Ótimos títulos

sábado, 12 de junho de 2010

Saudades!


Você sente saudades daquele evangelho puro e simples que nossos avós nos legaram?

Eu sinto.

Fiquei triste quando alguns pastores vieram dos Estados Unidos com um evangelho estranho, que diz que Deus vai nos fazer isso ou aquilo, mesmo que não seja da sua vontade.


Deus virou agora um servo, a quem devemos exigir tudo, que deve fazer tudo o que queremos, sem nenhuma concessão.

Nossas orações são na verdade ordens para que Deus faça o quanto antes tantas coisas, para que ele nos traga dinheiro, que nos dê um emprego, que nos cure as doenças, que nos envie a mulher ou o homem dos nossos sonhos.

Deus nos deve muita coisa, segundo esse evangelho. Deus é obrigado a nos ouvir calado. Ele tem que cumprir suas promessas antes que morramos. Ele é como o nosso gênio da lâmpada, bastando um esfregãozinho para que ele apareça e nos livre de toda encrenca.

Chega!

Quero de volta aquele Evangelho puro e simples que aprendi quando morri para o mundo e renasci para Deus. Quero o Evangelho puro que Jesus e seus apóstolos pregaram, que salvou muitos pecadores como eu.

Não quero mais ser enganado por falsos pastores e falsos profetas que estão sempre aparecendo como portadores da mensagem de Deus quando na verdade Deus nunca os enviou.
Só Jesus é quem salva. Sua palavra é a verdade.

Todo aquele que vem com outro evangelho, ainda que seja um renomado pastor, ou seja lá que outro título ostente, seja anátema.


Maranata!!!

Vem Senhor Jesus!

De vento em Popa





De vento em popa, o sol por cima, embaixo o mar,

A voz tão rouca já desafina se vai cantar.
E os dois no barco rasgando as ondas,
Vagando ao som das canções do cais,
Ou de outro pileque, achando até que encontrou a paz.

Mas veja lá no fim da história o que fica,
Veja o que restou do pobre rapaz,
Vendo que por baixo o mar já se agita
E por cima o sol calor já não traz.
Pense, talvez seja esta sua vida.
Lute, até encontrar o mundo melhor,
Onde a dor no peito não tem guarida,
Onde brilhe sempre o sol...

Jesus batendo na sua porta deseja entrar,
Não lhe importa sua vida torta, quer te salvar
De um mundo torpe, de uma vida morta,
De um sul sem norte, da morte enfim,
E um novo riso te pôr nos lábios,
Uma nova vida que não tem fim!

Abre o coração, derruba a muralha!
Deixe que Jesus te abrace também,
Deixe que inunde o amor que não falha,
É o desejo de quem só te quer bem,
Canta ao mundo inteiro uma vida tão linda,
Conta o que é ter perdão pelo amor.
Quantas bênçãos há na graça infinda.
Vive pra Jesus o Senhor!
Vive pra Jesus o Senhor!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Parlamentares exigem morte de cristãos afegãos


AFEGANISTÃO (6º) - Nas últimas semanas, os cristãos afegãos têm se preocupado com as ameaças feitas por parlamentares. De acordo com a Imprensa Associada, o líder parlamentar Abdul Satter Khowasi ameçou executar cristãos que fossem ex-muçulmanos e que estivem envolvidos nas filmagens transmitidas pela televisão afegã. As imagens mostravam alguns cristãos sendo batizados e orando em persa.

Ele disse: “Os afegãos que apareceram naquele vídeo deveriam ser executados publicamente. O parlamento deveria acionar o promotor geral e o serviço secreto para prender aqueles afegãos e executá-los”.

Diversas organizações cristãs já foram fechadas no país e muitas entidades por todo o mundo tem tentado ajudar esses cristãos perseguidos.

Constantemente a televisão local reporta imagens de protestos feitos pelos alunos da Universidade de Kabul. Eles gritam ameaças de morte aos cristãos e exigem que todos os estrangeiros que forem acusados de proselitismo sejam imediatamente expulsos do país.

Quando as pessoas tornam público o seu relacionamento com Cristo, a maioria sente-se ameaçada e é falsamente acusada da seguinte maneira: “os muçulmanos têm sido forçados a se tornarem cristãos, eles têm sido manipulados por vocês cristãos”.

Algumas vezes, essa fala tem um sério impacto sobre a igreja, mas nem sempre isso ocorre, pois, apesar do medo e do fato de que muitos desses ex-muçulmanos não possam mais ir à igreja, a perseguição tem verdadeiramente fortalecido a Igreja afegã e, como já vimos, muitos têm aceitado a Cristo e sido batizados.

O pedido que os cristãos fazem é que seus irmãos por todo o mundo orem por eles para que sejam libertos do medo e consigam ficar no país. Os últimos relatos são de que muitos dos cristãos afegãos estão escondidos com muito medo de serem realmente executados.


Tradução: Homero S. Chagas

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6277

terça-feira, 8 de junho de 2010

Amor, a marca distintiva do cristão


Jesus, o Filho de Deus, e supremo intérprete das Escrituras, ordenou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. E nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13.34,35). Obviamente Jesus está falando de um certo tipo de amor. Trata-se do mesmo amor com que ele nos amou: amor perseverante, sacrificial e santificador. Não é amor apenas de palavras nem amor regido pelos interesses do egoísmo, mas amor de fato e de verdade, amor que se sacrifica pela pessoa amada. Por essa razão, Jesus fala de um novo mandamento, ou seja, de um nível de amor que não era conhecido até então.

Esse amor puro, santo e superlativo não contradiz a verdade. Não podemos sacrificar a verdade em nome do amor. Não devemos abrigar sob o guarda-chuva da tolerância todas as crenças, com a frágil desculpa de que o amor nos une e a verdade nos separa. A família de Deus não é composta daqueles que crêem na verdade e daqueles que a rejeitam. A família de Deus está estribada sobre a rocha eterna da verdade e fora da verdade não existe família de Deus. Essa verdade é a própria Escritura (Jo 17.17), essa verdade é o próprio Jesus (Jo 14.6). Fora da Palavra e fora de Jesus não há comunhão verdadeira, uma vez que sem a verdade das Escrituras e sem o Salvador Jesus não há igreja, não há família de Deus, nem comunhão fraternal. A proposta ecumênica, onde todos os credos religiosos, mesmos os mais heterodoxos, se unem é, portanto, uma falácia.

Mas, se não podemos sacrificar a verdade em nome do amor, também não podemos sacrificar o amor para sustentar a verdade. Aqueles que se escondem atrás de suas fortalezas doutrinárias para atacar impiedosamente os irmãos que discordam deles em pontos secundários estão em desacordo com a Palavra de Deus. Os fariseus atacaram o próprio Jesus pelo fato deste não viver de acordo com as suas estreitas regras. Para os fariseus, quebrar os preceitos que eles mesmos estabeleceram era a mesma coisa que violar a Palavra de Deus. Na verdade, os fariseus tornaram-se mais zelosos de suas tradições do que da própria verdade. Conseqüentemente, tornaram-se os mais radicais inimigos de Cristo e se mancomunaram com os herodianos para levá-lo à morte.

