Ótimos títulos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fanáticos ou Defensores da Verdade?


John Kennedy


Em tempos como o nosso é fácil alguém parecer fanático, se mantém uma firme convicção sobre a verdade e quando se mostra cuidadoso em ter certeza de que sua esperança procede do céu. Nenhum crente pode ser fiel e verdadeiro nesses dias, sem que o mundo lhe atribua a alcunha de fanático. Mas o crente deve suportar esse título. É uma marca de honra, embora a sua intenção seja envergonhar. É um nome que comprova estar o crente vinculado ao grupo de pessoas das quais o mundo não era digno, mas que, enfrentando a ignomínia por parte do mundo, fizeram mais em benefício deste do que todos aqueles que viviam ao seu redor. O mundo sempre sofre por causa dos homens que honra. Os homens que trazem misericórdia ao mundo são os que ele odeia.

Sim! Os antigos reformadores eram homens fanáticos em sua época. E foi bom para o mundo eles terem sido assim. Estavam dispostos a morrer, mas não comprometeriam a verdade. Submeter-se-iam a tudo por motivo de consciência, mas em nada se sujeitariam aos déspotas. Sofreriam e morreriam, mas temiam o pecado. Esse fanatismo trouxe liberdade para a sua própria terra natal, como bem demonstra o exemplo dos reformadores escoceses. O legado deixado por esses homens . cujo lar eram as cavernas na montanha e cuja única mortalha era a neve, que com freqüência envolvia seus corpos quando morriam por Cristo . é uma dádiva mais preciosa do que todas as oferecidas por reis que ocuparam o trono de seus países ou por todos os nobres e burgueses que possuíam suas terras. Sim, eles eram realmente fanáticos, na opinião dos zombadores cépticos e perseguidores cruéis; e toda a lenha com a qual estes poderiam atear fogueiras não seria capaz de queimar o fanatismo desses homens de fé.


Foram esses implacáveis fanáticos, de acordo com a estimativa do mundo, que encabeçaram a cruzada contra o anticristo, quando na época da Reforma desceu fogo do céu e acendeu em seus corações o amor pela verdade. Esses homens, através de sua inabalável determinação, motivados por fé viva, venceram em épocas de severas provações, durante as quais eles ergueram sua bandeira em nome de Cristo. Um lamurioso Melanchthon teria barganhado o evangelho em troca de paz. A resoluta coragem de um Lutero foi necessária para evitar esse sacrifício. Em todas as épocas, desde o início da igreja, quando a causa da verdade emergiu triunfante sobre o alarido e a poeira da controvérsia, a vitória foi conquistada por um grupo de fanáticos que se comprometeram solenemente na defesa dessa causa.


Existe hoje a carência de homens que o mundo chame de .fanáticos.. Homens que possuem pulso fraco e amor menos intenso pouco farão em benefício da causa da verdade e dos melhores interesses da humanidade. Eles negociarão até sua esperança quanto à vida por vir em troca da honra proveniente dos homens e da tranqüilidade resultante do comprometimento do evangelho. Há muitos homens assim em nossos dias, mesmo nas igrejas evangélicas e na linha de frente do evangelicalismo; homens que se gloriam de uma caridade indiscriminada em suas considerações, de um sentimento que rejeita o padrão que a verdade impõe; homens que aprenderam do mundo a zombar de toda a seriedade, a queixarem- se da escrupulosidade de consciência e a escarnecer de um cristianismo que se mantém através da comunhão com os céus! Esses têm os seus seguidores. Um amplo movimento emergiu afastado do cristianismo vital, de crenças fixas e de um viver santo. As igrejas estão sendo arrastadas nessa corrente. Aproxima- se rapidamente o tempo em que as únicas alternativas serão ou a fé viva ou o cepticismo declarado.

Uma violenta maré se abate sobre nós nessa crise, e poucos mostram-se zelosos em resistir. Não podemos prever qual será o resultado nas igrejas, nas comunidades e nos indivíduos, tampouco somos capazes de tentar conjeturá-lo sem manifestar sentimentos de tristeza. Contudo, uma vitória segura é o destino da causa da verdade. E, até que chegue a hora de seu triunfo, aqueles que atrelaram seus interesses à carruagem do evangelho perceber ão que fazem parte de um grupo que está diminuindo, enquanto avançam até àquele dia; seu sentimento de solidão se aprofundará, enquanto seus velhos amigos declinarão à negligência, a indiferença se converterá em zombaria, e as lamúrias se transformar ão em amarga inimizade. Eles levarão adiante a causa da verdade somente em meio aos escárnios dos incrédulos e às flechas dos perseguidores.


Mas nenhum daqueles que amam a verdade . aqueles cujos olhos sempre descansaram na esperança do evangelho . deve acovardado fugir das provações. Perecer lutando pela causa da verdade significa ser exaltado no reino da glória. Ser massacrado até à morte, pelos movimentos de perseguição, significa abrir a porta da prisão, para que o espírito redimido passe da escravidão ao trono. Em sua mais triste hora, aquele que sofre por causa da verdade não deve recusar a alegria que os lampejos da mensagem profética trazem ao seu coração, quando brilham através das nuvens de provação. O seu Rei triunfará em sua causa na terra e seus amigos compartilharão da glória dEle. Todas as nações sujeitar-se-ão ao seu domínio. As velhas fortalezas de incredulidade serão aniquiladas até ao pó. A iniqüidade esconderá sua face envergonhada. A verdade, revelada dos céus, receberá aceitação universal e será gloriosa no resplendor de seu bendito triunfo aos olhos de todos.


Fonte: Editora Fiel


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Fala, Senhor!




Fernando Paulo Ferreira

“... naqueles dias a palavra do Senhor era muito rara; as visões não eram freqüentes.”  (1 Samuel 3:1)

Uma pessoa de certa denominação chegou-se a mim e disse:
— O Senhor Deus me falou em sonhos de noite, dizendo que você terá uma revelação esta noite. Tudo o que você tem que fazer é ir na minha denominação e entregar lá uma oferta generosa que a revelação vai acontecer.

Primeiro, não caio nessa. Porque com Deus não se negocia. A palavra de Deus está acessível a todo crente e não somente a alguns que se dizem profetas. Deus vai falar a cada um o que é certo através do Espírito Santo que habita em nós. Não necessitamos de intermediários, nem de rituais para que Deus nos fale. Ele mesmo nos resgatou, nos trata por filhos e fala diretamente a nós, como um pai fala com seus filhos.

Segundo, Deus não necessita mais de porta-voz na terra quando quer falar com seus filhos. O Espírito Santo fala a nós, diretamente, aquilo que ele ouviu de Deus. Ele nos ensina o caminho que devemos seguir, o que devemos fazer, o que devemos falar.

Deus nos usa como instrumentos para evangelizar aos incrédulos. É nesse caso que somos os porta-vozes de Deus. Isto porque os incrédulos não tem como ouvir a Deus, seus ouvidos estão fechados às suas palavras e também porque não tem o Espírito de Deus habitando dentro deles.

