domingo, 25 de agosto de 2013
O compromisso com o testemunho do evangelho
Rev. Hernandes Dias Lopes
O apóstolo Paulo menciona três disposições inabaláveis do seu coração em relação ao evangelho: "Eu estou pronto" (Rm 1.14); "eu sou devedor" (Rm 1.15) e "eu não me envergonho" (Rm 1.16). Temos aqui três verdades: A obrigação do evangelho: "sou devedor"; a dedicação ao evangelho: "estou pronto"; e a inspiração do evangelho: "não me envergonho". Vamos examinar esses três compromissos com o evangelho.
Em primeiro lugar, eu estou pronto a pregar o Evangelho (Rm 1.14). A demora de Paulo em ir a Roma não era falta de desejo do apóstolo, mas impedimentos circunstanciais alheios à sua vontade. Esse atraso, na verdade, enquadra-se no sábio arbítrio de Deus, pois resultou na escrita desta epístola, que tem merecido o encômio de ser "o principal livro do Novo Testamento e o evangelho perfeito". Paulo sempre esteve pronto a pregar. Ele pregava em prisão e em liberdade; nas sinagogas e nas cortes; nos lares e nas praças. Pregava em pobreza ou com fartura. Ele chegou a dizer: "ai de mim, se não pregar o evangelho" (1Co 9.16). Pregar o evangelho era a razão da sua vida.
Em segundo lugar, eu sou devedor do Evangelho (1.15). Há duas maneiras de alguém se endividar. A primeira é emprestando dinheiro de alguém; a segunda é quando alguém nos dá dinheiro para uma terceira pessoa. É no segundo caso que Paulo se refere aqui. Deus havia confiado o evangelho a Paulo como um tesouro que ele tinha que entregar em Roma e no mundo inteiro. Ele não podia reter esse tesouro. Ele precisava entregá-lo com fidelidade. Deus nos confiou sua Palavra. Ele nos entregou um tesouro. Precisamos ir e anunciar. Sonegar o evangelho é como um crime de apropriação indébita. O evangelho não é para ser retido, mas para ser proclamado. Ninguém pode reivindicar o monopólio do evangelho. A boa nova de Deus é para ser repartida. É nossa obrigação fazê-la conhecida de outros. Proclamar este evangelho em todo o mundo e a toda criatura não é questão de sentimento ou preferência; é uma obrigação moral; é um dever sagrado.
Em terceiro lugar, eu não me envergonho do Evangelho (1.16). Paulo se gloria no evangelho e considera alta honra proclamá-lo. Ao considerarmos, porém, todos os fatores que circundavam o apóstolo, nós poderíamos perguntar: Por que Paulo seria tentado a envergonhar-se do evangelho ao planejar sua viagem para Roma? Porque o evangelho era identificado com um carpinteiro judeu que fora crucificado. Porque naquela época como ainda hoje os sábios do mundo nutriam desprezo pelo evangelho.
Porque o evangelho, centralizado na cruz de Cristo, era visto com desdém tanto pelos judeus como pelos gentios. Porque pelo evangelho Paulo já havia enfrentado muitas dificuldades. Porém, a despeito dessas e outras razões, Paulo pode afirmar, com entusiasmo: "Porque não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16).
Hoje há três grupos bem distintos: Primeiro, aqueles que se envergonham do evangelho. Segundo, aqueles que são a vergonha do evangelho. Terceiro, aqueles que não se envergonham do evangelho. Em quais desses grupos você se enquadra? Qual tem sido o seu compromisso com a proclamação do evangelho? Que Deus desperte sua igreja, para que como um exército poderoso, cheio do Espírito Santo, se levante para proclamar com fidelidade o evangelho da graça. Pregar outro evangelho ou sonegar o evangelho é um grave pecado; porém, anunciar o evangelho, é o maior de todos os privilégios!
Fonte: Boletim nº 185 (recebido por e-mail)
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A noite escura da alma
Rev. Hernandes Dias Lopes
Há momentos em que a noite trevosa desce sobre a nossa vida e os horrores do inferno bafejam nossa alma. Sentimos uma opressão do inimigo, com seu hálito pesado vindo sobre nós. Nossa carne treme, nossos ossos são abalados e nossos olhos se enchem de lágrimas. Não escapamos desses ataques. Não vivemos blindados. Estamos expostos ao sofrimento. Na verdade nos importa entrar no reino de Deus por meio de muitas tribulações (At 14.22). O próprio Jesus saiu do cântico no Cenáculo para o pranto no Getsêmani. O autor da vida suou sangue no Getsêmani (Lc 22.44) e derramou sua alma na morte na cruz (Is 53.12). Ele começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse a seus discípulos: "A minha alma está profundamente triste até à morte" (Mc 14.34).
Nenhum homem tinha experimentado tristeza tão profunda e ninguém jamais a enfrentaria no futuro. Num sentido único, Jesus foi "um varão de dores". Aquela fatídica noite no Getsêmani era a noite escura da alma, quando Jesus travou a mais renhida batalha da humanidade. Naquele momento, ele ficou só, dobrado sobre seus joelhos, com o rosto em terra, com forte clamor e lágrimas (Hb 5.7). Ali, submeteu-se à vontade do Pai, foi consolado pelo anjo e saiu vitorioso para caminhar para a cruz, como um rei caminha para a coroação. Na cruz, o Filho de Deus foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. Agradou ao Pai moê-lo. Ali, suspenso entre a terra e o céu, sorveu cada gota do amargo cálice da ira de Deus. Na cruz, carregou sobre seu corpo todos os nossos pecados e suportou o juízo de Deus que deveria cair sobre nossa cabeça. Na cruz ele satisfez todas as demandas da justiça divina ao fazer-se pecado e maldição por nós.
Na cruz, porém, Jesus adquiriu para nós eterna redenção. A noite escura da alma não foi um acidente na vida de Jesus, mas uma agenda traçada na eternidade. Essa noite desceu sobre sua alma, para que a luz bendita do céu invadisse a nossa vida. Ele bebeu o cálice amargo da ira de Deus, para nos oferecer a água da vida. Ele suou sangue e chorou para que nós pudéssemos experimentar uma alegria indizível e cheia de glória. Ele morreu para nos oferecer a vida eterna.
Saiba que, se a noite escura da alma chegou em sua vida, Deus é poderoso para transformar essas trevas em luz e o seu sofrimento em prelúdio de glória. O apóstolo Paulo, homem que enfrentou apedrejamento, açoites, prisões e naufrágios, afirma com entusiasmo, que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias porvir a serem reveladas em nós. Disse ainda que a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, eterno peso de glória, acima de toda comparação.