O amor cristão não é complacente com o erro nem conivente com o pecado. O amor, entretanto, não se assenta no tribunal, arrogando a posição de juiz, para condenar impiedosamente os fracos. O amor não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega. O amor não labora para condenar, mas para restaurar. O amor não se alegra em ver os que tropeçam sendo arrastados para a vala do ostracismo, mas luta para levantá-los e com alegria conduzi-los de volta ao aprisco seguro.

Jesus disse que o critério para sermos conhecidos como seus discípulos é o amor. Jesus lidou com grande severidade com os críticos fariseus e foi amável sem deixar de ser firme com os publicanos e pecadores. Jesus acolheu em seus braços hospitaleiros todos aqueles que eram condenados pela intolerância dos fariseus, não para que seguissem a sinuosa estrada do pecado, mas para guiá-los pelas veredas da justiça.

O mundo está olhando para a igreja. É impossível deixar de vê-la uma vez que ela é como uma cidade no alto de um monte. Se o amor for a marca distintiva que nos caracteriza como cristãos, isso produzirá impacto nas pessoas. Se o amor for apenas um discurso vazio, uma caricatura desta suprema virtude, então, seremos causa de tropeço para aqueles que olham para nós. É tempo de sondarmos o nosso próprio coração e examinarmos a nossa própria vida, a fim de saber, se de fato, estamos sendo conhecidos pelo critério do amor verdadeiro, como discípulos daquele que nos amou e a si mesmo se entregou por nós.


Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 6 de junho de 2010

Mais um Milagre do Messias na Etiópia!

Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, para que o sirvam com um mesmo consenso
Dalém dos rios da Etiópia, meus zelosos adoradores, que constituem a filha dos meus dispersos, me trarão sacrifício (Sofonias 3:9,10).

sábado, 5 de junho de 2010

Você viu? Fulano de tal caiu! Tá disciplinado!


Eu, por exemplo, cai varias vezes, mas nunca caí na fé. Caí sim, Graças a Deus, acordei e percebi as trapalhadas e desculpas feitas em nome de jesuses cristos evangélicos.

De fato, me afastei de vez, de gente que se acha santa demais; e morri para o que eles chamam “santidade”; e que eu chamava de mentira e opressão. Assim, caí sim, mas fora... E como é bom cair fora dessa câmara de pressão e juízos do diabo!

As pessoas dizem “fulano caiu” - significando que a pessoa adulterou, ou deixou de ir à “igreja” ou perdeu o interesse nas “coisas de Deus”; entregando-se ao “mundo”; especialmente se fumar ou beber. Nesse caso, o tal indivíduo se “desviou dos caminhos do Senhor”.

“Caiu”, dizem “eles”.

Desde menino na fé que odeio essa terminologia. E na fase adulta, Li na biblia que:

Primeiro ela é falsa;

Segundo é burra;

Terceiro é presunçosa;

Quarto é pecaminosa;

Quinto é farisaica;

Sexto é indutora de fanfarrice moralista;

Sétimo não diz nada além do juízo dos “crentes” contra os que não agüentaram a tal da “igreja” e seus falsos lideres.

Na infancia vi minha mãe ser excluida varias vezes do grupo de louvor por não dizimar ou ofertar (mas nunca ninguém perguntou porque).

Ainda na infancia fiquei seis meses de banco “disciplina”, por ter andando de bicicleta e gostar de praticar esportes.

Na adolescencia mais quatro por terem visto eu e minha esposa (na época noiva) de mãos dadas passeando pela rua.

No começo da vida adulta, me casei no dia 21 de Janeiro e meu pastor disse que meu dizimo estava atrazado, quer dizer, eu sempre pagava no dia 20 e então ele achou por justo quase não realizar o casamento com a mais absurda e esfarrapada desculpa: “Você está um dia em débito com Deus”.

Em Cristo ninguém cai. Só cai quem não está em Cristo.

Em Cristo a gente no máximo experimenta a tentação ou a sedução dela, e se acontecer, ai sim pode disciplinar; sim sofrer a disciplina que é biblica, mas nunca é possível cair fora da Graça, mesmo sentado na cadeira da igreja é possivel adorar a Deus e arrepender-se, a menos que se negue e não aceite perdão e poder para andar no Caminho certo.

Ora, para Paulo, o cair da Graça equivalia ao que os “crentes” de ontem e hoje chamam de estar “firme na fé.”. Sim, o que os “crentes” chamam de “cair na fé” é o equivalente ao que Paulo chamava de “andar pela fé em Cristo”, sem justiça própria; sem a presunção de fé dos “judaizantes” ou dos “crentes em si mesmos”.

Já o que Paulo chamava de “cair da Graça” é exatamente o que os crentes chamam de “minha justiça” ou “minha santidade” — o que nada mais é que negação da justiça de Deus [na prática] e ponto.

Para os “crentes santarrões” o filho pródigo é um caído para sempre; e “o irmão mais velho” é o que nunca caiu na fé. Assim é a distancia dos “crentes santarrões” em relação ao sentido do Evangelho!

Desse modo, muitos que os “crentes santarrões” chamam de “caídos” são os que estão em pé e firmes na Graça (tendo deixado o “clube dos pregadores famosos” a fim de poderem manter a alma íntegra para com o Evangelho). E muitos que os “crentes” dizem que nunca caíram (pois, nunca adulteraram; nunca deixaram a freqüência à “igreja”; nunca deixaram de “dizimar”; e nunca foram flagrados em nada) — de fato nunca caíram mesmo; pois, na realidade, nunca estiveram em pé; tendo apenas vivido a vida rolando no excremento de suas próprias produções fecais de justiça-própria.

Os que caem são os que julgam estar em pé. Mas os que não julgam nada, mas apenas confiam no amor de Deus, esses nem quando tropeçam, caem; posto que já caem no colo do amor do Pai.

Quando a Luz brilhar e os céus se abrirem e os corações forem desvelados, grande será o pranto; e grande será o arrependimento pela presunção dos “crentes santarrões” contra os seus “lázaros”; os quais estarão assentados à mesa com Abraão, enquanto os supostos “filhos do reino” estarão do lado de fora, onde haverá trevas, choro e ranger de dentes.

Onde houver um “crente” rilhando os dentes contra um filho da Livre que não se submete aos filhos da Escrava, aí há um ente que não anda, e, portanto, não cai; posto que apenas “rola” de vomito espiritual em vomito espiritual; e tem na lama das mentiras, das fofocas e das perversidades a piscina de seus confortos mórbidos. Afinal, o convite é para andar com Cristo, não para rolar na estrada pavimentava com os dejetos das arrogâncias que fazem os céus vomitarem. Oras, não sabes que Deus também vomita com certas atitudes de “crentes” ?

