campanhas de prosperidade. Não duvido da sinceridade dos entrevistados nem do poder de Deus para atender os desejos de cada um de seus filhos. Porém, o sucesso não decorre da participação em uma campanha. Milhares de pequenos e grandes empresários, crentes, prosperam sem que participem de qualquer campanha. E milhares, quer participem, quer não participem, não conseguem bons resultados.

O merchandising das entrevistas nunca expõe os insucessos.  Ou seja, os empresários falidos, apesar dos dízimos e das campanhas, jamais serão entrevistados. Por que?

Serei mais objetivo. Num universo de 1.000 empresários ateus e 1.000 participantes de campanhas da prosperidade, o percentual de sucessos e insucessos nos negócios não se altera. Pela estatística que vimos, metade terá algum tipo de prosperidade e metade sofrerá perdas.

Notem que os entrevistados sempre começam declarando que “depois que vim para cá”, ou “depois que participei da campanha”. Raramente, glorificam a Deus pelo progresso. A glória pertence à Igreja patrocinadora do evento.

Para que houvesse transparência, imparcialidade e justiça, os menos favorecidos deveriam ser ouvidos. Porque não prosperaram? E os que experimentaram êxito, mas depois entraram em falência? E os assalariados que continuam no mesmo miserê, apesar de serem freqüentadores assíduos de tais apelos promocionais?  

O Senhor garante que somos abençoados, quer participemos de campanhas, quer não. Ele diz que devemos buscar em primeiro lugar, não as campanhas, mas o Seu Reino, e “todas estas coisas nos serão acrescentadas”, isto é, o comer, o beber, o vestir.

O engano está na sutileza do merchandising.

3.11.2011

Recebido por e-mail

sábado, 5 de novembro de 2011

A graça de Deus, favor imerecido



Rev. Hernandes Dias Lopes


A salvação do homem é vista pelas religiões do mundo inteiro apenas de dois modos: o homem é salvo pelos seus méritos ou pela graça de Deus. A salvação é um caminho aberto pelo homem da terra ao céu ou é resultado do caminho que Deus abriu do céu à terra. O homem constrói sua própria salvação pelo seu esforço ou recebe a salvação como dádiva imerecida da graça divina. Não existe um caminho alternativo nem uma conexão que funde esses dois caminhos. É impossível ser salvo ao mesmo tempo pelas obras e pela graça; chegar ao céu pelo merecimento próprio e ao mesmo tempo através de Cristo. 

A soberana graça de Deus é o único meio pelo qual podemos ser salvos. Os reformadores ergueram a bandeira do Sola Gratia, em oposição à pretensão do merecimento humano. Queremos destacar quatro pontos importantes no trato dessa matéria. 

1. A graça de Deus é um favor concedido a pecadores indignos. Deus não nos amou, escolheu, chamou e justificou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa da salvação não está no homem, mas em Deus; não está no mérito do homem, mas na graça de Deus, não está naquilo que fazemos para Deus, mas no que Deus fez por nós. Deus não nos amou porque éramos receptivos ao seu amor, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Deus nos escolheu não por causa da nossa fé, mas para a fé; Deus nos escolheu não porque éramos santos, mas para sermos santos; não porque praticávamos boas obras, mas para as boas obras; não porque éramos obedientes, mas para a obediência. 

2. A graça de Deus é concedida não àqueles que se julgam merecedores, mas àqueles que reconhecem que são pecadores. Aqueles que se aproximam de Deus com altivez, cheios de si mesmos, ostentando uma pretensa espiritualidade, considerando-se superiores e melhores do que os demais homens, são despedidos vazios. Porém, aqueles que batem no peito, cônscios de seus pecados, lamentam sua deplorável condição e se reconhecem indignos do amor de Deus, esses encontram perdão e justificação. A graça de Deus não é dada ao homem como um prêmio, é oferta imerecida; não é um troféu de honra ao mérito que o homem ostenta para a sua própria glória, mas um favor que recebe para que Deus seja glorificado. 

3. A graça de Deus não é o resultado das obras, mas as obras são o resultado da graça. Graça e obras estão em lados opostos. Não podem caminhar pela mesma trilha como a causa da salvação. Aqueles que se esforçam para alcançar a salvação pelas obras rejeitam a graça e aqueles que recebem a salvação pela graça não podem ter a pretensão de contribuir com Deus com suas obras. A salvação é totalmente pela graça, mediante a fé, independente das obras. As obras trazem glória para o homem; a graça exalta a Deus. A graça desemboca nas obras e as obras proclamam e atestam a graça. As obras são o fruto e a graça a raiz. As obras são a consequência e a graça a causa. As obras nascem da graça e a graça é refletida através das obras. 