O sofrimento aqui é inevitável. Ainda não chegamos ao paraíso. Aqui não é o céu. Porém, o sofrimento não hasteará sua bandeira em nosso lar eterno. Lá Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Lá a dor não mais açoitará nosso corpo. Lá desfrutaremos da bem-aventurança eterna. Aqui cruzamos vales escuros, marcharmos por desertos tórridos e atravessamos pântanos perigosos. Mas, lá receberemos um consolo eterno, uma alegria sem fim, uma glória que jamais se contou ao mortal.
Não se desespere diante dos dramas da vida. Não perca a esperança diante das circunstâncias adversas. Não duvide do amor de Deus por causa da dor que assola seu peito. Deus nunca vai desamparar você. Ele está do seu lado como seu refúgio e fortaleza. Você vai caminhar para a pátria celeste de força em força, de fé em fé, sendo transformado de glória em glória. Deus segurará firme a sua mão até receber você na glória. Então, a noite escura da alma desembocará na manhã gloriosa de uma eternidade de gozo e paz!
Fonte: Boletim nº 178 (recebido por e-mail)
domingo, 24 de março de 2013
A contribuição cristã é a graça a nós concedida
Rev. Hernandes Dias Lopes
A contribuição cristã é bíblica. Não precisamos ter constrangimento em tratar do assunto. Infelizmente, muitos líderes religiosos, movidos pela ganância e regidos por uma falsa teologia, exploram o povo em nome de Deus, usando mecanismos nada ortodoxos, para vender seus produtos, criados na fábrica do misticismo, para auferirem lucro em nome da fé. Esses desvios da sã doutrina e da ética cristã, que trazem enriquecimento para uns e vergonha para todos, têm levado muitos crentes a serem refratários com respeito à mordomia dos bens. O extremo de uns, entretanto, não pode nos levar para outro polo. Devemos cingir nossa fé e nossa conduta apenas pela Palavra de Deus.
Com respeito à contribuição cristã, precisamos observar duas coisas:
Em primeiro lugar, os dízimos. A entrega fiel de dez por cento de tudo quanto ganhamos para o sustento da obra de Deus é um ensino presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Não temos o direito de subestimar os dízimos nem de subtraí-los. Não compete a nós administrá-los. Devemos entregá-los com integralidade, alegria e gratidão para a manutenção da Casa e Deus e a expansão do seu reino.
Em segundo lugar, as ofertas. O apóstolo Paulo, na segunda epístola aos coríntios, trata dessa matéria de forma esplêndida. Ali nos oferece alguns princípios que vamos, aqui, destacar:
Primeiro, a oferta é graça mais do que obrigação (2Co 8.1). Graça é um favor imerecido. É Deus quem nos dá o privilégio de assistirmos os santos, socorrermos os necessitados e sermos seus cooperadores no avanço de sua obra.
Segundo, a oferta não é resultado da abundância do que temos no bolso, mas da generosidade do nosso coração (2Co 8.2). As igrejas da Macedônia, mesmo passando por muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e mesmo suportando profunda pobreza, superabundaram em grande riqueza de generosidade, ao contribuírem para os pobres da Judeia. A contribuição cristã é um privilégio e não um peso. Deve ser feita com alegria e não com pesar.
Terceiro, a oferta deve ser voluntária e proporcional (2Co 8.3,4). Contribuir por coação ou constrangimento não tem valor aos olhos de Deus. A contribuição deve ser espontânea, e também, proporcional. Os crentes da Macedônia ofertaram na medida de suas posses e mesmo acima delas. A contribuição não é para trazer sobrecarga para uns e alívio para outros, mas para que haja igualdade. Para usar uma linguagem bíblica, "o que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta".
Quarto, a oferta é uma dádiva da vida, mais do que de valores financeiros (2Co 8.5). É fácil entregar uma oferta financeira a uma pessoa necessitada, sem entregar com ela o coração. Os macedônios deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois fizeram a oferta aos pobres da Judeia. Antes de trazer nossa oferta, precisamos trazer nossa vida. Primeiro Deus aceita o ofertante, depois recebe a oferta.
Quinto, a oferta é uma semeadura recompensada por Deus com farturosa colheita (2Co 9.6). Quando ofertamos para atender à necessidade dos santos, estamos fazendo uma semeadura. Quem semeia pouco, colhe pouco; quem semeia com fartura, com abundância ceifará. O bem que fazemos aos outros vem sobre nós mesmos e isso da parte do Senhor. Quem dá ao pobre, a Deus empresta. A alma generosa prosperará. A semente que se multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos. É Deus quem nos dá semente para semear. É Deus quem supre e aumenta a nossa sementeira. É Deus quem multiplica os frutos da nossa justiça. É Deus quem nos enriquece em tudo, para agirmos com toda generosidade, a fim de que sejam tributadas a ele, as ações de graças.
Quando socorremos os santos, isso não apenas supre as necessidades deles, mas também, redunda em ações de graças a Deus. Que Deus nos mova à generosidade e nos faça mordomos fiéis na administração dos bens a nós confiados!
Fonte: Boletim nº 175 (recebido por e-mail)
sábado, 9 de março de 2013
O PASTORZINHO E SEU DUELO
Pr. Wagner Antonio Araújo
Obrigado,
Senhor, por me chamar para o ministério.
Como? Não entendi. Pode repetir? "Buraco Quente"? Senhor, aquilo é uma favela!
Sim, eu sei, tem gente lá, mas, Senhor, eu pensei que o Senhor quisesse me aproveitar num lugar melhor; aliás, eu tenho dois convites aqui, igrejas ótimas, são Suas também!
Não? Não me quer lá. Poxa, Senhor, tudo bem. E onde é essa igreja? Naquela rua? Aquela ali, sem asfalto? Ah, Senhor, por favor, manera comigo! Eu comprei um carro novo agora! Pelo menos um lugarzinho com asfalto!
Não? É ali mesmo? Tá bom. E o que o Senhor quer que eu faça? Pregue? Administre? Visite? Ensine? Pode escolher.
O que? Está brincando, não é, Senhor? Não? O Senhor quer que eu faça de tudo um pouco? Mas Mestre, é muito pra mim! Eu me especializei em pedagogia religiosa, sou craque nisso, o resto eu só sei o básico! Como? Mesmo assim? Ai, ai, ai, tá certo, Senhor.
Mas, Mestre, e o salário? Penso que o Senhor não vai querer que eu passe necessidades, não é? Já tenho aqui o meu orçamento direitinho. Preparei-o baseado no salário da pastorada da cidade. Tirei a média. Com isso acho que dá pra me manter. Quanto pagarão, Senhor?
COMO? Só isso? Mas como eu vou viver, Deus? Assim já é demais! Como? "Pela fé?" Ah, Senhor, isso funcionava com Hudson Taylor, Jorge Muller, mas não comigo, que sou inteirado em economia. Não dá, Senhor! Por essa miséria eu não trabalho.