Jamais devemos colocar palavras na boca de Deus como se ele nos tivesse falado. Pecado grave é. Pois estamos levando palavras de nossos próprios sonhos e visões, dizendo que foi Deus quem nos falou quando ele nada nos falou.  Se você conversa com Deus através da oração, é certo que ele responderá da maneira que bem lhe parecer. Aí, então, você estará capacitado a fazer aquilo que Deus colocou em seu coração para falar, fazer ou para onde ir.

O profeta Jeremias alertou o povo da sua época contra aqueles que profetizavam palavras falsas dizendo ser de Deus.  Aqueles que profetizavam não tinham o Espírito Santo de Deus em seus corações. Portanto, as palavras ditas para o povo, soavam como músicas aos seus ouvidos, assim como as palavras dos falsos profetas dos dias de hoje.

Hoje também Deus levanta seus servos para alertar seu povo contra toda mentira proferida da boca dos falsos profetas que dizem falar em nome de Deus.  Ao mesmo tempo, ele levanta seus servos para pregar a palavra de arrependimento aos incrédulos. É isso o que Deus quer. Ele deseja que todos os homens se salvem e não pereçam em seus pecados. Por isso aqueles que aceitarem de bom coração suas palavras, ditas por seus servos com a ajuda do Espírito Santo, serão salvos. Aqueles que deixaram de ouvir suas palavras perecerão e levarão sobre si seus pecados.

Não aceite nenhuma profecia dita fora do contexto da palavra de Deus. Quando isso acontecer, faça você mesmo a pergunta a Deus se isso é verdade. Afinal, por que um Pai amoroso, que está sempre perto, bem ao nosso lado, encarregaria outra pessoa para nos entregar um presente? Deus não age assim. Se você realmente é abençoado com o dom do Espírito Santo, não necessitaria que outra pessoa venha falar em nome de Deus o que ele, provavelmente, nunca te falou.

Ele mesmo falará para você.

Por isso, e por outras coisas, a palavra de Deus é tão rara, e as visões não são freqüentes nos dias de hoje, porque os crentes, e principalmente, os líderes desenvolveram a preguiça espiritual de buscar na fonte de água viva sua inspiração, preferindo ouvir de outras pessoas, ler de outros livros, copiar de outros pastores.
Finalizando, precisamos dobrar nossos joelhos, pedir a Deus a direção, a inspiração, a sabedoria e as palavras certas para dirigir o rebanho e pregar a palavra aos que tem sede e fome espiritual.

Fala, senhor, que o teu servo ouve! (1 Samuel 3:10).

19/02/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O contraste entre o justo e o ímpio




Rev. Hernandes Dias Lopes


O livro dos Salmos é uma coletânea de cânticos, orações e lamentos do povo de Deus, escrito por vários autores, desde os dias de Davi até o período pós-cativeiro babilônico. Há mais de cem citações do livro de Salmos no Novo Testamento. Isso prova sua relevância na história da redenção. Esse livro tem sido uma fonte de consolo para a igreja de Deus ao longo dos séculos até aos dias atuais. 

O Salmo 1 é a porta de entrada deste, que é o maior livro da Bíblia. Destacaremos, aqui, três lições importantes deste Salmo. 

Em primeiro lugar, um contraste profundo é apresentado. O autor sagrado faz um profundo contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio é como uma palha que o vento dispersa, o justo é como uma árvore plantada junto à fonte. Enquanto o ímpio está seco espiritualmente, o justo tem verdor mesmo nos tempos de sequidão. Enquanto o ímpio não tem frutos que agradam a Deus, o justo produz frutos na estação certa. Enquanto o ímpio não tem estabilidade e é jogado de um lado para o outro pelo vendaval, o justo tem suas raízes firmadas no solo da fidelidade de Deus. Enquanto o ímpio tem suas obras reprovadas por Deus, o justo tem sucesso em tudo quanto faz. Enquanto o ímpio busca a roda dos escarnecedores, o justo se deleita na lei do Senhor. Enquanto o ímpio não terá assento na assembleia do santos nem prevalecerá no juízo, o justo será conduzido por Deus na história e recebido na glória. Enquanto o caminho do ímpio perecerá, o caminho do justo é conhecido por Deus. É tempo de você refletir sobre sua vida. Quem é você? Onde está o seu prazer? Onde está o seu tesouro? Em qual dessas duas molduras você pode colocar sua fotografia? Lembre-se: o ímpio pode parecer feliz, mas seu fim é trágico. Mas, o justo, mesmo passando por provas na vida, é bem-aventurado. 

Em segundo lugar, um caminho de felicidade é descortinado. A felicidade existe e pode ser experimentada. É legítima e compatível com a fé cristã. Essa iguaria especial da alma não se encontra no conselho dos ímpios, daqueles que se esquecem de Deus. Esse tesouro tão cobiçado não é encontrado no caminho largo dos pecadores nem mesmo na mesa, onde os escarnecedores rasgam a cara em ruidosas gargalhas prenhes de escárnio. Onde está a felicidade? Você é feliz em primeiro lugar, por aquilo que evita. Você sorve o néctar da felicidade quando tapa os ouvidos ao conselho dos ímpios, quando afasta seus pés do caminho dos pecadores e quando não busca um lugar junto à mesa na roda dos escarnecedores. Em segundo lugar, você é feliz por aquilo que você faz. Uma pessoa feliz nutre sua alma com os jorros benditos que emanam da lei de Deus. A felicidade está em alimentar a mente com a verdade de Deus e ser governado por essa verdade. Em terceiro lugar, você é feliz por quem você é. Uma pessoa feliz é como uma árvore frondosa, de folhas viçosas e frutos excelentes, que mesmo na adversidade, não perde sua beleza nem escasseia seus frutos. Uma pessoa feliz tem sucesso constante, uma vez que tudo quanto faz será bem sucedido. 

Em terceiro lugar, um juízo inevitável é anunciado. Os ímpios são aqueles que não levam Deus em conta. Esses não têm segurança diante das tempestades da vida e serão levados como a palha que o vento dispersa. Os pecadores são aqueles que deliberada e conscientemente andam na contramão da vontade de Deus e transgridem a lei de Deus. Esses, mesmo sendo religiosos e tendo seu nome no rol de membros de uma igreja não permanecerão na congregação dos justos. Os perversos são aqueles que, além de rejeitarem a verdade, escarnecem de Deus e zombam da fé cristã. Esses podem prevalecer no juízo dos homens, subornando os tribunais e amordaçando a justiça, mas jamais prevalecerão no juízo de Deus. Ímpios, pecadores e perversos podem vender uma imagem glamorosa do pecado e podem passar a imagem de que estão sorvendo todas as taças da felicidade, mas sua alegria é ilusória, sua vida é vazia e sua condenação no juízo é certa. É preciso abrir os ouvidos da alma para escutar a retumbante voz do salmista, quando conclui, dizendo: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.