4. A graça de Deus é recebida pela fé e não por meio das obras. A salvação que a graça traz em suas asas é recebida pela fé e não por meio das obras. Não somos aceitos diante de Deus pelas obras que fazemos para Deus, mas pela obra que Cristo fez por nós na cruz. A fé não é meritória, é dom de Deus. A fé é o instrumento mediante o qual tomamos posse da salvação pela graça. O apóstolo Paulo sintetiza este glorioso ensino, em sua carta aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).

Fonte: Boletim 142 (recebido por e-mail)

sábado, 22 de outubro de 2011

“Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida”. Será mesmo?



“Não morrerei antes das promessas de Deus se cumprirem em minha vida”. Será mesmo?


Esta é uma daquelas frases feitas, tipo letra de canção, que não está contida na Bíblia e nem tampouco se encontra base nas escrituras para defender tal idéia. Se morremos ou vivemos é para Deus: Jesus é o centro. (Fp 1.21-23; Rm 8.38,39).
No livro de Hebreus há um rol de heróis da fé que foram verdadeiros exemplos de fidelidade ao Senhor e que, conforme está escrito, morreram sem alcançar a promessa.
"Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas" Hb 11.13
“E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa" Hb 11.39
Biblicamente, portanto, está claro que tal chavão gospel não está correto. É mais uma mentira alimentada pelo egoísmo e a cobiça humanas.
Por isso, querido leitor, creia que as promessas de Deus podem se cumprir em sua vida sim. Mas tem que ser, antes, fruto espontâneo de uma busca em primeiro lugar pelo Reino de Deus. E o cumprimento de tais promessas podem acontecer ou não, isso não é o principal, as promessas não são o principal, você não é o principal. Porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas.
Então eu te digo, sem meias palavras, você pode morrer sim antes de receber as promessas!

Felipe Almada

Fonte: Genizah e Sola Scriptura


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA




100% das igrejas cristãs já foram banidas do Afeganistão

Relatório do Departamento de Estado sobre liberdade religiosa dos EUA indica que no Afeganistão não tem mais nenhuma igreja cristã aberta para o público, como também nenhuma escola de ensino cristãos.
O Afeganistão tem visto uma redução na liberdade religiosa na última década, especialmente desde que as tropas americanas têm atuado lá. Embora a última conhecida igreja cristã foi demolida no ano passado, Todd Nettleton com Voz dos Mártires diz: “Eu acho que há um elemento de abertura que talvez não estivesse lá, particularmente durante o tempo em que o Talibã estava no controle, foi um lugar muito difícil de evangelizar, um lugar muito difícil de entrar. “
As conclusões do relatório não é  surpresa. Afeganistão ocupa a terceira posição no Aberto Watch List Doors World, uma compilação dos países onde a perseguição aos cristãos é o pior.
Mais uma vez, citando opiniões negativas sociais e suspeita de atividade cristã e ocidental como as causas por trás da “segmentação de grupos cristãos e indivíduos, incluindo muçulmanos convertidos ao cristianismo”, o relatório observa que “a falta de capacidade de resposta do governo e proteção para esses grupos e indivíduos contribuiu para a deterioração da liberdade religiosa. “
Nettleton também diz, no entanto, que não vai mudar sua abordagem ao afegãos.“a igreja é um edifício, ou a igreja é o povo de Deus”, diz ele. “A última igreja(templo) foi destruída, contudo sabemos através de nossos contatos que a Igreja como povo de Deus no Afeganistão ainda está muito viva e bem. “
Constituição do Afeganistão declara: “A religião do Estado da República Islâmica do Afeganistão é a religião sagrada do Islã.” Seguidores de outras religiões possam exercer sua fé e os ritos religiosos “dentro dos limites das disposições da lei”. No entanto, o problema é “nenhuma lei pode ser contrária às crenças e provisões da religião sagrada do Islã”.
Devido à força da oposição, Nettleton diz que os crentes não são de forma imprudente seguir a Cristo: “Há um risco, e nós vimos relatórios no início deste ano de um cristão ser morto; vimos cristãos que haviam sido presos pelo governo afegão porque eles tinham deixado o islã e seguir outra religião 
A coisa mais importante agora, Nettleton diz, é “orar para os cristãos afegãos terem grande sabedoria, mas também para ter ousadia em compartilhar sobre Jesus Cristo com seus familiares, com os seus amigos, com seus vizinhos.”