Como? Vou trabalhar sim? Mas Deus, e como vou me manter? O Senhor? O Senhor suprirá? Como? Ah, pelos "corvos", como Elias. Tá certo, Deus, a estória é bonitinha, mas hoje em dia só tem pardais e pombas. Vai mudar? Como, trazendo corvos? Ah, não? Vai trazer carne e pão por pombas e pardais? Meu Deus, ...
E por quanto tempo ficarei ali, Senhor? Será só um estagiozinho, não? Não? O Senhor tem planos longos aqui pra mim? Ah, Senhor, misericórdia! Ah, quer que eu fique bastante tempo, não? Quanto tempo? COMO? A vida toda? Ah, eu não aguentarei, meu Deus... Tenha piedade!
Como? Não entendi. Pode repetir? "Buraco Quente"? Senhor, aquilo é uma favela!
Sim, eu sei, tem gente lá, mas, Senhor, eu pensei que o Senhor quisesse me aproveitar num lugar melhor; aliás, eu tenho dois convites aqui, igrejas ótimas, são Suas também!
Não? Não me quer lá. Poxa, Senhor, tudo bem. E onde é essa igreja? Naquela rua? Aquela ali, sem asfalto? Ah, Senhor, por favor, manera comigo! Eu comprei um carro novo agora! Pelo menos um lugarzinho com asfalto!
Não? É ali mesmo? Tá bom. E o que o Senhor quer que eu faça? Pregue? Administre? Visite? Ensine? Pode escolher.
O que? Está brincando, não é, Senhor? Não? O Senhor quer que eu faça de tudo um pouco? Mas Mestre, é muito pra mim! Eu me especializei em pedagogia religiosa, sou craque nisso, o resto eu só sei o básico! Como? Mesmo assim? Ai, ai, ai, tá certo, Senhor.
Mas, Mestre, e o salário? Penso que o Senhor não vai querer que eu passe necessidades, não é? Já tenho aqui o meu orçamento direitinho. Preparei-o baseado no salário da pastorada da cidade. Tirei a média. Com isso acho que dá pra me manter. Quanto pagarão, Senhor?
COMO? Só isso? Mas como eu vou viver, Deus? Assim já é demais! Como? "Pela fé?" Ah, Senhor, isso funcionava com Hudson Taylor, Jorge Muller, mas não comigo, que sou inteirado em economia. Não dá, Senhor! Por essa miséria eu não trabalho.
Como? Vou trabalhar sim? Mas Deus, e como vou me manter? O Senhor? O Senhor suprirá? Como? Ah, pelos "corvos", como Elias. Tá certo, Deus, a estória é bonitinha, mas hoje em dia só tem pardais e pombas. Vai mudar? Como, trazendo corvos? Ah, não? Vai trazer carne e pão por pombas e pardais? Meu Deus, ...
E por quanto tempo ficarei ali, Senhor? Será só um estagiozinho, não? Não? O Senhor tem planos longos aqui pra mim? Ah, Senhor, misericórdia! Ah, quer que eu fique bastante tempo, não? Quanto tempo? COMO? A vida toda? Ah, eu não aguentarei, meu Deus... Tenha piedade!
Senhor, por que
esse plano pra mim? Os meus colegas estão nas primeiras igrejas, outros foram
pra missões e aparecem nos jornais, eu também tenho direito, também sou Seu
filho! Plano melhor? Como isso pode ser um plano melhor? Eu sou qualificado,
Senhor! Sim, sei que foi o Senhor quem permitiu, mas pra que tanta qualificação
senão tiver utilidade? Ah, terei? Ali, naquele lugarejo? Tá bom.
Está certo,
Senhor. Não estou nada contente. Não Lhe entendo, Deus. Mas tudo bem. Não vou
discutir.
(ele
então pensa:)
“... E eu que queria ser famoso, ser rico, ter meu nome na placa da igreja, um programa de TV e um montão de pastores trabalhando pra mim. Agora serei pastor nessa favela sem asfalto, escondido, trabalhando com púlpito, visita, ensino, administração... Se eu soubesse que era assim... "
----
O jovem pastorzinho terminou de reclamar e resolveu orar. E enquanto orava cheio de ressentimento e tristeza ouviu um barulho. Era seu hinário que havia caído no chão. Tomou-o e, antes de fechá-lo, viu o hino 298 CC com uma marca feita pelo seu primeiro pastor: "filho, um dia você precisará desse hino; use-o!". Então ele leu:
Nem sempre será pra o lugar que eu quiser,
que o Mestre me tem de mandar;
é tão grande a seara já a embranquecer,
a qual eu terei de ceifar.
Se, pois, a caminho que nunca segui,
a voz a chamar-me eu ouvir,
direi: "Meu Senhor, dirigido por ti, irei tua ordem cumprir.”
Eu quero fazer o que queres, Senhor; serei sustentado por ti.
E quero dizer o que queres, Senhor, que o servo teu deva dizer.
Eu sei que há palavras de amor e perdão,
que aos outros eu posso levar;
porque nas estradas dos vícios estão,
perdidos que devo ir buscar.
Senhor, se com tua presença real,
tu fores pra fortalecer,
darei a mensagem de servo leal,
farei, meu Senhor, meu dever.
Eu quero encontrar um obscuro lugar,
na seara do meu bom Senhor;
enquanto for vivo, sim, vou trabalhar,
em prova do meu grato amor.
De ti meu sustento só dependerá,
tu, pois, hás de me proteger;
a tua vontade, sim, minha será;
e eu, pronto o que queres a ser.
“... E eu que queria ser famoso, ser rico, ter meu nome na placa da igreja, um programa de TV e um montão de pastores trabalhando pra mim. Agora serei pastor nessa favela sem asfalto, escondido, trabalhando com púlpito, visita, ensino, administração... Se eu soubesse que era assim... "
----
O jovem pastorzinho terminou de reclamar e resolveu orar. E enquanto orava cheio de ressentimento e tristeza ouviu um barulho. Era seu hinário que havia caído no chão. Tomou-o e, antes de fechá-lo, viu o hino 298 CC com uma marca feita pelo seu primeiro pastor: "filho, um dia você precisará desse hino; use-o!". Então ele leu:
Nem sempre será pra o lugar que eu quiser,
que o Mestre me tem de mandar;
é tão grande a seara já a embranquecer,
a qual eu terei de ceifar.
Se, pois, a caminho que nunca segui,
a voz a chamar-me eu ouvir,
direi: "Meu Senhor, dirigido por ti, irei tua ordem cumprir.”
Eu quero fazer o que queres, Senhor; serei sustentado por ti.
E quero dizer o que queres, Senhor, que o servo teu deva dizer.
Eu sei que há palavras de amor e perdão,
que aos outros eu posso levar;
porque nas estradas dos vícios estão,
perdidos que devo ir buscar.
Senhor, se com tua presença real,
tu fores pra fortalecer,
darei a mensagem de servo leal,
farei, meu Senhor, meu dever.