Fonte: boletim n° 149 (recebido por e-mail)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Necessidades da vida


Max Lucado

A pergunta seguinte é uma das 172 perguntas e respostas do novo livro, Max on Life. 
Pergunta n°145:
Na maioria das minhas orações peço a Deus coisas que eu preciso todos os dias. Elas são necessidades legítimas. (Não estou pedindo a Deus para me tornar um milionário, apenas para me ajudar a pagar a hipoteca). Deus está realmente preocupado com as necessidades da minha vida?
“Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano” (Lucas 11:3).
O que é este pão cotidiano do qual Jesus fala, introduzido na Oração do Senhor? Uma fatia de pão italiano quente na minha porta todas as manhãs? Isso seria bom.
O pão é um alimento básico de toda cultura. De pães asmos a pães com fermento, o trigo tem sido misturado com água e com óleo e colocado sobre o fogo por todas as civilizações. O que é a primeira coisa que um restaurante leva antes da refeição? Pão. (Certo, talvez os restaurantes mexicanos não, mas aquelas tortilhas são feitas de trigo. Elas só estão fritas em óleo).
Mas que tal uma pequena mudança no cardápio diário: “Dá-nos hoje o nosso sorvete com lascas de chocolate moca cotidiano” ou “Dá-nos hoje o nosso caviar de baleia beluga cotidiano”?
Essas coisas são luxos, não necessidades. Desculpe, Deus não as promete.
O pão é uma necessidade valiosa, saborosa e bem-vinda, mas certamente não  é extravagante.
Jesus nos diz para pedirmos pelas necessidades da vida, mas ele promete supri-las?
Logo depois deste apelo pelo pão diário, também encontrado em Mateus 6, Jesus apresenta sua famosa passagem “Não se preocupem”: “Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?” (versículo 25). Deus cuida das aves, das flores e da grama e fornece o básico que elas precisam para existir (versículos 26-30). Por que nós não? Nós não somos mais importantes do que uma andorinha que faz ninho em celeiros, uma petúnia multiflora e uma folha de capim da Bahia?
Pode apostar uma fatia de pão doce fermentado que somos.
Nessa afirmação vem uma promessa de Deus de fornecer comida, roupa e bebida (versículos 25-34) à sua mais importante criação na terra. Mais uma vez o necessário.
Jesus nos diz para pedirmos, em seguida promete dar-nos o básico que precisamos para sobreviver.
Então não se preocupe; ore. Deus tem algo maravilhoso para nós assando no forno. Você consegue sentir o cheiro?

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alegre-se e exulte pois você foi destinado para a glória




Rev. Hernandes Dias Lopes

O povo de Deus não tem apenas expectativa da glória, tem garantia dela. A glória não é uma conquista das obras, mas uma oferta da graça. O apóstolo Pedro trata deste momentoso assunto em sua Primeira Carta e nos ensina quatro grandiosas lições. 


1. O crente é nascido para a glória (1Pe 1.3,4) – Nós fomos regenerados para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Nascemos para uma herança incorruptível, sem mácula, e imarcescível, que está reservada nos céus para nós. Nascemos de novo, de cima, do alto, de Deus, para buscarmos as coisas lá do alto, onde Cristo vive. Não nascemos para o fracasso. Não nascemos para o cativeiro. Não nascemos para amar o mundo nem as coisas que há no mundo. Não nascemos para fazer a vontade da carne nem para andar segundo o príncipe da potestade do ar. Nascemos para as coisas mais elevadas. Nascemos para a glória! 

2. O crente é guardado para a glória (1Pe 1.5) – Neste mundo cruzamos vales profundos, atravessamos pinguelas estreitas, palmilhamos desertos tórridos, enfrentamos inimigos cruéis. Essa caminhada rumo à glória não é amena. A vida cristã não se assemelha a um parque de diversões. Ao contrário, é luta sem pausa contra as trevas; é luta titânica contra o mal. Nessa caminhada rumo à glória pisamos estradas juncadas de espinhos e suportamos muitas aflições. Porém, Deus nunca nos desampara. Ele nunca nos abandona à nossa própria sorte. O apóstolo Pedro escreve: “vós sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.5). Louvado seja Deus, pois nascemos para a glória e somos guardados para ela. Vamos caminhando em sua direção de força em força, de fé em fé, sendo transformados de glória em glória.

3. O crente está sendo preparado para a glória (1Pe 1.6,7) – O crente exulta com a certeza da glória, mesmo sabendo que no caminho para ela é contristado por várias provações (1Pe 1.6). Nossa fé é um dom gratuito de Deus a nós, mas não é uma fé barata. Ela é mais preciosa do que ouro depurado pelo fogo (1Pe 1.7). Deus não apenas nos destinou para a glória, mas também nos prepara para ela. Nessa jornada bendita despojamo-nos continuamente dos trajos inconvenientes do pecado e nos revestimos das virtudes de Cristo. Deus não apenas nos destinou para a glória, mas também está nos transformando à imagem do Rei da glória (Rm 8.29). Estamos sendo preparados para sermos apresentados ao Noivo, como uma noiva pura, imaculada, santa e sem defeito. Isso redundará em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. 

4. O crente já se regozija na glória desde agora (1Pe 1.8,9) – Agora vivemos por fé e não pelo que vemos. Agora caminhamos sustentados pelo bordão da esperança de que Aquele que fez a promessa é fiel. É preciso dizer em alto e bom som que essa caminhada rumo à glória não é feita com gemidos e lamentos. Não cruzamos esse deserto rumo à terra prometida murmurando, assaltados por avassaladora tristeza. Ao contrário, há um cântico de júbilo em nosso peito. Há um grito de triunfo em nossos lábios. Há uma alegria indizível e cheia de glória transbordando do nosso coração. Assim escreve o apóstolo Pedro: “A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais, com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1Pe 1.8,9). A alegria indizível e cheia de glória não é apenas uma promessa para a vida futura, mas um legado para o tempo presente. O evangelho que abraçamos é boa nova de grande alegria. O Reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo. O fruto do Espírito é alegria e a ordem de Deus para a igreja é: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4.4). Que Deus inunde nossa alma dessa bendita alegria. Que as glórias inefáveis da Glória por vir já sejam desfrutadas por nós, aqui e agora, enquanto marchamos rumo à posse definitiva dessa mui linda herança.

Fonte: Boletim n° 148 (recebido por e-mail)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um alerta solene à igreja


Rev. Hernandes Dias Lopes


Hoje é o primeiro dia do ano de 2012. É tempo de balanço, de reflexão, de tomada de decisões. É tempo de despojarmo-nos daquilo que foi apenas peso e comprometermo-nos com princípios e valores que deixamos para trás. Muito embora tenhamos recebido bênçãos sem medida, e todas como expressão da graça de Deus, reconhecemos que a igreja poderia ter sido mais santa, mais unida, mais operosa, mais dinâmica, mais alegre, mais cheia do Espírito Santo. O importante agora é avaliarmos onde falhamos e fazermos uma correção de rota para não repetirmos os mesmos erros e para buscarmos, com afinco, aquilo que deixamos de fazer. Cabe-nos, alinharmos nossas ações com os preceitos da Palavra, e vivermos de modo digno do Evangelho neste novo ano que recebemos. Para isso, três atitudes devem ser observadas:

1. Precisamos fugir do secularismo que mundaniza a igreja. O secularismo é uma realidade inegável. É a ideia de que Deus não interfere em todas as áreas da nossa vida. No domingo somos crentes; durante a semana vivemos a vida do nosso jeito e ao nosso gosto. O que vemos, ouvimos, falamos, fazemos ou deixamos de fazer não é mais regido pelos preceitos das Escrituras. Dicotomizamos a vida em secular e sagrado. Assim, namoro, casamento, negócios e lazer pertencem a área do secular e nessas áreas amoldamo-nos aos ditames do mundo e não aos preceitos da Palavra. Nossas festas, embora precedidas por um culto a Deus, estão se tornando cada vez mais mundanas, onde não faltam bebidas alcoólicas, músicas profanas, danças sensuais, e todos os apetrechos importados das boates mais especializadas no lazer mundano. O mundo está entrando na igreja e a igreja está se amoldando ao mundo. Colocamos o pé no freio ou a igreja será sal sem sabor e luz debaixo do alqueire. Voltamo-nos para Deus para consagrar todas as áreas da nossa vida a ele ou a igreja perderá seu poder, seu testemunho e sua relevância no mundo. 