Sim, o apocalipse diz isso: ‘vomitarte-ei da minha boca”. Ninguém vomita por que quer. Como base gostaria de indicar uma mensagem do meu amigo Pr. Carvalho Junior com o tema “A igreja que deixa Deus doente”.

“Quando o Homem não tem mais em quem colocar a própria culpa, diz: Isso é vontade de Deus".

Jeferson Queiroz

sábado, 22 de maio de 2010

A Urgência da Pregação Expositiva -

"Não me sinto confortável, estou sentindo-me em minha alma à beira de um precipício chamado eternidade falando às pessoas que a qualquer momento uma delas pode cair deste precipício, quer estejam preparadas ou não. E, eu serei chamado a prestar contas pelo que disse lá. É isso que significa pregação".



É deste tipo de pregação que igreja de hoje precisa desperadamente, não impor pensamentos às Escrituras, mas sim deixar a Escritura impor sobre nós os seus pensamentos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Divulgando um Livro: Feia - A História Real de uma Infância sem Amor


Mãe surrava filha por fazer xixi na cama; leia trecho de autobiografia

FABIANA SERAGUSA
colaboração para a Livraria da Folha

Aos 11 anos, a inglesa Constance Briscoe procurou o Serviço Social, sozinha, e suplicou por ajuda para sair de casa. Ela não aguentava mais apanhar todos os dias da mãe, ficar longos períodos sem comer, ser humilhada e xingada constantemente.

Depois de receber um "não" dos funcionários, que não podiam registrar as reclamações da garota sem a autorização de parentes, ela decidiu se matar: bebeu alvejante com água. "Escolhi a marca Domestos porque ela mata todos os germes conhecidos e a minha mãe vivia dizendo que eu era um germe." Mas Constance não morreu.

Divulgação
Constance Briscoe (foto) fala sobre sua infância cheia de surras

Na autobiografia "Feia: A História Real de uma Infância sem Amor" (Bertrand Brasil, 2009), que chegou ao primeiro lugar nas principais listas britânicas de mais vendidos, a autora deixa o leitor atordoado com as descrições das surras e da total falta de amor de sua mãe. "Ela me dava tapas no rosto quando eu fazia bagunça e me beliscava no peito quando eu estava perto o bastante dela", diz um trecho do livro, que antecede um desabafo: "Eu nunca soube por que a minha mãe queria filhos. Nem uma só vez eu pensei que ela gostasse de mim ou dos meus irmãos e irmãs."

Essa violência física e emocional dentro de casa fez com que Constance desenvolvesse caroços nos seios --uma situação médica rara para uma criança-- e perdesse os cabelos. Aos 13 anos, foi abandonada em casa, sem gás, luz e comida, e chegou a trabalhar em três lugares diferentes para conseguir se manter viva (a mãe também cobrava "aluguel" pela permanência da filha no local).

Além de viver em meio a socos e gritos de "imbecil de merda" e "vagabunda safada", ela também cresceu ouvindo insultos em relação a sua aparência:

"- Jesus amado, eu que pus isso no mundo? - Ela olhava para a fotografia e para mim. - Deus meu, meu bom Deus, como é que ela pode ser tão feia? Feia. Feia. Se eu não tivesse posto ela no mundo, jurava que ela era de mentira. Jesus, amor e gratidão, por que me deste este leitão? Olha esse nariz. Onde que você arranjou esse nariz? De mim que não foi - disse a minha mãe, respondendo à sua própria pergunta. - Se eu tivesse um nariz assim, cortava metade fora e guardava o resto."

Mas, apesar de ser angustiante e perturbador, o relato comovente de Constance Briscoe serve para ressaltar, também, sua capacidade de superação. Mesmo com todas as dificuldades, que pareciam insuperáveis, ela seguiu seu sonho, sozinha, e passou na universidade. Atualmente, Constance trabalha como advogada e, em 1996, tornou-se juíza.

Abaixo, leia um trecho que retrata a agonia da garota em não conseguir parar de fazer xixi na cama, e a consequente violência da mãe em tentar evitar o "problema".

*

O modo como ela tratava as minhas irmãs era certamente muito diferente de como me tratava. Elas não ouviam as palavras grosseiras que eu ouvia, não ganhavam beliscões nos mamilos e não eram surradas ou socadas. Elas ganhavam vestidos novos, e eu só ficava com as sobras: vestidos de terceira mão que vinham de Pauline e Patsy. A minha mãe tinha pilhas e pilhas de vestidos velhos, entulhados em sacos plásticos, prontos a serem repassados para mim. Eu nunca era a primeira a abrir os sacos e provar um vestido.

Divulgação
Autobiografia fala de uma infância totalmente sem amor
Autobiografia fala de uma infância totalmente sem amor e carinho

A minha mãe jogava um vestido para mim e dizia: - Olha, Clear, prova esse e vê se serve. - Nunca servia, mas eu acabaria crescendo. A minha mãe tinha muitos vestidos bonitos só para ela - vestidos com estampas coloridas, particularmente rosa. Ela tinha vestidos belíssimos para todo tipo de ocasião. Eu me lembro de me esconder no guarda-roupa dela e observá-la trocando o cardigã que ela normalmente usava em casa pelo vestido rosa pálido que era o seu favorito. Eu também queria vestidos bonitos, mas era feia demais para usar qualquer coisa que não fossem as sobras das minhas irmãs.

Durante um certo período, a forma como a minha mãe me tratava me deixou muito nervosa. Eu fazia xixi na cama desde que me conhecia por gente. Isso enfurecia a minha mãe e era a causa da maioria das surras que eu levava. Quando tinha uns cinco anos, eu fui levada, por indicação do médico da família, a um especialista em enurese noturna. Eu fui a montes, montes de consultas com a minha mãe para descobrir a causa do problema. Lembro que eu tinha uma camisola muito boa de algodão escovado que ia até os tornozelos. Quando ia dormir, me enroscava inteira e puxava as pernas para o peito. Ao mesmo tempo, enfiava a camisola embaixo dos tornozelos.

Sempre dormia de lado. Uma noite, acordei em um breu absoluto e me senti como se estivesse me afogando. Eu estava empapada de debaixo do pescoço até os tornozelos. O meu travesseiro e o meu cobertor também estavam encharcados. Eu tivera um tremendo incidente duplo durante a noite. Fora o começo de tudo. Por causa desse meu problema, às vezes era castigada e ia dormir em uma cama só com o colchão - sem lençóis, só uma cobertura plástica - porque a minha mãe dizia que eu ia mesmo molhar a cama, então não fazia diferença. Ela ganhou diversos livros sobre enurese e treinamento para a bexiga. Com cinco anos de idade, ganhei o meu primeiro sistema de alarme. Era, aparentemente, uma forma de tratamento extremamente bem-sucedida. Vinha com uma campainha especialmente projetada para crianças, que era posta ao lado da cama, junto com um sensor no formato de esteira, que ficava sob o lençol de baixo. A campainha tocava quando eu tinha um incidente; supostamente ela deveria me fazer despertar ou "segurar" a urina. Gradualmente, eu deveria aprender a acordar e/ou me "segurar" com a sensação da bexiga cheia, sem o alarme.