Eu quero encontrar um obscuro lugar,
na seara do meu bom Senhor;
enquanto for vivo, sim, vou trabalhar,
em prova do meu grato amor.
De ti meu sustento só dependerá,
tu, pois, hás de me proteger;
a tua vontade, sim, minha será;
e eu, pronto o que queres a ser.
--
E então disse
em oração ao Senhor:
"Deus,
perdoe a minha arrogância. Quem sou eu para escolher a lavoura? Quem sou eu
para ditar as normas? A Igreja é Sua, a minha vida pertence ao Senhor. Toma-me,
usa-me o quanto quiser, quando quiser e onde quiser!
----
E foi assim que
esse pastor começou o seu trabalho. Ele continua naquela igreja. O local ainda
não tem asfalto. O seu carro novo ficou esfolado e já foi trocado. Mas muitas
vidas que residem naquele bairro não são mais as mesmas. Jesus as salvou. E o
Reino de Deus ali chegou. Se esse jovem pastor não fosse para lá a Obra do
Senhor estaria incompleta. Ele aprendeu a humildade, aprendeu que servir a Deus
não é algo para ganhar fama, dinheiro ou poder, mas para doar vida, mensagem,
amor, tempo e dedicação. Hoje ele e a igreja são muito felizes. E espero que
assim continuem.
----
A todos os meus
colegas "sem nome", desconhecidos, cujos ministérios têm sido a causa
da salvação de inúmeras pessoas nos lugares aonde muitos "grandes"
não vão pessoalmente, ofereço este texto.
Do conservo e
também pequeno com eles,
Wagner Antonio
de Araújo
domingo, 24 de fevereiro de 2013
O Verdadeiro Amor
"Tudo o que você precisa é de amor", assim cantavam os Beatles. Se eles tivessem cantado sobre o amor de Deus, a frase revelaria uma certa verdade. Mas aquilo que a cultura popular diz ser amor, não se trata, na verdade, de um amor autêntico, é antes uma verdadeira fraude. Longe de ser "tudo o que precisa", é algo que deve evitar a todo o custo.
O apóstolo Paulo fala-nos sobre esse tema em Efésios 5:1-3. Ele escreveu: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados. E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos".
A simples ordem do verso 2 ("E andai em amor, como também Cristo vos amou") resume toda a obrigação moral do cristão. No fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do cristão, e este tipo de amor é exatamente "tudo o que você precisa". Romanos 13:8 diz, "porque quem ama aos outros cumpriu a lei". Os mandamentos resumem-se a estas palavras: "Amarás o próximo como a ti mesmo, já que o amor é o cumprimento da lei." Gálatas 5:14 ecoa a mesma verdade: "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e o segundo mandamentos (Mt. 22:38-40). Em outras palavras: "e, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." (Cl 3:14).
Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos outros (Ef. 4:32). O modelo de tal amor, mais centrado nos outros que em si próprio, é Cristo, que se entregou para nos salvar dos nossos pecados. "Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos." (João 15:13). E "amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros." (1 João 4:11).
Em outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo, compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benignas (ver 1 Co. 13:4-8) são as que as Sagradas Escrituras associam ao amor divino.
Mas reparemos no lado negativo, também visto no contexto de Efésios 5. Aquele que ama os outros verdadeiramente, como Cristo nos ama, deve recusar todo o tipo de amor falso. O apóstolo Paulo nomeia algumas destas falsidades satânicas. Elas incluem a imoralidade, a impureza e a ganância. A passagem continua: "Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças. Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros." (Ef 5:4–7).
A imoralidade é, talvez, o substituto favorito do amor na nossa atual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego porneia, o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque procura a autogratificação em vez do bem aos outros. A impureza é outra perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo akatharsia, o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza. Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância, que são as características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro, e o apóstolo afirma claramente que não tem lugar para ele no caminho do cristão.
A ganância é outra corrupção do amor que tem origem no desejo narcisista de autogratificação. É exatamente o oposto do exemplo que Cristo deu quando "se entregou por nós" (v. 2). No verso 5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar no caminho do cristão e, de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal pecado "não tem herança no Reino de Cristo e de Deus."
E tais pecados, diz o apóstolo Paulo, "nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos." (v. 3). "Portanto, não sejais seus companheiros", ou seja, daqueles que praticam tais coisas, diz-nos o verso 7.
Em outras palavras, não demonstraremos amor verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares do amor.
Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. "O amor" foi redefinido como uma ampla tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas isso não é amor, é apatia.
O amor de Deus não tem nada a ver com isso. Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que Cristo "vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." (V. 2). A Sagrada Escritura explica o amor de Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de reconciliação: "Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados." (1 João 4:10). Em outras palavras, Cristo converteu-se em sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido. Longe de perdoar os nossos pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores. Este é o coração do Evangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que confirma a sua santidade, justiça e misericórdia sem compromisso. O amor verdadeiro "não folga com a injustiça, mas folga com a verdade." (1 Co. 13:6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um amor que primeiro é puro e depois, harmonioso.
Fonte: The Gospel Coalition
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
Fonte: http://editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=465
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Nos últimos meses, cristãos sofreram ataques seguidos na Índia
Irritados e agressivos, extremistas hindus restringiram o acesso à água e ameaçaram cortar o fornecimento de rações alimentares caso os cristãos não interrompessem os cultos de adoração a Deus
A calma e a paz estão cada vez mais precárias a 20 milhas a leste (aproximadamente 32 km) da maior cidade da Índia. Ali, em uma vila rural, hindus atacaram cristãos por duas vezes unicamente por causa de sua fé em Jesus. Em decorrência à violência, as vítimas comprometeram-se a cancelar as reuniões que aconteciam em uma sala de oração.
O primeiro ataque ocorreu em 30 de dezembro, quando cristãos tribais da etnia Adivasi, que vivem na aldeia de Tamsai, encontraram-se para um culto na Igreja Yehovah Nisih Prayer. Durante a celebração, cerca de 20 hindus invadiram o local, conforme narrou um membro da igreja, Bharat Patel.
"Ao entrarem, os extremistas gritaram que não há lugar para reuniões cristãs na aldeia e, se quiséssemos orar a Deus, devíamos nos mudar para Mumbai. Eles rasgaram Bíblias e quebraram nossos instrumentos musicais antes de nos bater com brutalidade", relatou Patel.
Segundo o cristão, sua orelha esquerda ficou bastante ferida, enquanto três outros membros também sofreram ferimentos graves: um deles, um corte na cabeça. O assalto de uma hora de duração só terminou com a intervenção de líderes cristãos da área, que recolheram as vítimas e as levaram até a polícia para relatar o incidente.
Em 13 de janeiro, a autoridades policiais organizaram um encontro entre os cristãos e os hindus envolvidos no caso. Os extremistas concordaram em cessar o boicote social aos cristãos, restaurar seu acesso à água e outros serviços comunitários.