2. Precisamos fugir do legalismo que oprime a igreja. O legalismo é um caldo mortífero que adoece a igreja em nome da verdade. Os legalistas coam mosquito e engolem camelo. Brigam por aquilo que é secundário e transigem com aquilo que é essencial. Em nome do zelo espiritual ferem pessoas, perturbam a paz e quebram os vínculos da comunhão. Os legalistas agem como os fariseus que acusavam Jesus de pecado por curar no dia de sábado, mas não viam seus próprios pecados quando tramavam a morte de Jesus no sábado. Os legalistas são aqueles que reputam a sua interpretação das Escrituras como infalível e atacam como os escorpiões do deserto aqueles que discordam da sua visão extremada, chamando-os de hereges. O legalismo é fruto do orgulho e desemboca na intolerância. Em nome da verdade, sacrifica a própria verdade e insurge-se contra o amor. O legalismo é reducionista, uma vez de repudia todos aqueles que não olham para a vida pelas suas lentes embaçadas. O legalismo professa uma ortodoxia morta; uma ortodoxia sem amor e sem compaixão. Não podemos caminhar por essa estrada. Aqueles que o fizeram no passado colheram frutos amargos. Acautelemo-nos! 

3. Precisamos fugir do liberalismo e do sincretismo que atacam a igreja. O liberalismo tira da Escritura o que nela está e o sincretismo acrescenta a ela o que nela não pode estar. O liberalismo nega a inerrância e a infalibilidade da Escritura e o sincretismo nega a suficiência da Escritura. A igreja de Deus é aberta a todos, mas não aberta a tudo. Devemos acolher as pessoas sem acepção, mas não podemos abrigar tudo sem exceção. As pessoas devem ser aceitas na igreja; não o pecado. Não podemos tolerar o erro. Não podemos transigir com falsas doutrinas. Não podemos fazer vistas grossas aos falsos ensinos. Não podemos abrir nossas portas às novidades do mercado da fé. Não podemos transigir com a verdade para atrair pessoas à igreja. Não podemos negociar princípios e valores para buscarmos o crescimento da igreja. Nosso compromisso é alimentar as ovelhas e não entreter os bodes. Que Deus nos ajude a caminharmos vitoriosamente em 2012!

Recebido por e-mail, Boletim nº 147

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Evangélicos não convertidos



Pr. Airton Evangelista da Costa

SER EVANGÉLICO, ou melhor, freqüentar igrejas evangélicas continua sendo uma boa opção para muitos. O termo “protestante” está em desuso. Os evangélicos não convertidos ou num lento processo de libertação, que tentarei identificar, odeiam protestar contra qualquer coisa. Quais suas principais características?

Sabem que possuem um conhecimento superficial da Palavra, mas nada fazem para superar essa deficiência. Às vezes, se mostram curiosos por conhecer detalhes da Bíblia - “Quantos anos viveu Moisés?”; “Por que Deus não prende logo satanás e seus anjos?”- mas longe estão de pesquisar e meditar.

São facilmente manipulados pelas seitas; são propensos a acreditar no “outro evangelho”; não conseguiram se libertar da idolatria da igreja tradicional; trocaram as imagens pelos amuletos: um lençol, um cajado, um punhado de sal, um copo dágua.

Mudam com freqüência de igreja. Procuram uma que se adapte ao seu modo de pensar e agir.

São pouco dados à contestação de desvios doutrinários. Alegam que devemos respeitar as opiniões dos outros. Para os pecados, alegam que todos somos pecadores, que ninguém pode atirar a primeira pedra, que Deus conhece nossas fraquezas: “Ele sabe que sou fraco”. São desculpas para o pecado consciente e continuado.

Por não conhecerem a Palavra, não dão o devido valor à defesa dos princípios cristãos, dos valores éticos e morais. Fogem a essas discussões: “Todo mundo faz”; “cada um por si e Deus por todos”; “vivo a minha vida, dou esmolas, vou à igreja aos domingos, dou minha oferta”. Nem fedem, nem cheiram.

Raramente participam dos trabalhos da igreja. Não evangelizam, não freqüentam círculos de oração, não louvam, não pregam, não freqüentam escolas bíblicas.

O nome “evangélico” soa muito bem em seus lábios. Esse vocábulo tem uma sonoridade toda especial. De quando em vez, artistas do rebolado e figuras televisivas se apresentem ostentando a bandeira evangélica.

Satisfazem-se em saber que a mulher do governador é evangélica; o prefeito é evangélico; o deputado tal é evangélico, mas evitam o “desgaste” de afirmar que sua auxiliar doméstica é evangélica. Esta não é sua irmã em Cristo. Não freqüentam a mesma igreja, a igreja da elite. Dizer que o camelô da esquina é seu irmão de fé? Nem pensar.

“Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 Jo 3.18).

25.10.2010
Revisado/atualizado em 09.01.2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A OBRA DE DEUS NESTA DISPENSAÇÃO




Watchman Nee

Leitura: "A graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo (...) E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo Naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o Corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Efésios 4-7, 11-16).

Vamos considerar agora o seguinte assunto: o que é a obra de Deus nesta dispensação? Encontramos a resposta na passagem de Efésios citada acima: a obra de Deus nesta dispensação é formar o Corpo de Cristo. E a obra da Igreja é exatamente a mesma, isto é, formar o Corpo de Cristo: "Todo o Corpo (...) efetua o seu aumento para a edificação de si mesmo em amor". Nenhuma missão, escola bíblica, grupo evangelístico ou coisa semelhante pode jamais tomar o lugar da Igreja ou fazer a obra da Igreja.

PARA O APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS
A típica Igreja de hoje está preocupada principalmente com a salvação de almas, mas no Novo Testamento, como em Efésios, não vemos isso. Cristo deu alguns para serem apóstolos, alguns para serem profetas, outros para serem evangelistas e outros para pastores e mestres. Por quê? Para o aperfeiçoamento dos santos. A principal preocupação da Igreja hoje parece ser salvar os homens do inferno, da punição, da dor e da perda. Isso é bom, mas não é o propósito de Deus para a Igreja. Não é Sua obra para a Igreja.
A tarefa que Ele designou para a Igreja é "o aperfeiçoamento dos santos", porque a obra de Deus e a obra da Igreja é a formação e edificação do Corpo. É nos dito que, tendo em vista a encarnação do Senhor Jesus, Deus formou um Corpo para Ele, Cristo; da mesma forma, o Senhor Deus está também preparando um Corpo para Ele hoje. Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são dados à Igreja para edificarem o Corpo, isto é, eles, como membros do Corpo, são para a edificação do Corpo. Os membros do Corpo são para o Corpo.
Os dons para a Igreja, que são membros do Corpo, são para o Corpo. O Corpo é para edificar o Corpo.