O alarme "para crianças" soava como um carro de bombeiro a caminho de um chamado de emergência. Na primeira vez que ele disparou, saltei da cama e corri para debaixo dela. Estava aterrorizada com a ideia de que a minha cama estivesse em chamas. A minha mãe entrou correndo no quarto e percebeu que eu não estava lá. Ela pensou que eu tivesse corrido para o banheiro. Quem dera. Ela desligou a campainha, puxou o lençol de cima, separando-o do de baixo, e voltou para o quarto dela. Eu saí de debaixo da cama, vagamente consciente de onde estava. Mesmo quando pequena, eu tinha certeza de que o meu problema com a enurese não se devia à preguiça. O médico disse que a causa podia provir das angústias da minha vida. Ele disse que, com este alarme, eu estaria curada dentro de quatro a seis meses. Mas o meu problema foi ficando cada vez pior e a minha mãe me levou a vários especialistas. Recebi um aparato de alarme de primeira qualidade, com uma campainha sonora com dois tons e luzes que piscavam, que supostamente me ajudariam ao me alertar antes de a cama ficar molhada demais. Na maioria das vezes eu passava por tudo isso sem acordar. Nada que a minha mãe fazia ajudava.

No começo eu dormia com a roupa de cama e uma camisola velha da minha irmã Pauline, mas, quando o problema se agravou mesmo, a minha mãe insistiu para que eu dormisse sem qualquer peça de roupa. E era assim que, na maioria das noites, eu dormia, só de calcinha. O meu problema com o xixi na cama continuou e, portanto, a minha mãe acabou adotando uma nova política: ela começou a vir ao meu quarto logo antes da hora de dormir para me dar uma surra, para me lembrar do que iria acontecer se eu molhasse a cama. Ela esperava até eu estar na cama e aí entrava, arrancava o cobertor, agarrava-me pela barra da calcinha e me tirava da cama. Segurando a gola da minha camisola para evitar que eu fugisse, ela tirava um pé de sapato e me surrava com ele.

- O que é que você vai fazer? - ela perguntava.
- Eu não vou molhar a cama.
- Mentirosa! O que é que você vai fazer?
- Eu vou molhar a cama - eu dizia.
- Isso, bem que eu achava mesmo. Viu? Você é uma mentirosa mesmo!

Ela estapeava a minha cabeça com o sapato e socava o meu peito. E quando eu dizia "Não", ela voltava a me acusar de ser uma mentirosa e me estapeava de novo do lado da cabeça. Ela ficava repetindo a pergunta; eu repetia a resposta e ela batia na minha coxa, nas minhas panturrilhas ou na mão. Eu sempre tentava me proteger estendendo a mão, mas doía mais apanhar na mão que na coxa.As minhas pernas estavam parcialmente protegidas pela camisola e às vezes eu puxava os joelhos e ficava como uma bola. Depois de algumas dessas surras, minha mãe saía com a minha camisola nas mãos, depois de ter arrancado a roupa do meu corpo.

Em outras ocasiões, ela saía com o meu cobertor. Se ela estivesse realmente de mau humor ou se eu a tivesse irritado, ela levava as duas coisas. Minhas irmãs sabiam que se me ajudassem ou se me emprestassem uma camisola também levariam uma surra e então, na maior parte das vezes, elas se faziam de mortas.

Quando completei sete anos, minhas surras ficaram ainda mais regulares. O alarme não conseguia me acordar, mas sempre acordava a minha mãe. Ela entrava no meu quarto como um foguete quando o ouvia tocar e me arrancava da cama. Às vezes, quando ela entrava no meu quarto, tirava a roupa de cama molhada, me dava um tapa vigoroso na bunda desprotegida e depois me deixava nua e tremendo.A minha humilhação era completa. Eu não só era incapaz de evitar molhar a cama como a mera presença da minha mãe e/ou de uma surra na hora de dormir me deixavam tão nervosa que eu às vezes esvaziava a bexiga na frente dela, o que era visto como um ato de provocação. Em outras vezes, eu me forçava a ficar acordada, mas aí, assim que caía no sono, por pura exaustão, não ouvia o alarme e, então, o ciclo continuava.

*

"Feia: A História Real de uma Infância sem Amor"
Autora:
Constance Briscoe
Editora:
Bertrand Brasil
Quanto:
R$ 34,40
Onde comprar:
pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha.

domingo, 16 de maio de 2010

Rosa Ungida, óleos e o evangelicalismo pagão.


Pergunte ao Pastor: Pastor Antônio, é correto na vida cristã usar objetos como rosa, copo com água e ungi-los para que possam servir de instrumentos de fé para curar, libertar e nos abençoar?

Isso é o paganismo dentro da igreja. Você consegue imaginar um ser sábio, justo, amante do seu povo, pedir tamanhas sandices daqueles que o amam? "Eu te ouço e atenderei tua oração. Mas, não basta tu falares comigo. Tu tens que usar rosa, água e óleo. Não venha só com palavras. Não pense que vou te atender com tão pouco".

O evangelho entrou nesse país para nos livrar dessas formas infantis de chamar a atenção de Deus. Rosa, é pra ornamentar a casa, ou presentear o amor da nossa vida; copo d'água é para ser dado para que está com sede; óleo é pra jogar na frigideira para fazer pastel.

O cristianismo é simples. Pede arrependimento e fé que atua pelo amor: "Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão, tem valor algum, mas a fé que atua pelo amor" (Gl 5:6). Lá estava o sujeito, com o pênis sangrando, depois de ter se sujeitado ao ritual da circuncisão, certo de que Deus, a partir daquele momento, haveria de abençoá-lo; e Deus, respondendo-lhe: "Eu nunca pedi isso de você. Tudo o que quero é que você creia e ame".


Rev. Antônio Carlos Costa também no Genizah

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Afronta em Gibeá: Um Colapso Espiritual e Social

Afronta  em Gibeá

Certo homem vivia no cume de uma montanha muito alta. Por causa de um velho ferimento de guerra, ele precisava contratar alguém para descer e subir a montanha com sua filhinha todos os dias, para que ela pudesse ir à escola. Um número razoável de pessoas se candidatou ao emprego, e ele fazia uma única pergunta a cada um: “A que distância da beira da montanha você consegue chegar sem cair lá embaixo?”

Um rapaz impetuoso respondeu: “Eu consigo chegar até trinta centímetros”.

“Isso não é nada”, disse um outro. “Eu consigo chegar até quinze centímetros da borda do precipício”.