Por sua vez, "os cristãos concordaram em realizar reuniões de oração em suas casas, apesar de possuírem os registros necessários para o funcionamento da igreja e a sala de oração", disse o secretário geral de um fórum cristão local, Joseph Dias, à Portas Abertas.
A trégua durou um diaEm 14 de janeiro, às duas horas da tarde, três mulheres cristãs estavam lavando roupa em um poço público. Perto dali, uma menina de 12 anos de idade carregava um telefone celular, no qual estava tocando uma música gospel.
A trégua durou um diaEm 14 de janeiro, às duas horas da tarde, três mulheres cristãs estavam lavando roupa em um poço público. Perto dali, uma menina de 12 anos de idade carregava um telefone celular, no qual estava tocando uma música gospel.
Diante dessa situação, alguns moradores iniciaram um protesto alegando que "essas músicas não deveriam estar no limite de sua faixa de audição", contou Dias. Nesse mesmo dia, mais tarde, cerca de 50 pessoas concentraram-se próximas às casas das três mulheres, chamando-as para fora. De acordo com Patel, ao saírem, elas foram terrivelmente agredidas.
A mãe da menina, que estava entre a multidão que atacava as mulheres, correu para ajudá-la e também foi espancada, disse Patel. Uma das mulheres sofreu contusões e escoriações por todo o corpo e seu rosto ficou inchado. As outras duas sofreram ferimentos leves.
Joseph Dias também informou que os cristãos foram atacados em Tamsai porque os extremistas hindus não aprovam suas atividades de adoração a Deus, incluindo serviços de cura. Os cristãos, disse ele, se recusam a participar do culto aos ídolos hindus e, mediante a isso, alguns hindus têm descoberto a verdadeira graça que só o Senhor pode dar. Ore pelo fortalecimento desses novos irmãos e pela segurança do Corpo de Cristo na Índia.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag
http://www.portasabertas.org.br/noticias/2013/02/2042788/
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A morte de uma Igreja
As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?
Em primeiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia quando abandona sua fidelidade às Escrituras nem a inevitabilidade da morte quando se aparta dos preceitos de Deus. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade. Não podemos confundir numerolatria com crescimento saudável. Nem sempre uma multidão sinaliza o crescimento saudável da igreja. Uma igreja pode ser grande e mesmo assim estar gravemente enferma. Sempre que uma igreja troca o evangelho da graça por outro evangelho, entra por um caminho desastroso.
Em segundo lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido. Alguém disse: "Fui procurar a igreja e a encontrei no mundo; fui procurar o mundo e o encontrei na igreja". A Palavra de Deus é clara: ser amigo do mundo é constituir-se inimigo de Deus. Quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Há pouca ou quase nenhuma diferença hoje entre o estilo de vida daqueles que estão na igreja e daqueles que estão comprometidos com os esquemas do mundo. O índice de divórcio entre os cristãos é tão alto como daqueles que não professam a fé cristã. O número de jovens cristãos que vão para o casamento com uma vida sexual ativa é quase o mesmo daqueles que não frequentam uma igreja evangélica. A bancada evangélica no Congresso Nacional é conhecida como a mais corrupta da política brasileira. A teologia capenga produz uma vida frouxa. Precisamos voltar aos princípios da Reforma e clamar por um reavivamento!
Em terceiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes. O cristão não deve ser um fariseu. O fariseu aplaudia a si mesmo por causa de suas virtudes, mas olhava para os publicanos e os enchia de acusações descaridosas. O cristão verdadeiro não é aquele que faz um solo do hino "Quão grande és tu" diante do espelho, mas aquele chora diante de Deus por causa de seus pecados.
Em quarto lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Doutrina sem vida produz orgulho e aridez espiritual; vida sem doutrina desemboca em misticismo pagão. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade, credo e conduta!
Em quinto lugar, a morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
Fonte: http://editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=455
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Um Evangelho que Devemos Conhecer e Tornar Conhecido
"Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei..." 1 Coríntios 15.1
Um escritor ou pregador do evangelho teria muita dificuldade para elaborar uma introdução melhor ao evangelho de Jesus Cristo do que esta introdução dada pelo apóstolo Paulo à igreja de Corinto.1 Nestas poucas linhas, Paulo nos oferece verdades suficientes para vivermos durante toda a vida e conduzir-nos à glória. Somente o Espírito Santo poderia capacitar um homem a dizer tanto, com tanta clareza, em tão poucas palavras.
Conhecendo o evangelho
Nesta pequena passagem das Escrituras, achamos uma verdade que tem de ser redescoberta por todos nós. O evangelho não é apenas uma mensagem de introdução ao cristianismo. Ele é "a" mensagem do cristianismo; e o crente fará muito bem se gastar sua vida em procurar "conhecer" a glória do evangelho e em "tornar conhecida" esta glória. Há muitas coisas a conhecermos neste mundo e inúmeras verdades a serem investigadas na esfera do cristianismo, mas o glorioso evangelho de nosso Deus bendito2 e de seu Filho, Jesus Cristo, é superior a todas elas. É a mensagem de nossa salvação, o instrumento de nosso progresso na santificação e a fonte cristalina da qual flui toda motivação pura e correta para a vida cristã. O crente que compreende algo do conteúdo e do caráter do evangelho nunca terá falta de zelo, nunca será tão necessitado que buscará forças em cisternas rotas e vazias feitas pelas mãos de homens.3
De nosso texto, entendemos que o apóstolo Paulo já tinha pregado o evangelho à igreja de Corinto. De fato, ele era o pai espiritual daqueles crentes!4 Entretanto, Paulo viu a necessidade de continuar pregando-lhes o evangelho: não somente de recordar as suas verdades essenciais, mas também de ampliar o seu conhecimento. Na conversão deles, começaram uma jornada de descoberta que abrangeria toda a sua vida e se estenderia pelas eras intermináveis da eternidade – a descoberta das glórias de Deus revelada no evangelho de Jesus Cristo.
Como pregadores e congregantes, seríamos sábios se víssemos o evangelho novamente com os olhos deste apóstolo da antiguidade e o estimássemos como digno de uma vida inteira de investigação cuidadosa. Embora já tivéssemos vivido muitos anos na fé, embora possuíssemos o intelecto de Edwards e o discernimento de Spurgeon, embora pudéssemos entender toda publicação desde os pais na igreja primitiva, passando pelos reformadores e puritanos, até aos eruditos do tempo presente, estejamos certos de que ainda não atingimos nem mesmo os contrafortes deste Everest que chamamos de "evangelho". E isso será dito a nosso respeito mesmo depois de uma eternidade de eternidades!