Data: 20/10/2011 08:38:13 http://www.creio.com.br/

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A suficiência das Escrituras




Rev. Hernandes Dias Lopes


A Reforma do século dezesseis foi um divisor de águas na vida da igreja e também na história da humanidade. A Reforma não foi uma inovação, mas uma restauração. Não foi a abertura de um novo caminho, mas uma volta às veredas antigas. Não foi a introdução de um novo evangelho, mas uma volta ao antigo evangelho. A Reforma foi uma volta à doutrina dos apóstolos, um retorno ao Cristianismo puro e simples. As verdades enfatizadas na Reforma podem ser sintetizadas em cinco “solas”: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solu Christu e Soli Deo Gloria. Vamos destacar agora o Sola Scriptura.

Todas as igrejas cristãs creem nas Escrituras e aproximam-se dela como Palavra de Deus. Porém, nem todas têm o mesmo conceito das Escrituras. A Bíblia não apenas contém a Palavra de Deus, a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia não é uma dentre as regras de fé e prática, mas nossa única regra de fé e prática. Destacaremos, aqui, três pontos importantes para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar, as Escrituras são inerrantes. Jesus Cristo foi enfático em dizer que as Escrituras não podem falhar. Ele disse, também, que a Palavra de Deus é a verdade. Não há erros nas Escrituras. Não há contradição nos seus registros. Seus relatos não são mitológicos. A Palavra de Deus é fiel e verdadeira e digna de inteira aceitação. Nem uma das palavras de Deus pode cair por terra. Nenhuma de suas promessas pode fracassar. Pode passar o céu e a terra, mas a Palavra de Deus não vai passar. Ela permanece para sempre. Suas profecias se cumpriram, estão se cumprindo e cumprir-se-ão à risca. Deus conhece a história antes de ela acontecer. O próprio Deus que inspirou as Escrituras é quem dirige os destinos da história.

Em segundo lugar, as Escrituras são suficientes. Nada pode ser acrescentado às Escrituras. Ainda que um anjo venha do céu e pregue outro evangelho, além do que está registrado nas Escrituras, deve ser decisivamente rejeitado. Há dois desvios perigosos com respeito às Escrituras atualmente. O primeiro deles é o liberalismo teológico. Os teólogos liberais não creem na infalibilidade nem na suficiência das Escrituras. Aproximam-se dela não com fé, mas com suspeitas; não com humildade, mas com insolência; não com submissão, mas com rebeldia. Atribuem às Escrituras muitos erros. Afirmam que ela está cheia de falhas e que seus relatos históricos estão repletos de contradição. Afirmam que seus milagres não passam de mitos. Esses paladinos do engano e arautos da incredulidade retiram das Escrituras o que está nas Escrituras, atraindo sobre si mesmos a merecida punição de seu erro. O segundo desvio é o sincretismo religioso. Há muitos crentes que olham para as Escrituras como um livro mágico, usando-a apenas como uma espécie de amuleto religioso. Não a estudam com profundidade nem a aceitam como a única regra de fé e prática. Estão sempre buscando novas revelações e correndo atrás de novos sonhos e visões para nortear-lhes os passos. Se os liberais removem das Escrituras seu conteúdo, os adeptos do sincretismo acrescentam às Escrituras suas novas visões e revelações. Desta maneira, ambas as posições são um sinal de rebeldia contra Deus e uma evidência de insolente apostasia. Não precisamos de novas revelações. Tudo que precisamos saber para a nossa salvação, santificação e serviço está contido nas Escrituras. Devemos conhecê-la, obedecê-la e proclamá-la com fidelidade e senso de urgência.

Em terceiro lugar, as Escrituras são eficientes. As Escrituras não são apenas inerrantes e suficientes, elas são também eficientes. Elas realizam todo o propósito de Deus. Elas não voltam para Deus vazia. Elas são mais preciosas do que o ouro e mais doces do que mel. Elas são não apenas inspiradas, mas também úteis para toda a correção, repreensão e ensino. É por meio delas que Deus chama seus eleitos. É por meio delas que Deus santifica seu povo. É por meio delas que Deus consola seus filhos. É por meio delas que Deus fortalece a sua igreja e a equipada para cumprir sua missão.



Fonte: Boletim 141, recebido por e-mail