Um terceiro se gabou: “Eu chego até três centímetros!”

Durante esse tempo, um homem simples permanecia de pé, quieto no seu canto. Quando chegou sua vez, ele respondeu: “Eu não chego perto da borda de jeito nenhum. Vou ficar no caminho seguro, porque tenho amor à vida”.

Ele conseguiu o emprego.

Muitas pessoas acham que podem viver na beira do precipício da corrupção espiritual e cultural. Mas essa é uma ladeira perigosa e escorregadia para os seguidores de Cristo, pois conduz à apatia, ao pecado e à assimilação pelo mundo. A história chocante do levita e de sua concubina (Jz 19-21) alerta o povo de Deus contra essa ameaça. O conselho para o cristão é obedecer à Palavra de Deus e ficar firme no caminho que Ele traçou.

O Panorama da Desgraça

“Porém os filhos de Benjamim não expulsaram os jebuseus que habitavam em Jerusalém; antes, os jebuseus habitam com os filhos de Benjamim em Jerusalém, até ao dia de hoje” (Jz 1.21).

Um levita de Efraim tinha uma concubina de Belém. As concubinas eram esposas secundárias que, geralmente, tinham um status mais baixo dentro da estrutura conjugal. O antigo costume foi degenerando, embora houvesse leis para restringi-lo e regulá-lo (Êx 21.7-11; Lv 19.20-22; Dt 21.10-14). Jesus restaurou o plano original de Deus para o casamento (Mt 19.4-9). O concubinato, a poligamia e a manutenção de uma amante são pecados (1 Co 7.2).

Aparentemente, a concubina do levita voltou para a casa de seu pai, em Belém. Quatro meses depois, o levita resolveu buscá-la de volta. Recebido por seu sogro conforme os típicos costumes orientais, o levita permaneceu ali por cinco dias. Na tarde do quinto dia, ele e sua concubina partiram de volta para casa, indo em direção a Jebus (a Jerusalém pré-israelita). Como já era tarde, seu servo sugeriu que eles passassem a noite na cidade dos jebuseus. Mas o levita não achou seguro pernoitarem num lugar onde não havia israelitas. Assim, eles percorreram mais oito quilômetros até a cidade benjamita de Gibeá. Em Gibeá, ninguém lhes deu abrigo para passarem a noite. Essa foi uma atitude condenável dos gibeonitas, porque Deus ordenou que Seu povo praticasse a hospitalidade (Lv 19.33-34; Lv 25.35; Mt 25.35; Hb 13.2).

Um homem idoso viu os viajantes descansando na praça da cidade e levou-os para sua casa, para que pudessem comer alguma coisa e se alojar até de manhã. Naquela noite, alguns homens degenerados da cidade cercaram a casa e começaram a esmurrar a porta, gritando: “Traze cá para fora o homem que entrou na tua casa, para que o conheçamos (abusemos dele)” (Jz 19.22).

Um trípode de Ugarite (usado como apoio pela pitonisa ao proferir os oráculos), decorado com réplicas de romãs, símbolos da fertilidade.

O velho saiu e disse: “Não, irmãos meus, não cometais semelhante maldade; visto que o homem já entrou em minha casa, não façais essa loucura” (v. 23). Ele chegou até a oferecer sua filha virgem e a concubina para que os homens se satisfizessem. Mas eles não queriam mulheres. Para livrar a própria pele, o levita empurrou sua concubina para fora.

Durante toda a noite, ela foi brutalmente estuprada. Ao ser solta pela manhã, ela desmaiou na porta da casa. Quando seu marido abriu a porta para sair, viu-a caída de bruços, com as mãos na soleira da porta. Sem qualquer compaixão, ele lhe disse: “Levanta-te, e vamo-nos” (v. 28). Mas não houve resposta. Ela estava morta.

A insensibilidade do levita para com sua concubina ilustra, infelizmente, alguns aspectos da sociedade moderna. A Bíblia afirma que, nos últimos dias, o afeto natural se tornará escasso (2 Tm 3.1-5). Lamentavelmente, é isso que acontece em muitos casamentos de hoje. Nem mesmo a família da fé está imune a isso.

Então, o levita amarrou no seu jumento o corpo sem vida da mulher e continuou a viagem. Chegando em casa, ele cortou o corpo dela em doze pedaços e enviou um a cada tribo de Israel. Revoltadas com aquela visão, as tribos de Israel exigiram justiça para o crime de Gibeá (v. 30).

Foi convocada uma assembléia em Mispa, no território de Benjamim. Ali, o levita contou aos líderes o que tinha acontecido, distorcendo um pouco a história em seu próprio benefício. O que disse era verdade, mas ele não mencionou a crueldade com que empurrou sua concubina para as mãos do bando. Os anciãos exigiram que os benjamitas entregassem os agressores de Gibeá para que fossem punidos. Mas os filhos de Benjamim se recusaram. Sua tolerância para com a depravação tinha se transformado numa atitude de autodefesa alimentada pelo orgulho, e essa foi a sua ruína. “Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria” (Pv 13.10).

Cega de raiva e irredutível em sua teimosia, a tribo se reuniu em Gibeá para lutar contra seus irmãos. Sessenta e cinco mil homens, incluindo vinte e cinco mil benjamitas, morreram em três grandes batalhas que quase aniquilaram a tribo de Benjamim. Somente 600 sobreviveram, escondendo-se durante quatro meses no deserto.

Mas agora havia um novo problema. As outras tribos de Israel tinham jurado em Mispa que nunca deixariam suas filhas se casarem com um benjamita. Depois, porém, ficaram preocupadas com a possível extinção de toda uma tribo de Israel. Os israelitas choraram amargamente diante do Senhor (Jz 21.2,6). Então, elaboraram um plano: eles encontraram uma cidade, Jabes-Gileade, que não tinha participado da guerra e a castigaram, matando todos os seus homens e mulheres, exceto suas 400 virgens, que foram capturadas e entregues como esposas aos homens de Benjamim.

Mas ainda faltavam 200 virgens. Os anciãos de Israel entraram em conluio e disseram aos benjamitas restantes que se escondessem nas vinhas de Siló. Quando as filhas de Siló saíssem para dançar na festa anual, cada homem deveria sair de seu esconderijo e raptar uma esposa para si. Os anciãos prometeram acalmar a ira dos pais e das famílias das moças.

A Bíblia encerra esse triste episódio com estas palavras melancólicas: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (v. 25).

A Única Solução

Antes de morrer, Josué alertou os israelitas para que obedecessem ao Senhor. Ele recordou-lhes as vitórias do Senhor sobre seus inimigos (Js 23), recapitulou a fidelidade e a bondade de Deus (Js 24) e advertiu-os para que dessem ouvidos ao Senhor, sempre fossem fiéis a Javé e não se associassem com os pagãos.

Entretanto, “foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; pois serviram aos baalins. Deixaram o Senhor, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram, e provocaram o Senhor à ira” (Jz 2.10-12).