NÃO DOUTRINA, MAS VIDA
Pode a obra de Deus estar fora da Igreja em alguma missão, grupo evangelístico ou qualquer outro órgão? Nunca! Porque tem de ser a própria Igreja - o Corpo - que faz a obra do Corpo. Isso decide as considerações sobre obreiros ou missões independentes, grandes ou pequenas, notavelmente organizadas ou motivadas pela fé. Se estão separadas do Corpo, estão separadas da ordem de  Deus.
Isso não é um princípio ou doutrina, mas é uma questão de vida. Se você tiver revelação em relação a isso, então, no momento em que fizer a menor coisa individualista e não relacionada ao Corpo, você sentirá e saberá que está errado, mesmo sendo uma coisa pequena. Não existe absolutamente qualquer lugar para a independência ou individualismo, pois isto é o ego, isto é você, não é Cristo. Você entende isso como doutrina? Se você não tem consciência do Corpo, então seu entendimento está na esfera mental e não lhe vem por revelação. Se for assim, é algo que você recebeu de fora, não é algo que veio do interior. Não é espontâneo e não é vida para você. Pelo contrário, é algo em sua mente e não uma revelação; caso contrário, você teria consciência do Corpo. Se é algo que você pode jogar fora, de que pode livrar-se ou pôr de lado, então você não tem revelação sobre o Corpo.

Se você está realmente no Corpo, como uma experiência resultante de revelação, você não tem como se livrar dele. Você não tem outro caminho, não existe outra escolha - só existe um caminho para você. Se você não seguir este caminho, não existe outro caminho para você, simplesmente porque você viu o Corpo por revelação. Se for revelação será algo interior, no seu espírito, e não algo exterior, em sua mente.
Fora da Igreja, que é o Corpo de Cristo, não há possibilidade de trabalhar para Deus. Se você for a um lugar onde existe uma igreja verdadeira, isto é, uma expressão do Corpo de Cristo que é realmente Sua igreja, você não pode trabalhar separado daquela igreja, isto é, não relacionado com ela. Não abrigue a idéia de que os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres são os únicos obreiros que Deus estabeleceu no Corpo e para o Corpo. Realmente não são os únicos; cada membro do Corpo é designado por Deus para trabalhar para Deus e para o Corpo para a edificação do Corpo. Não é que alguns são obreiros e outros são simplesmente membros do Corpo. Todos são obreiros. O Corpo de Cristo deve edificar a si mesmo. Tudo deve vir do Corpo e tudo deve ser para o Corpo. Não estamos aqui para estabelecer algo, para estabelecer uma "coisa", para sermos um modelo de culto, para representar um novo movimento. Estamos aqui para representar uma expressão da vida de Cristo em Seu Corpo. Em Xangai, o que quer que seja do Senhor, quem quer que seja do Senhor, qualquer coisa e qualquer um que represente uma medida da vida de Cristo, nós os consideramos como pertencendo a nós. Eles são parte de nós, quer percebam ou reconheçam isso, quer não, e nós somos parte deles.
Se não for algo vivo, não é a Igreja. Uma coisa morta não pode ser Seu Corpo.
Geralmente o que mantém unida uma missão ou obra é um conjunto de doutrinas, algumas especiais, ou o próprio fundador, que pode ter sido um homem piedoso. Que o Senhor nos livre disso, pois tudo isso é morto. O Espírito Santo não pode apoiar tal coisa ou ministrar a ela, pois é uma "coisa", e o Espírito Santo só pode usar um organismo vivo: o Corpo, a Igreja. Toda obra deve sair da Igreja e toda obra deve ser para a Igreja, para a sua edificação.

O alvo de tudo o que mencionamos é encontrado em Efésios 4-13: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo". Isso nunca poderá ser realizado individualmente; só pode ser realizado e alcançado como um Corpo. Portanto, peçamos a Deus para tratar conosco e cortar todo o individualismo, todo pensamento próprio, toda decisão própria e toda a ação e movimento individualistas. Nossa vida inteira deve ser vivida no Corpo. Pecamos ao Senhor para nos ensinar como viver no Corpo. A vida do Corpo não é algo que possamos estudar, mas é algo muitíssimo natural e espontâneo, se estamos no Corpo por revelação.
(Watchman Nee - A Obra de Deus)

Recebido, por e-mail do Irmão Alexandre Rodrigues

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O profeta Elias escreveu uma carta mediúnica depois de sua morte?




Anísio Renato de Andrade

O PROFETA ELIAS E A CRONOLOGIA DOS REIS


Será que o profeta enviou uma carta do além para o rei Jeorão? 

Uma leitura superficial da bíblia e o desconhecimento dos costumes da época podem produzir conclusões absurdas a respeito dos fatos bíblicos, como veremos no seguinte exemplo:      

II Rs.2.11 – Elias foi arrebatado.     
II Rs.3.1 – Começa o reino de Jorão em Israel.      
II Rs.8
.16 – Começa o reino de Jeorão em Judá (5 anos depois do início de Jorão).       
II Cr.21.12 – Elias escreve uma carta para o rei Jeorão de Judá.    

Observando-se tal sequência, surge a pergunta: Como Elias poderia ter escrito essa carta, se ele havia sido arrebatado muitos anos antes? 

Algumas pessoas (espíritas), sugerem duas explicações alternativas: 

1 - Elias não foi arrebatado. Ele estava na terra quando escreveu a carta. Logo, o texto sobre o arrebatamento é apócrifo, ou seja, falso. 
2 - Elias morreu e enviou uma carta psicografada para o rei através de um médium. 

Seria igualmente absurda a seguinte análise:  

Mc.6.16 – João Batista foi degolado, por ordem de Herodes. 
Mc.6.20 – Herodes ouve mensagens de João Batista.      

Seriam mensagens do além? Como Herodes poderia ouvir João no versículo 20, se ele morreu no versículo 16? (E olha que não tinha fita cassete, nem DVD nem MP3). É claro que um questionamento desse tipo não resiste a uma leitura atenta dos versículos 16 até 29. O exame do contexto é um dos princípios magnos da hermenêutica. A interpretação bíblica não pode ser feita com segurança a partir de versículos isolados. O verso 16 cita a morte de João e os versículos seguintes vão explicar as circunstâncias de sua morte, ou seja, vão narrar os últimos fatos da sua vida. Logo, não há que se falar em psicografia (tá amarrado!), mediunidade (tá queimado!), nem coisa parecida (tá amarrada também!).    

Absurdo semelhante seria dizer que Pedro negou a Cristo 12 vezes: 3 em Mateus, 3 em Marcos, 3 em Lucas e 3 em João.   