Vivemos em mundo que nos oferece um número quase infinito de possibilidades, e existe um número incalculável de opções que rivalizam por nossa atenção. O mesmo pode ser dito sobre o cristianismo e a ampla esfera de temas teológicos que um aluno pode estudar. Há um número quase infinito de verdades bíblicas que um homem pode gastar a vida examinando-as. E mesmo o tema menos importante da Escritura é digno de milhares de vidas em seu estudo. Todavia, há um tema que se eleva sobre todos os demais e que é fundamental para o entendimento de todas as outras verdades bíblicas – o evangelho de Jesus Cristo. É por meio desta mensagem singular que o poder de Deus se manifesta na igreja e na vida do crente individual.
Quando examinamos os anais da história do cristianismo, vemos homens e mulheres de paixão incomum por Deus e por seu reino. Anelamos ser como eles e nos perguntamos como chegaram a possuir um zelo tão duradouro. Depois de uma consideração diligente de sua vida, doutrina e ministério, descobrimos que eles diferiram em muitas coisas, mas tiveram um denominador comum entre si. Todos eles tiveram um vislumbre da glória do evangelho, e sua beleza acendeu a paixão deles e os impulsionou a prosseguir. A vida e o legado deles provam que paixão genuína e duradoura resulta de um entendimento cada vez mais crescente e mais profundo do que Deus fez por seu povo na pessoa e na obra de Jesus Cristo! Não há substituto para esse conhecimento!
O evangelho cristão tem sido designado como "evangelho", uma palavra que vem do latim evangellium, que significa boas novas. Esta é a razão por que os crentes são muitas vezes chamados de evangélicos. Somos "evangélicos" porque cremos no evangelho e o estimamos como a verdade primordial e central da revelação de Deus para os homens. O evangelho não é um prefácio, um provérbio ou uma explicação posterior. Não é meramente a classe de introdução ao cristianismo, e sim todo o curso de estudo do cristianismo. É a história de nossa vida, as insondáveis riquezas que procuramos explorar e a mensagem que vivemos para proclamar. Por esta razão, podemos dizer que somos mais cristãos e mais evangélicos quando o evangelho de Jesus Cristo é a nossa única esperança, o nosso único motivo de orgulho e a nossa única e maior obsessão.
Hoje, são realizadas tantas conferencias no âmbito do evangelicalismo, especialmente para jovens, que têm o objetivo de estimular a paixão dos crentes por meio de música, comunhão, palestrantes eloquentes, histórias emocionais e apelos comoventes. Contudo, o entusiasmo que tais conferências produzem, seja ele qual for, desaparece rapidamente. Pequenos fogos foram acessos em pequenos corações e se acabam em poucos dias. Temos esquecido que paixão genuína e duradoura nasce do conhecimento da verdade e, em específico, a verdade do evangelho. Quanto mais "conhecemos" e compreendemos a beleza do evangelho, tanto mais somos tomados por seu poder. Um vislumbre do evangelho moverá o coração verdadeiramente regenerado a segui-lo. Cada vislumbre maior do evangelho acelerará o seu passo, até que ele esteja correndo resolutamente em direção ao prêmio.5 A essa beleza o coração verdadeiramente cristão não pode resistir. Esta é a grande necessidade do momento! É o que temos perdido e o que temos de obter novamente – uma paixão por conhecer o evangelho e uma paixão idêntica por torná-lo conhecido.
Tornando conhecido o evangelho
Não seria um exagero dizer que o apóstolo Paulo foi um dos maiores instrumentos humanos do reino de Deus, na história da humanidade e na história da redenção. Ele foi responsável pela propagação do evangelho em todo o Império Romano durante um tempo de perseguição incomparável e permanece como um exemplo do que significa ser um ministro cristão. No entanto, ele fez tudo isto por meio da proclamação simples da mensagem mais escandalosa de todas que já chegaram aos ouvidos dos homens. Ao considerarmos a vida do apóstolo Paulo, notamos que ele foi um homem excepcionalmente dotado, em especial no que concerne ao seu intelecto e zelo. Todavia, ele mesmo nos ensinou que o poder de seu ministério não estava em seus dons, mas na proclamação fiel do evangelho. Em sua primeira carta dirigida aos cristãos de Corinto, Paulo escreveu sua grande resignação:
Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo.6
Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.7
Podemos dizer que o apóstolo Paulo foi, acima de tudo, um pregador! Como Jeremias antes dele, Paulo foi constrangido a pregar. O evangelho era como um fogo ardente encerrado em seus ossos, que ele não podia suportar.8 Aos cristãos de Corinto, Paulo declarou: "Eu cri; por isso, é que falei"9 e: "Ai de mim se não pregar o evangelho!"10 Essa estimativa tão elevada do evangelho e de pregá-lo não pode ser fingida, quando não existe no coração do pregador, e não pode ser ocultada, quando existe. Deus chama diferentes tipos de homens para levarem o fardo da mensagem do evangelho. Alguns deles são mais solenes e sérios, enquanto outros são mais desatentos e joviais, porém, quando a conversa muda para o assunto do evangelho, uma mudança ocorre no semblante do pregador, e parece que você tem diante de si uma pessoa muito diferente. A eternidade está estampada na face dele, o véu foi removido, e a glória do evangelho brilha com uma paixão genuína. Tal homem tem pouco tempo para histórias fantásticas, antídotos morais ou para compartilhar pensamentos vindos de seu coração. Ele veio para pregar e tem de pregar! Não descansará enquanto seu povo não ouvir a mensagem de Deus. Se o servo Eliezer não pôde comer enquanto não entregou a mensagem de seu senhor, Abraão,11 quanto menos um pregador do evangelho ficará tranquilo enquanto não houver entregado o tesouro do evangelho que lhe foi confiado!12
Embora poucos discordem do que escrevi até aqui, parece que, de modo geral, a pregação apaixonada do evangelho está fora de moda. Ela é considerada por muitos como algo que não possui o requinte e a sofisticação necessários para que seja eficaz nesta era moderna. O pregador cheio de paixão que proclama ousada e categoricamente a verdade é agora considerado um obstáculo para o homem pós-moderno que prefere um pouco mais de humildade e de abertura para com outras opiniões. O argumento da maioria é que temos de mudar nossa maneira de pregar porque o evangelho parece loucura para o mundo.
Essa atitude para com a pregação é prova de que perdemos nosso senso de direção na comunidade evangélica. Foi Deus quem ordenou que a "loucura da pregação" seja o instrumento para levar ao mundo a mensagem salvadora do evangelho.13 Isto não significa que a pregação deve ser tola, ilógica ou bizarra. Contudo, o padrão pelo qual toda pregação deve ser comparada é a Escritura e não as opiniões contemporâneas de uma cultura decaída e corrupta, que é sábia a seus próprios olhos14 e prefere ter seus ouvidos coçados e seu coração entretido a ouvir a Palavra do Senhor.15
Aonde quer que o apóstolo Paulo viajasse, ele pregava o evangelho. Faremos bem se seguirmos o seu exemplo. Embora o evangelho possa ser compartilhado por meio de instrumentos, não há outro instrumento tão ordenado por Deus como a pregação. Portanto, aqueles que estão buscando constantemente meios inovadores para compartilharem o evangelho com uma nova geração de pessoas interessadas fariam bem se começassem e terminassem sua busca nas Escrituras. Aqueles que enviam milhares de questionários que perguntam aos nãos convertidos o que eles mais gostariam de ver em um culto de adoração devem compreender que as inúmeras opiniões de homens carnais não possuem a autoridade de "um i ou um til" da Palavra de Deus.16 Precisamos entender que há um grande abismo de diferenças irreconciliáveis entre o que Deus ordena nas Escrituras e o que a cultura carnal contemporânea deseja.