O levita não achou uma boa idéia passar a noite em Jebus. Por quê? A cidade pertencia aos cananeus. Ele sentiu que seria melhor ficar em Gibeá. O que ele não sabia é que Gibeá tinha se “canaanizado”.

A assustadora história do levita e de sua concubina é um retrato vívido da degradação. Israel decaiu espiritualmente porque misturou os ritos idólatras dos cananeus com o culto ao Senhor. Os israelitas decaíram como nação porque negligenciaram a guerra permanente contra os cananeus. A cidade dos jebuseus deveria ter sido conquistada. Sua existência permitiu que a traiçoeira cultura cananéia se espalhasse. Além disso, tornando-se prisioneiros dessa cultura, Gibeá e os benjamitas perderam a visão de Deus.

A morte de Josué e dos outros líderes daquela época deixou um vazio na liderança espiritual da nação. É evidente que a falta de líderes tementes a Deus leva a sociedade a fazer o que há de pior. O rei Davi declarou: “Socorro, Senhor! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens” (Sl 12.1). Os crentes deveriam influenciar a sociedade através de sua separação e comportamento santo. “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.11-12).

O caminho escorregadio que conduz à apatia, ao pecado e à identificação com o mundo é real. O grau em que as pessoas se deixam escravizar pela cultura mundana pode variar, mas a batalha sem tréguas entre o Evangelho e os valores e comportamentos do mundo é universal. “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14). (Peter Colón - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Peter Colón é o diretor de The Friends of Israel para os estados do Sudeste dos EUA.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2006.

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/print.php?docname=gibea

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Condene o Falso Ensino

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Por: Martyn L. Jones

Note a maneira pela qual o falso ensino é denunciado no Novo Testamento, e a linguagem empregada com relação aos falsos mestres. Observem, em particular, o modo como o nosso Senhor o faz. Pois todo o clima da opinião atual é completamente avesso a isso. Acho divertido notar, nas resenhas de livros, que um ponto quase sempre salientado é se o escritor foi inteiramente positivo ou não. Nunca devemos ser negativos; nunca devemos criticar outros conceitos. Isso é considerado como sub-cristão. O que importa é o espírito. Portanto, jamais devemos criticar, e muito menos denunciar qualquer coisa. Os conceitos totalmente divergentes devem ser considerados como "percepções" valiosas que apontam na direção da verdade.

O fato é que, naturalmente, em nosso errôneo entendimento do Novo Testamento e do seu ensino, estamos exaltando uma espécie de gentileza e polidez, que não há como encontrar ali, nem mesmo no Senhor Jesus Cristo. Vejam, por exemplo, o que Ele diz em Mateus 7:15-27. Diz Ele que há falsos mestres que Ele só pode comparar com "lobos vestidos de ovelhas". Não se pode imaginar castigo mais severo. Ele Se refere a homens que negam a verdade, mas dão a impressão de que a pregam. Ele nos põe de sobreaviso contra eles. São "falsos profetas", "falsos mestres", pessoas que alegam que Lhe pertencem e que dizem: Senhor, Senhor, não temos feito isto, isso e aquilo em Teu nome? Ele responde que eles são mentirosos e que no grande dia do juízo Ele lhes dirá: "Nunca vos conheci"! Jamais Lhe pertenceram. Não se pode imaginar ensino mais forte que esse.

Ou vejam o que Ele ensina em Mateus 24:24-26. Ali Ele emite uma advertência muito importante para os Seus seguidores e para todos os cristãos através dos séculos: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: eis que ele está no deserto, não saiais: eis que ele está no interior da casa, não acrediteis". Aqui Ele nos adverte dos mestres falsos e enganosos. Mais uma vez, a linguagem é muito forte.

Em Efésios 4 vemos a mesma coisa. Aí está este grande apóstolo, cheio do espírito de amor e, lembremo-nos, "falando a verdade em amor" (VA); mas, como vimos, a linguagem que ele emprega é, "que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia nos enganam fraudulosamente...". Isso é falar "a verdade em amor". Inclui denunciar esses falsos mestres na Igreja e mostrar claramente que espécie de gente eles são e que espécie de coisas eles fazem. Ele os descreve como animais predatórios que ficam à espera para "enganar". Falar a verdade em amor inclui uma clara exposição do erro e de tudo o que possa ser nocivo aos "bebês em Cristo".

O apóstolo utiliza linguagem ainda mais forte em seu discurso de despedida dos presbíteros da igreja de Éfeso: "Olhai pois por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho; e que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós" (Atos 20:28-31). Essa é a linguagem! "Lobos"! "Lobos cruéis"! Em 2 Coríntios 11:13-15 ele os chama de "falsos apóstolos" parecidos com o diabo, que "se transfigura em anjo de luz". Em Gaiatas 1:8 ele diz: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho... seja anátema", isto é, seja amaldiçoado.

Tudo isso vem sob o título, "falando a verdade em amor". Por que essa linguagem é abominada hoje, e é considerada como sub-cristã? Porque desapareceu a idéia da verdade como algo que se pode definir, e a estamos substituindo por uma flébil e sentimental idéia de unidade e comunhão. Em Filipenses 3:18-19 o apóstolo escreve: "Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas". Essas pessoas estavam na Igreja e se apresentavam como mestres da verdade do evangelho, mas o apóstolo não hesita em denunciá-las como "inimigos da cruz de Cristo". Por quê? Porque estavam negando esta doutrina essencial nalgum ponto.

Devemos falar a verdade em amor acerca dessas pessoas para que os "meninos" na fé sejam protegidos da sua nefanda influência. Os termos empregados com relação a tais pessoas são extraordinários em sua força e em sua variedade. Ele fala de "filosofias e vãs sutilezas"; "tradição dos homens" (Colossenses 2:8); "clamores vãos e profanos" (1 Timóteo 6:20); palavras que "roem como gangrena (câncer)" (2Timóteo 2:17). O apóstolo Pedro fala em termos igualmente fortes de "fontes sem água" (2 Pedro 2:17). São os que parecem ter algo, porém na realidade não têm nada. O que há em seu evangelho? Qual é o seu conteúdo? Insistem em tagarelar sobre o amor; entretanto, de que amor falam? Onde está a sua salvação? Qual o sentido dos termos que empregam?

Observem também a linguagem usada por Judas. Examinem a linguagem usada nas cartas às igrejas, em Apocalipse, capítulos 2 e 3. 0 Novo Testamento fala de pessoas levadas a extraviar-se pela "operação do erro" e de pessoas que acreditam na "mentira" (2 Tessalonicenses 2:11). Nele os falsos profetas são classificados como "cães", como pessoas que ensinam e proferem "heresias de perdição", cujos caminhos são perniciosos, pessoas "mentirosas". Ele se refere ao falso ensino como gangrena, como câncer que corrói os órgãos vitais. Esse é o ensino do Novo Testamento. Tudo isso, no entanto, é abominado hoje em dia, e é considerado como sendo uma completa negação do espírito de amor e de comunhão, de fato uma negação do espírito de Cristo.