Voltemos
, portanto, à história de Elias. Antes de explicar, vamos complicar um pouco mais. Compare II Rs.1.17 com II Rs.8.16:   

II Rs.1.17 - "Assim, pois, morreu (Acazias, filho de Acabe) conforme a palavra do Senhor que Elias falara. E Jorão (seu irmão) começou a reinar em seu lugar (em Israel) no ano segundo de Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá; porquanto Acazias não tinha filho". (As notas entre parênteses são do autor deste artigo).  

II Rs.8.16 – "Ora, no ano quinto de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, Jeorão, filho de Jeosafá, rei de Judá, começou a reinar".     

Vamos simplificar as afirmações:    
II Rs.1.17 diz que, no segundo ano do reinado de Jeorão em Israel, Jorão começou a reinar em Judá.     
II Rs.8.16 diz que, no quinto ano do reinado de Jorão em Judá, Jeorão começou a reinar em Israel.     
Será que estamos diante de uma contradição bíblica? Qual rei começou a reinar primeiro? Quando encontrarmos contradições ou erros na bíblia, estejamos certos de que os errados somos nós e precário o nosso entendimento.      

Dá para complicar um pouco mais? É possível. Veja: 
II Rs.3.1 – "Ora, Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Jeosafá, rei de Judá, e reinou doze anos". 

Agora a confusão está completa (e bastante incrementada pela semelhança dos nomes). Afinal, Jorão começou a reinar sobre Israel no segundo ano do reinado de Jeorão de Judá, ou no décimo oitavo ano do rei Jeosafá de Judá?   

Para sairmos desse nó (cego), precisamos conhecer um pouco dos costumes antigos. Algumas vezes, um príncipe começava a reinar enquanto o rei, seu pai, ainda era vivo (IRs.1.43; IIRs.15.5; Dn.5.1,29). Foi o que aconteceu nesse caso. No décimo sétimo ano do seu reinado, Jeosafá nomeou seu filho Jeorão como rei em Judá. Portanto, durante alguns anos, Judá teve dois reis, o pai e o filho. Tal medida tinha por finalidade garantir a sucessão real através daquele filho, dificultando que outra pessoa, até mesmo outro filho, assumisse o governo quando o pai morresse. Isto fica evidente no fato de que, após a morte de Jeosafá, seu filho Jeorão mandou matar todos os seus irmãos (IICr.21.4).     

Assim, o décimo oitavo ano do reinado de Jeosafá em Judá era também o segundo ano do reinado do seu filho Jeorão, também em Judá. Foi quando começou o reinado de Jorão, filho de Acabe, em Israel, conforme IIRs.1.17 e IIRs.3.1 e IRs.22.50.      

No quinto ano do reinado de Jorão sobre Israel, morreu o rei Jeosafá de Judá, e seu filho Jeorão assumiu sozinho o trono (IRs.22.50). Portanto, foi um novo começo para ele, conforme IIRs.8.16. Considerando esta como a efetiva entronização de Jeorão em Judá, fica parecendo que o seu governo tenha iniciado depois de Jorão em Israel.      

Portanto
, não existem erros nem contradições nem espiritismo nessa história. Se misturarmos os fatos dos livros de Reis e Crônicas, conforme fizemos no início, imaginando que a ordem em que os livros aparecem na bíblia corresponda à cronologia, criaremos fantasias espetaculares (Deus nos livre). Reis e Crônicas (e parte de Samuel) são relatos paralelos e não consecutivos. Sua relação é semelhante à existente entre os quatro evangelhos. 

Se, porém, tomarmos apenas os livros de I e II Reis para análise, encontraremos a linha cronológica de modo mais evidente, mesmo porque, na bíblia hebraica, os dois compõem um só livro. Então, vejamos: 

I Rs.22.50 – O rei Jeosafá morreu e seu filho Jeorão assumiu o trono. 
II Rs.2.11 – Elias foi arrebatado.     
Portanto, Elias teve tempo e todas as condições normais para enviar uma carta normal para o rei Jeorão. Não se trata de carta do além, nem psicografia (graças a Deus).  
Conforme II Rs.1.17, Elias estava na terra, vivo, em corpo (carne e ossos), e alma e espírito (afinal, sou tricotomista), ao mesmo tempo em que reinavam Jorão em Israel e Jeorão em Judá. Os três foram contemporâneos. Logo, o profeta poderia escrever uma carta para Jeorão, sem dificuldade (e sem mediunidade). E se, de outro modo, Elias não estivesse na terra, Deus usaria Eliseu para levar a mensagem ao rei. Afinal, ele sucedeu Elias para quê? Só pra ganhar a capa? Não.

O texto de IIRs.3.1, que cita o início do reino de Jorão em Israel, é uma recapitulação do assunto, pois a posse do monarca já tinha sido relatada em 1.17. Logo, não ocorreu após o arrebatamento de Elias descrito no capítulo 2.        

Podemos continuar a leitura de II Reis até o fim. Se começarmos a ler I Crônicas, que vem logo a seguir, precisaremos estar conscientes de que, depois das genealogias, o livro vai recontar a história dos reis de Israel e Judá. Só falta a turma da heresia mal feita dizer que Davi morreu em I Rs.2.10 e reencarnou em IICr.2.15. Na sequência das crônicas, os monarcas já citados aparecerão novamente no texto e Elias também (IICr.21.12). Esta última referência corresponde ao final do primeiro livros dos Reis (compare IRs.22.50 com IICr.21.1).      

Os apologistas do espiritismo querem provar, a qualquer custo, que Elias tenha morrido para que possam justificar sua suposta reencarnação em João Batista. Ainda não foi desta vez. 

Encerro citando as palavras de Jesus: "Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus". Misericórdia! Amém.

Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
www.santovivo.net

Veio para o que era seu e os seus não o receberam



Pastor Ricardo Sterkenburg
Texto: João 1:11
Depois de um hiato de reflexão sobre o valor desta matéria e o tempo que tenho disponível para cumprir meu dever, volto para o website de Ministérios RBC. A Bíblia que Deus nos deu foi escrita dentro das leis gramaticais. É mister, a meu ver, prestar bem atenção nas regras gramaticais. Há um trecho, considero eu, que não está sendo bem compreendido, o qual encontra-se no livro de João 1:11, “Veio para o que era seu e os seus não o receberam.”
Desejo salientar as palavras “seu e seus”. Os tradutores as traduziram com dificuldade. Em primeiro lugar, João, originalmente, escreveu os dois pronomes no plural. E também deixou-se de refletir o gênero destes pronomes o qual amplia um pouco o significado deste trecho. João, como no idioma português, teve o recurso do masculino, feminino e ainda mais um, a saber; o neutro (algo parecido com isso, isto, tanto, quanto, tão, tal, etc).
O primeiro pronome deveria ter sido traduzido como um neutro plural. Comumente traduzido com “coisas” ou seria Jesus veio para “suas coisas”. O segundo pronome é um pronome masculino plural que, em parte, indica o gênero masculino, porém pode também contemplar ambos os gêneros. Por exemplo, podemos falar dos membros da igreja. Isso descreve uma pluralidade sem reflexos genéricos, tanto homens como mulheres. É um pouco difícil achar uma tradução com gênero plural masculino, sendo ainda plural. Seria parecido aos seus povos, congêneres ou consanguíneos para indicar o povo dele, tanto mulher como homem.
Agora temos que determinar o significado atribuído para este vocábulo grego, ιδιος para o qual temos várias palavras portuguesas “idioma, idiopatia, etc. Este vocábulo grego encontra-se 113 vezes no Novo Testamento. A maioria das vezes os tradutores o traduziram como “seu(s) sua(s)” (32 vezes); ou “próprio(s) própria(s)” (51 vezes) na Bíblia em português. Então, o significado propriamente dito, seria “…o que é seu ou o que é seu próprio”. Assim indicando o domínio de algo que pertence a palavra em si. As palavras “seu/sua” são pronomes possessivos que refletem perfeitamente este significado. O outro vocábulo “próprio” também demonstra domínio, como “a quem pertence a”.
A palavra é usada para indicar uma singularidade ou ligação particular ao substantivo que se qualifica. Repetidas vezes encontramos expressões na Bíblia como: “seu próprio corpo, seu próprio marido, suas próprias ovelhas, seu próprio idioma, etc.” Chega então o momento de traduzir estes vocábulos no livro de João 1:11: “Veio para suas próprias coisas e os seus próprios congêneres não o receberam”, (parecer do escritor).
Quais são as coisas que pertenceram a Ele? Tudo que se acha na Terra Santa, exceto os seres humanos. Paulo nos faz lembrar que tudo foi criadopara ele, “…pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra […]. Tudo foi criado por meio dele e para ele” Colossenses 1:16. As árvores e seus frutos, os rios e mares até os edifícios pertencem a Jesus. Veja o que Ele disse sobre o templo, “…não façais da casa de meu Pai casa de negócio” João 2:16. Foi dito quando purificou o templo dos negociantes. Em seguida, no mesmo livro Jesus disse: “Tudo quanto o Pai tem é meu” João 16:15. Três vezes Jesus referiu-se ao templo como: “A casa do meu Pai” Mateus 21:13; Marcos 11:17 e Lucas 19:46.
No Antigo Testamento, nos dias da distribuição da Terra Prometida, Deus disse seguidamente: “…porque a terra é minha…” (Levítico 25:23). Veja ainda Levítico 26:4, “…eu vos darei as vossas chuvas e seu tempo; e a terra dará a sua messe, e a árvore do campo, o seu fruto”. É muito interessante como o autor da Bíblia, o Espírito Santo, preservou este conceito por ter usado este vocábulo no neutro plural, “suas próprias coisas”.
O segundo vocábulo “seus próprios congêneres” é logo entendido pelos conhecedores da Bíblia como o povo judaico. Muitos estudiosos da Bíblia logo pensam em Gênesis 12:2, “…de ti farei uma grande nação…”. Quando o templo de Salomão foi dedicado, Deus respondeu-lhe a oração chamando os presentes como “meu povo“. “…se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar…” 2 Crônicas 7:14. Na oração própria, Salomão chama Israel como o povo de Deus, “…teu povo de Israel… (6:33). No Novo Testamento, na oração de Simeão, Israel ainda está identificada como o povo de Deus “…para a glória do teu povo de Israel,” (Lucas 2:32). Esta expressão também se acha nos escritos do apóstolo Paulo, “…terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? Deus não rejeitou os Seu povo,” Romanos 11:1-2.
É claro então que João tem em vista o povo de Israel e as coisas na terra chamada “Santa”. Jesus “Veio para o que eram suas próprias coisas (tudo que pertencia à terra santa; seu terreno, suas searas, celeiros, o próprio templo) e os seus próprios compatrícios não o receberam” (João 1:11).
Doutor Ricardo Sterkenburg
Diretor Jubilado do Seminário Batista Regular em São Paulo

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Salvação: dádiva de Deus e não conquista do homem



Rev. Hernandes Dias Lopes

A salvação não é um prêmio que recebemos por causa das nossas obras, mas um presente que recebemos por causa da graça. Não conquistamos a salvação pelo nosso esforço, recebemo-la pela fé. Não é resultado do que fazemos para Deus, mas do que Deus fez por nós. Falando a Nicodemos, Jesus destacou essa verdade axial no versículo mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Nesse versículo nós encontramos sete verdades preciosas acerca dessa tão grande salvação.

 
Em primeiro lugar, a salvação é grande pela sua procedência. “Porque Deus amou…”. O Deus Todo-poderoso, criador do universo e sustentador da vida tomou a iniciativa de nos amar, mesmo antes da fundação do mundo. Seu amor por nós é eterno, deliberado, autogerado e incondicional. Deus não nos amou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa do amor de Deus não está em nós, mas nele mesmo.

Em segundo lugar, a salvação é grande pela sua amplitude. “Porque Deus amou ao mundo…”. Deus amou as pessoas de todos os tempos, de todas as raças, de todos os lugares, de todas as classes e de todos os credos. Amou não aqueles que o amavam, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não porque correspondíamos ao seu amor, mas amou-nos apesar de nossa rebeldia. 

Em terceiro lugar, a salvação é grande pela sua intensidade. “Deus amou ao mundo de tal maneira…”. Essa expressão de “tal maneira” aponta para o amor singular, incomparável e superlativo de Deus. Seu amor não foi apenas falado, mas demonstrado. Demonstrado não com cenas arrebatadoras, mas com o sacrifício supremo. O amor de Deus não foi esculpido com letras de fogo nas nuvens, mas demonstrado na cruz. 

Em quarto lugar, a salvação é grande pela sua dádiva. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”. Deus não deu ouro e prata nem mesmo um anjo para a nossa redenção. Deus deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho. Deu-o para que ele se esvaziasse e vestisse pele humana. Deu-o para que seu Filho fosse rejeitado e desprezado entre os homens. Deu-o para que seu Filho suportasse o escárnio das cusparadas e suportasse a maldição da cruz. Deu-o como sacrifício para o nosso pecado. 

Em quinto lugar, a salvação é grande pela sua oportunidade. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê…”. A salvação não é recebida como fruto do merecimento, mas como resultado da graça mediante a fé. A salvação não é dada àqueles que se julgam santos nem àqueles que praticam boas obras com o propósito de alcançarem o favor de Deus. A salvação é oferecida gratuitamente àqueles que crêem em Cristo. Não é crer em anjos nem em santos, mas crer em Jesus, o Filho de Deus. Jesus é o caminho para Deus, a porta do céu, o único mediador que pode nos conduzir ao Pai. 

Em sexto lugar, a salvação é grande pela sua libertação. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça…”. A salvação é o livramento da ira vindoura, é a soltura das cadeias da morte, é a alforria dos grilhões do inferno. Aqueles que permanecem incrédulos perecerão eternamente. Aqueles que se mantêm rebeldes contra o Filho jamais verão a vida nem desfrutarão do paraíso de Deus. Aqueles que não beberem da Água da Vida, terão que suportar o fogo que nunca se apaga. 