Não devemos nos admirar de que homens carnais tanto dentro como fora da igreja desejem teatro, música e mídia no lugar da pregação do evangelho e da exposição bíblica. Enquanto o coração de um homem não for verdadeiramente regenerado, ele aborda o evangelho da mesma maneira como os demônios gadarenos abordaram o Senhor Jesus Cristo: "Que temos nós contigo?"17 Sem a obra de regeneração realizada pelo Espírito Santo, o homem carnal não tem nenhum interesse ou apreciação verdadeira pelo evangelho, mas, apesar disso, este milagre é operado no coração de um homem por meio da pregação do evangelho que, a princípio, ele desdenha. Portanto, devemos pregar aos homens carnais a própria mensagem que eles não querem ouvir, e o Espírito Santo deve agir! Sem isto, os pecadores não podem ver a beleza do evangelho, assim como porcos não podem ver beleza em pérolas, ou como cães não podem mostrar reverência para com carne santificada, ou como cegos não podem apreciar uma pintura de Rembrandt.18 Os pregadores não fazem bem aos homens carnais por oferecer-lhes as coisas que seu coração caído deseja, e sim por colocar diante deles a verdadeira comida,19 até que, pela obra miraculosa do Espírito Santo, reconheçam-na como o que ela realmente é, provem e vejam que o Senhor é bom!20
Antes de terminar esta breve discussão sobre a pregação do evangelho, temos de falar sobre um assunto final. Apresenta-se frequentemente a teoria de que nossa cultura não pode tolerar o tipo de pregação que foi tão eficaz durante os grandes despertamentos e avivamentos do passado. A pregação de Jonathan Edwards, George Whitefield, Charles Spurgeon e outros pregadores semelhantes seria ridicularizada, satirizada e escarnecida pelo homem moderno. No entanto, esta teoria não leva em conta o fato de que estes mesmos pregadores foram ridicularizados e satirizados pelos homens de seus dias! A verdadeira pregação do evangelho será sempre "loucura" para toda cultura. Qualquer tentativa de remover a ofensa do evangelho e de tornar a pregação "conveniente" diminui o poder do evangelho. Também frustra o propósito para o qual Deus escolheu a pregação como o meio de salvar homens – que a esperança dos homens não esteja em nobreza, eloquência ou sabedoria mundana, e sim no poder de Deus.21
Vivemos numa cultura que está presa ao pecado com algemas de aço. Histórias morais, máximas extraordinárias e lições de vida compartilhadas de um coração de um palestrante querido ou de um "tutor de vida espiritual" não têm nenhum poder verdadeiro contra essas trevas. Precisamos de pregadores do evangelho de Jesus Cristo, que conhecem as Escrituras e são capacitados, pela graça de Deus, a encarar qualquer cultura e a clamar: "Assim diz o Senhor!"
1 - 1 Coríntios 15.1-4.
2 - 1 Timóteo 1.11.
3 - Jeremias 2.13-14; 14.3.
4 - 1 Coríntios 4.15.
5 - Filipenses 3.13-14.
6 - 1 Coríntios 1.17.
7 - 1 Coríntios 1.22-24.
8 - Jeremias 20.9.
9 - 2 Coríntios 4.13.
10 - 1 Coríntios 9.16.
11 - Gênesis 24.33.
12 - Gálatas 2.7; 1 Tessalonicenses 2.4; 1 Timóteo 1.11; 6.20; 2 Timóteo 1.14; Tito 1.3.
13 - 1 Coríntios 1.21.
14 - Romanos 1.22.
15 - 2 Timóteo 4.3.
16 - Mateus 5.18.
17 - Mateus 8.29.
18 - Mateus 7.6.
19 - Isaías 55.1-2.
20 - Salmos 34.8.
21 - 1 Coríntios 1.27-30.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
Fonte: http://editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=454
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Restaura, Senhor, a nossa sorte
Rev. Hernandes Dias Lopes
É tempo de fazer um balanço. Devemos olhar para trás com gratidão, para o presente com súplicas e para o futuro com esperança. O Salmo 126 ajuda-nos nesse exercício.
Em primeiro lugar, devemos olhar para o passado com gratidão (Salmo 126.1-3). Depois de setenta anos de escravidão na Babilônia, Israel voltou à sua terra. Deus tirou o povo do cativeiro com mão forte e poderosa. Essa libertação produziu ditosa exultação entre o povo e impacto entre as nações. Quando olhamos, também, para o passado, notamos que Deus nos tirou da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz e da morte para a vida. Deus quebrou o nosso jugo e despedaçou nossas algemas. Jesus Cristo redimiu-nos de um terrível cativeiro. Éramos escravos do diabo, do mundo e da carne. Vivíamos debaixo de cruel opressão. Porém, Cristo nos libertou e hoje somos livres. Pertencemos à família de Deus. Somos herdeiros de Deus e estamos assentados com Cristo nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Há um cântico em nossos lábios e uma festa em nossa alma.
Em segundo lugar, devemos olhar para o presente com súplicas (Salmo 126.4). O salmista voltou os olhos do passado para o presente e percebeu que as vitórias do ontem não servem para nos manter de pé hoje. O mesmo salmista que estava exultante com a libertação do cativeiro, agora, ao contemplar a realidade presente, clama: "Restaura, Senhor, a nossa sorte com as torrentes do Negueve". O passado de glória tinha se transformado num deserto cinzento. As vitórias do passado não eram suficientes para torná-lo vitorioso no presente. Todo o dia é tempo de andar com Deus. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Não podemos viver do passado nem morar na saudade. Precisamos depender de Deus a todo tempo, o tempo todo. Mais do que isso, é preciso saber que não temos forças para restaurar nossa própria sorte. Só Deus pode restaurar nossa vida. Só Deus pode aprumar nossos joelhos trôpegos. Só Deus pode nos encher de entusiasmo, quando nossa alma parece um deserto árido. Aprendemos com isso, porém, que a crise não é o fim da linha. A sequidão de nossa vida não deve nos levar ao desespero, mas à súplica ardente. A consciência da crise espiritual pode nos levar aos pés do Senhor para uma virada bendita em nossa história. Somente o Senhor tem poder para nos restaurar. Só dele vem a nossa cura. Essa restauração é uma obra milagrosa. Assim como os rios invernais rasgam as areias escaldantes do deserto do Negueve, o maior deserto da Judéia, Deus também, faz nossa alma florescer em tempos de sequidão. Ele mesmo nos concede um novo vigor espiritual e transforma nossos vales em mananciais cheios de vida!