Noutras palavras, este ensino moderno sobre a unidade afastou-se tanto do Novo Testamento que qualquer elemento polêmico presente na pregação e no ensino da verdade lhe causa aversão. Como digo, é-nos dito que jamais devemos ser negativos, que sempre devemos ser positivos. O homem admirado é o que diz: não sou polemista, sou simplesmente um pregador do evangelho! Alguns evangelistas e outros crentes conservadores são elogiados por aqueles que são muito liberais em sua teologia porque não "atacam" o liberalismo e o modernismo. É isso que é objeto de admiração. E o elemento polêmico é tido como uma negação do espírito cristão. Nunca devemos criticar; sempre devemos ser bondosos e afáveis. Concordo que sempre devemos ser bondosos e afáveis, que sempre devemos "falar a verdade em amor". Contudo, sempre devemos "falar a verdade em amor". Devemos, como o faz o Novo Testamento, "batalhar pela fé". Devemos expor o erro e denunciá-lo, em vez de só querer agradar os homens. O Novo Testamento está repleto desse ensino, como já provei.

Foi isso que se fez no tempo da Reforma. É isso que se faz sempre nos tempos de avivamento e renovação, porque em tais ocasiões há um retorno ao Novo Testamento. O erro é desmascarado, exposto e denunciado. Isso foi feito, igualmente, no tempo dos puritanos. Nestes dias em que a "gentileza", a "atitude amiga" e a "comunhão" são elevadas à posição suprema às custas da verdade, lembremos que a exortação dirigida aos mestres e aos crentes neotestamentários não foi que eles deviam estar prontos a concordar com qualquer coisa por amor da unidade e da comunhão. A exortação dirigida a eles em 1 Coríntios 16:13-14 é: "Vigiai, estai firmes na fé: portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade (ou amor)". Devemos ser varonis, devemos ser fortes, devemos permanecer firmes na fé que temos. Devemos saber que temos um alicerce debaixo dos nossos pés, e devemos saber o que ele é. Não devemos cavalgar nuvens; não devemos ficar no ar; devemos "estar firmes" num fundamento sólido, reconhecível, definível. Somos exortados a "batalhar energicamente pela fé" (VA) (Judas 3).

Em 2 João se nos diz que não devemos receber em casa, nem "saudar" a um falso mestre, e que fazê-lo é "ter parte nas suas más obras" (versículos 10-11). Em 2 Tessalonicenses 2:15 o apóstolo utiliza estas palavras: "Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa". Tradições ensinadas verbalmente e por escrito! Algo definível, algo concreto, algo claro, algo que é inconfundível. Isso foi escrito a pessoas como os tessalonicenses, a cristãos novos na fé. E por essa fé temos que batalhar energicamente, com toda as nossa forças, com todo o nosso poder.

Em Tito 3:10-11 o apóstolo resume tudo de novo numa declaração por demais importante: "Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o. Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado". Não devemos ser "gentis" e "amistosos" com ele. Se ele persistir em ser um herege depois da primeira e da segunda admoestação, devemos rejeitá-lo. Ele é um perigo para a Igreja, e nós temos que excluí-lo. Esse é o claro e explícito ensino do Novo Testamento, em toda parte. Naturalmente, tudo isso é inteiramente inevitável, em vista da natureza da verdade concernente à salvação, e da natureza da unidade que impera na Igreja. Contudo, isso está muito longe do atual ensino popular que, não somente tolera a doutrina de homens que negam o claro ensino do Novo Testamento concernente à Pessoa e obra do nosso Senhor, mas até os exalta e os elogia como cristãos notáveis, dignos da emulação dos crentes novos.

Fonte: [ Blog Martyn L. Jones ]

Via Blog Bereianos - Apologética Cristã

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jerusalém de Ouro (Hino)

"Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria." (Salmo 137:5 e 6)




Somos os exilados na terra, não estamos aqui para vivermos para sempre. Resta-nos um descanso no Céu, para onde nós iremos, quando terminarmos nossa caminhada nesta terra.

Abraços!!!

Fernando

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Uma Palavra Contra o Evangelho da Prosperidade




Este é o Salmo 49, que parece ter sido arrancado das Bíblias dos propagadores e seus seguidores do maldito Evangelho da Prosperidade.

"Ouvi isto, todos os povos, inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo, quer humildes, quer grandes, tanto ricos como pobres.

A minha boca falará a sabedoria; a meditação do meu coração será de entendimento. Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; decifrarei o meu enigma na harpa.

Por que temeria eu nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me armam ciladas, dos que confiam nos seus bens, e se gloriam na multidão das suas riquezas?

Ninguém pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes), para que vivesse para sempre, e não visse a corrupção.

Pois todos podem ver que os sábios morrrem; que perecem igualmente o louco e o bruto, e deixam a outros os seus bens.

O seu pensamento íntimo é que suas casas serão perpétuas, e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.

Todavia, o homem, apesar das suas riquezas, não permanece; antes é como os animais que perecem.

Este é o caminho daqueles que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam as suas palavras.

Como ovelhas são destinados à sepultura, e a morte se alimentará deles. Os retos terão domínio sobre eles ao romper da manhã; a sua formosura na sepultura se consumirá, longe das suas mansões.

Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte; certamente me receberá.

Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa aumenta, pois quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.

Ainda que durante a vida ele se tenha considerado feliz, e os homens o louvem quando prospera, irá ter com a geração de seus pais, que jamais verá a luz da vida.

O homem que possui riquezas sem entendimento é semelhante aos animais que perecem."


Edição Contemporânea de Almeida

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dízimo Forçado




Fiel reclama de doações que fez para Igreja

Por Rodrigo Tavares

A Igreja Universal do Reino de Deus é alvo de 64 processos no Tribunal de Justiça de São Paulo. Um deles salta aos olhos pelo valor do pedido de indenização: R$ 1,8 milhão. Na ação de março deste ano, movida pelo escritório Marzagão, Amaral & Leal, o lavador de carros Edilson Cesário Vieira sustenta que foi induzido por bispos da Igreja a doar R$ 1 milhão. Além de acusar a Igreja de forçá-lo a fazer a doação, o lavador de carros reclama que, como não tinha o dinheiro, ficou com uma dívida que está muito além de suas possibilidades.

Vieira alega que os bispos da Iurd o convenceram a pegar empréstimos para fazer doações altas. Em troca, os bispos rezariam para que ele ganhasse uma ação trabalhista no valor de R$ 12 mil. Segundo o autor da ação, os bispos o convenceram de que se tratava de uma causa milionária.