Em sétimo lugar, a salvação é grande pela sua oferta. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus não apenas livra da condenação os que crêem, mas também oferece a eles vida eterna. A vida eterna é uma perfeita e íntima comunhão com Deus pelo desdobrar da eternidade. A vida eterna será como uma festa que nunca mais vai acabar, no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores iguarias, trajando vestes alvas. Enquanto a eternidade durar, desfrutaremos dessa gloriosa vida. Bendito seja Deus por tão grande salvação!

Fonte: Boletim 146 (recebido por e-mail)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

10 Lições Sobre o Amor à Igreja


Paulo nos ensina, em 1 Tessalonicenses 3, dez importantes lições sobre como podemos expressar nosso amor ao povo de Deus:
1.Devemos amar nossos irmãos em Cristo. Temos de amar a igreja de nosso Senhor, a qual ele comprou com o seu sangue (Atos 20.28).
2.Devemos nos preocupar com o estado da fé da igreja. Nosso amor pela igreja passa direto pela condição de sua fé.
3.Devemos agir em favor da igreja. Paulo mandou Timóteo para lá. Diante de uma situação grave, Paulo fez sacrifícios pessoais que o privaram de seu principal ajudador para apoiar o povo de Deus em Tessalônica.
4.Devemos usar nossas próprias experiências de sofrimento, lutas e até mesmo nosso lidar com o pecado como um meio para encorajar e fortalecer nossos irmãos que passam pelos mesmos problemas. Podemos ter a tendência de ser duros com quem está fraco na fé ou esmorece, mas nossa fé é dádiva de Deus e deve ser um instrumento para ganhar nossos irmãos. Que, como Paulo, nos identifiquemos com nossos irmãos em sua fraqueza e compartilhemos com eles o que temos recebido graciosamente de Deus.
5.Devemos viver e andar por fé. Nossa conduta deve ser determinada por princípios, não por circunstâncias. Não devemos responder aos problemas e aflições da vida segundo o calor do momento, mas tendo a eternidade diante de nós.
6.Devemos nos alegrar com o progresso da fé do povo de Deus. As vitórias e graça que Deus concede ao seu povo deve ser sempre motivo de regozijo e felicidade para nós. Temos de ter prazer nessas coisas, e isso só é possível se nosso coração e alegria estiverem no Senhor (Sl 37.4).
7.Devemos orar fervorosamente em favor do povo de Deus. Nossa lista de oração deve contemplar os problemas e situações da vida, certamente – mas, mais importante ainda, deve contemplar as necessidades espirituais e anelar pelo crescimento do povo na Palavra e nos dons divinos. Veja que Paulo, mesmo sabendo das lutas, ora por crescimento no amor. Ele sabia que era a fé forte e o amor inflado que dariam meios de resistência em meio as lutas.
8.Temos de ter um senso da providência de Deus. O Deus trino está governando toda nossa vida. Temos de entender os caminhos de Deus e reconhecer que ele é soberano em toda e qualquer situação. Isso deve afetar nossa conduta, a forma como vivemos e respondemos diante de adversidades. Jó disse: “Bem sei que tudo podes e que nenhum de seus planos podem ser frustrados”.
9.Devemos guardar nosso coração e pedir que Deus faça crescer nele amor para com nosso irmão na fé – isso nos levará a uma vida de “santidade e sem culpa” no meio da comunidade cristã, a igreja.  
10. Temos de ter a eternidade diante de nossos olhos. O toque da última trombeta deve ser tema de nossa mais profunda meditação. Jonathan Edwards, grande servo de Deus do passado, tinha esse senso da chegada de Cristo diante de si o tempo todo. Em suas resoluções, ele afirmou: “Resolvi jamais fazer qualquer coisa da qual eu deva ter medo, no caso de não restar mais do que uma hora para eu ouvir a última trombeta.”.
Encerro com as palavras do próprio Edwards, ao meditar sobre o retorno triunfante e definitivo de nosso Senhor Jesus Cristo:
“Cristo aparecerá na glória de seu Pai, junto de seus santos anjos, vindos nas nuvens do Céu…Essa será a mais inesperada visão para o mundo ímpio, a qual virá como um grito à meia noite. Mas com respeito aos santos, será uma visão de júbilo e a mais gloriosa de todas. Ver o Redentor vindo nas nuvens do Céu, encherá nosso coração da mais profunda e indizível alegria”.
Fonte: Blog Fiel

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Povo de Deus Está com Fome


Timofei Diacov
Há uma previsão bíblica de vir o tempo em que haverá fome na terra, mas fome de ouvir a Palavra de Deus, Amós 8.11. Tenho pregado em algumas igrejas e tenho ouvido esta afirmação: "Hoje eu me senti numa igreja de verdade! Não estou me conformando com as novidades que estão sendo introduzidas nas igrejas, pois na nossa já existe até escola de danças!" Isso é sintomático, isso é grave! O povo de Deus sente fome da Palavra de Deus. Preguei numa outra igreja, onde ouvi uma palavra mais ou menos semelhante: "Há muito que não venho ouvindo uma mensagem assim. Pastor, não quero dar-lhe a mão, mas um abraço!" De uma outra pessoa ouvi as seguintes palavras: "Vou à igreja e volto de lá pior do que entrei. Não sinto as mensagens do meu pastor". Atenção, pastores, o povo de Deus está com fome!

Será que a profecia de Amós está sendo cumprida em nossos dias? O povo quer ouvir mensagens edificantes. Mas, como se consegue transmitir mensagens assim? Mensagem não se fabrica. Mensagens não se procuram na bíblia para o próximo domingo. Mensagem é a vida do pastor; é a vida do homem de Deus que vive com Deus. Quando lemos a história dos grandes homens de Deus, descobrimos que eles agonizavam perante o Senhor em oração e intercessão. Sim, o grande segredo desses homens era a vida com Deus, vida de oração, de estudo bíblico. Hoje estão se encantando com o "canto da sereia". Estão se preocupando com futilidades, tais como "dar aulas de dança" em suas igrejas; aulas de falar línguas estranhas; aulas de sopro para ver as pessoas caírem. Estão inchando suas igrejas. Não estão preocupados com a vida espiritual delas e nem das pessoas. Estão preocupados com números.

Tenho visto ovelhas se dispersando, indo para outras igrejas, buscando pastagens verdejantes. O pastor "não dispõe" de tempo para a visitação. Ele quer ser visitado. Li num determinado boletim de igreja: "agora não mais chamarei gabinete pastoral, e sim oficina do pastor". Não sei se devo rir ou se devo chorar. Há um hino gravado em LP, que diz: "prepara-te, ó igreja, para subir". Sim, a igreja de Cristo vai subir. Está preparada para isso? Certo profeta denuncia certos pastores de seu tempo, dizendo: "os pastores não visitaram as minhas ovelhas". Não estará hoje acontecendo o mesmo com certos obreiros? Na epístola aos hebreus, lemos: "Eles darão conta de vossas almas". Como será esse juízo? "Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá", Efésios 5.14. Não deixemos as nossas ovelhas, ou antes, as de Cristo, com fome, pois a fome machuca. O povo quer alimentar-se. O povo de Deus está com fome!



Recebido por e-mail do Pr. Airton Evangelista da Costa