Em terceiro lugar, devemos olhar para o futuro com esperança (Salmo 126.5,6). Depois de olhar para o passado com gratidão e para o presente com súplicas, o salmista, agora, olha para o futuro com esperança. O amanhã será de semeadura e investimento. A semeadura exige desinstalação e ação. É preciso sair para semear. A semeadura exige abnegação e sacrifício, pois além de sair, o semeador anda e chora, regando o solo duro com suas lágrimas. Se a semeadura é regada de lágrimas, a colheita certa é feita com júbilo. A recompensa da colheita é maior do que o sacrifício da semeadura. Fazer a obra de Deus é investir para a eternidade. É realizar um trabalho de consequências eternas. Não devemos afrouxar nossos braços nessa bendita peleja. É hora de arregaçarmos as mangas e trabalharmos com mais fervor. O tempo urge. A noite se aproxima. Então, não haverá mais tempo de semear. Hoje, Deus nos convoca para sermos seus cooperadores. Concede-nos a graça de investirmos nosso tempo, bens, talentos e dons em seu trabalho. Portanto, levantemo-nos, irmãos, e coloquemo-nos a seu dispor. O Deus da nossa salvação e da nossa restauração, agora, nos alista em seu trabalho. Mãos à obra, sem esmorecer. Lança a semente, com a certeza de que o crescimento, Deus mesmo nos dará.
Fonte: Boletim 171 (recebido por e-mail)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Hereges são pessoas legais que ganham o ouvido e enganam o coração!
Por Josemar Bessa
Por que foi
tão difícil para Paulo e os outros apóstolos combaterem os falsos mestres em
seus dias?
Muitas
pessoas esperam que aqueles que deturpam e torcem as verdades bíblicas sejam
pessoas não amáveis, sem simpatia, sem carisma... Paulo disse aos coríntios: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo
de luz.” - 2 Coríntios 11:14 - “Mas temo que,
assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de
alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há
em Cristo”. 2 Coríntios 11:3
Em toda a
história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis,
simpáticos, falavam em amor ao próximo, se empenhavam em caridade... hoje é assim como sempre foi. Podemos ensinar doutrinas antibíblicas enquanto falamos em ajuda aos pobres, missão
integral, igreja relevante... Na verdade, todas as religiões podem falar sobre
temas simpáticos, agradáveis, caridosos... sendo mesmo
assim o oposto da revelação bíblica. Podemos passar horas lendo Confúcio, Budismo...
Mas nossa questão aqui são heresias que saem da igreja, de líderes na igreja,
simpáticos, caridosos... Paulo quando fala sobre líderes que ensinam doutrinas
heréticas e desviam homens da verdade, diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os
corações dos simples.” - Romanos 16:18
Falsos mestres
são simpáticos, amáveis e adoram falar sobre amor. Mas o amor que é proposto é
um tipo de amor completamente diferente do que a Bíblia ensina. É um
sentimentalismo que põe a verdade de lado em nome do que chamam amor. Qualquer
amor que é destrutivo para a verdade total do evangelho (com todo seu lado
ofensivo ao homem natural), qualquer amor que ignora a verdade e a vê como um
obstáculo, chamando-a de dogmatismo... qualquer amor
que é tolerante com o erro ou propaga o erro... tem
que ser completamente evitado e combatido... porque
isso não está nem próximo da essência daquilo que a Bíblia chama de amor. Toda
conversa sobre amor, caridade, missão, união... que
põe a verdade de lado é exatamente o trabalho dos falsos mestres, falsos
profetas... Como é doce ouvir “paz, paz...” – “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo,
dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” - Jeremias 6:14
– É isso que Paulo
enfatiza: “e com suaves
palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos
16:18
Na história da
igreja homens que ensinaram doutrinas terríveis eram homens simpáticos e
amáveis. Ário (Arius
256-336) negava a divindade de Cristo. Ele
defendia que o Logos e o Pai não eram da mesma essência, que o Filho era uma
criação do Pai, que houve um tempo em que o Filho ainda não existia... Era um
líder cristão em Alexandria. Mas é dito sobre ele que era um homem
simpático, amável... Era descrito como -
brilhante, companheiro, atraente... um tipo de cidadão
que todos gostariam de ter ao seu lado em causas nobres. Um tipo de homem que
todos gostavam de ver ensinando a Bíblia... ele foi
imensamente popular nos seus dias... Exatamente o que Paulo disse: “e com suaves palavras e lisonjas
(bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18
Outro homem
que ensinou as mesmas heresias foi Socino (Fausto Socinus 1539-1604) – Seu ensino rejeitou os pontos de
vista ortodoxos teologia cristã no conhecimento de Deus, sobre a doutrina da
Trindade, divindade de Cristo , e na soteriologia... Mas ele em si era um cara legal e
simpático, amável... Ele é descrito como um verdadeiro cavaleiro. Sua moral estava
acima de qualquer suspeita e era conhecido por sua cortesia infalível. É
descrito como muito mais cortês do que os Reformadores que viveram na mesma
época, Calvino, Lutero... Enfim, Socino é descrito
como homem exemplar.
Eis o motivo
porque raramente é ou será popular combater e resistir os falsos mestres. Eis o
motivo porque Paulo teve grandes problemas para combatê-los em Corinto, na
igreja dos Gálatas, e em todas as outras igrejas. Falsos mestres, hereges... são amáveis, falam muito sobre o amor, em ajuda aos
necessitados... são simpáticos, falam sobre “paz paz..” – então eles quase sempre são vistos como uma
benção para a igreja. Eles sempre tem palavras
cativantes. Eles são atenciosos. Eles falam o que muitos querem ouvir. Eles
estão prontos a adaptar a verdade. Eles são cavaleiros... Então Paulo diz:
“e com suaves palavras e
lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18
“Suaves
palavras” –
A frase significa discurso suave. Eles sabem falar de forma inteligente. O
diabo coloca os erros mais devastadores não na boca de hereges óbvios... ele não coloca esses erros na boca de homens que são um
desastre para o objetivo dele. Palavra suaves e
lisonjas. A palavra é eulogia, como elogio. É
a ideia de uma eloquência
falsa, mentiras bem escolhidas e que tem um som
atraente e enganam o coração dos ingênuos, é o que Paulo diz.
Inteligente, eloquente, polido, de fala suave,
elogiando, lisonjeiro, abraçando causas nobres... Ele ganha o ouvido e engana o
coração.
Nunca, nunca
será popular resistir falsos mestres na igreja, eles são vistos como benção e
não tragédia!
Fonte: Site do autor
Assinar:
Postagens (Atom)