A gerente jurídica da Iurd, Adriana Guerra, informou que a igreja ainda não foi citada nessa ação. Mas afirma que vai alegar litigância de má-fé pelo fato de Vieira ter movido duas ações idênticas contra a Igreja. “Ele moveu duas ações com as mesmas partes e os mesmos pedidos. Não tem fundamento. Além de serem pedidos discrepantes”. Efetivamente, Vieira moveu uma outra ação contra a Igreja, em 2007, que difere da atual somente quanto ao valor da indenização pedida.

Indenização a receber

O lavador de carros argumenta, na ação, que é uma pessoa simples e de pouca instrução. Sabe apenas assinar o próprio nome. Quando os bispos da igreja souberam que ele tinha uma indenização a receber, convocaram uma reunião na sede da Iurd com empresários e o alto escalão da Universal. Entre eles, os bispos Edir Macedo e Romualdo Panceiro, apontado como o sucessor de Macedo na alta hierarquia da Iurd. No encontro, ainda segundo a ação, os bispos disseram que Vieira deveria contribuir com 10% do valor que estava para receber e o fizeram acreditar que era uma indenização milionária.

Na reunião, o lavador fez empréstimos da ordem de R$ 1 milhão com os empresários. De acordo com ele, os pastores rezaram com intensidade. Vieira venceu a disputa pendente na Justiça, mas a indenização que recebeu foi de apenas R$ 12 mil. As notas promissórias dos empréstimos que fez venceram., e o seu nome ficou sujo na praça.

O principal argumento do escritório Marzagão, Amaral & Leal é que houve ação dolosa por parte dos dirigentes da Iurd. Para fundamentar essa tese, o autor da ação evoca o jurista Clóvis Bevilácqua. “Dolo é artifício ou expediente astucioso, empregado para induzir alguém à prática de um ato jurídico, que o prejudica, aproveitando ao autor ou a terceiro.” Segundo os advogados, os bispos agiram de má-fé, foram maliciosos e ficaram com todo valor arrecado em empréstimos por Vieira, que não teve seu patrimônio aumentado. Pelo contrário, contraiu uma dívida milionária.

Processo 583.00.2010.128663-9

Fonte: Consultor Jurídico
http://www.conjur.com.br/2010-abr-26/fiel-cobra-dividas-fez-doar-dinheiro-igreja-universal

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Anônimo II




Esta é a história de Anônimo. Ele está desempregado, não sabe onde encontrar dinheiro para alimentar sua mulher e seus dois filhos. Mas Anônimo nunca deixa de ir, dia e noite, na igreja que frequenta.

El é obreiro em tempo integral. Vai a pé, já que não tem dinheiro para pegar ônibus, fica lá, horas e horas fazendo tudo o que o pastor manda fazer. Ora, se joga de joelhos, grita, pula, chora, ora, se joga de joelhos, grita, pula e começa tudo de novo.

Anônimo começa a ficar desesperado. Pois nada do que ele faz em obediência ao pastor dá resultado. Sua mulher está em casa cuidando dos filhos, sem nada para se alimentar. A esperança em Deus está por um fio.

Como anônimo, quando trabalhava, fazia suas ofertas e doava dez por cento de seu salário todo mês, sem reclamar, pois sabia que estava fazendo tudo para o crescimento da obra de Deus, como dizia seu pastor, resolveu ir lá na frente, falar com o pastor.

-- Pastor, lembra de mim? Tenho vindo neste templo há muitos anos. Eu dava o dízimo todo santo mês e nunca deixei de ofertar sempre que podia. Agora estou desempregado e não posso mais ofertar nem dizimar...

O pastor o interrompe, e diz:

-- Rapaz, não te conheço. Nunca vi você por aqui.

Surpreso, Anônimo replicou:

-- Mas pastor, eu sempre levava o senhor na minha casa para almoçar e jantar. Como o senhor diz que nunca me viu nem me conhece?

-- Não me lembro, me dá licença?

-- Pastor, preciso de ajuda...

-- Que posso fazer por você?

-- Pastor, li na Bíblia que as pessoas doavam dinheiro para a igreja para que ela ajudasse os pobres e para que não houvesse necessitado algum...

-- Mas eu não te conheço...

-- Pastor, por favor, me deixa terminar...

-- Fala.

-- Estou desempregado, e minha família está sofrendo comigo as consequencias disso. Como eu tenho dado o dízimo e ofertado todos os meses em todos os cultos, gostaria de pedir um favor para a igreja, para que me ajude a comprar alimentos e roupas para minha mulher e meus dois filhos.

O pastor, olhando Anônimo de alto a baixo, disse:

-- Você vem aqui me pedir dinheiro? Por que não ora e pede a Deus? Se você confia em Deus, ele te dará tudo o que pedir.

-- Eu creio pastor, mas na Bíblia diz que a igreja deve socorrer aqueles que estão em necessidades.

-- Desculpe, mas não posso fazer nada. Vai orar...

Enquanto ia saindo do templo, viu o pastor carregando uma grande sacola e uma cesta de alimentos muito cara para o interior do seu carrão de luxo, que ele dizia ser um presente de Deus por sua dedicação à igreja.

Anônimo voltou naquele dia para casa, a pé, chorando, triste, pensando no que falaria para sua esposa, já que não conseguira nenhum tipo de ajuda do pastor, nem da igreja.

"E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos." (Atos 4:32-37)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um chamado que perdeu sua força



Que dizer então daquele chamado especial que repousa sobre cada cristão — o dom de servir aos outros em nome do Senhor? Há dez anos, havia uma agitação dentro de você; e ele até lhe permitiu vislumbrar o que ele queria fazer em sua vida. talvez tenha desejado que você ensinasse às crianças. Que cantasse. Que fosse um guerreiro de oração, pondo-se na brecha pelos que estão sofrendo necessidades. Talvez houvesse até mesmo uma inclinação para o campo missionário gerada pelo próprio Espírito Santo.


Mas então... você ficou desanimado. Alguém o frustrou. Alguma coisa azedou em sua igreja. Você tentou uma ou duas vezes, mas alguém o criticou. Logo o sonho se desfez, e o chamado já não era tão concreto. Toda a inspiração que você sentia desapareceu.


Às vezes encontro pastores nessas condições só com a carcaça do que eram, mas completamente vazios. Com toda a energia esgotada, passaram a ser movidos exclusivamente pelas exigências do ministério.


É comum imaginar que isso aconteça principalmente por causa das muitas frustrações que os ministros enfrentam e pelas agendas superlotadas, que os conduzem ao esgotamento. Mas na verdade essas são apenas duas das estratégias que Satanás utiliza contra pastores que apascentam o rebanho de Deus. Ele tem muitas outras ainda.


Há alguns anos, conheci um homem que realmente parecia sincero, e trabalhava incansavelmente para edificar a congregação de uma importante cidade. A igreja começou a florescer.


Alguns anos depois, fui assistir a um de seus cultos. Algo havia flagrantemente mudado. O pastor passara a acreditar de alguma forma que era especial. Agora os holofotes estavam mais direcionados para ele do que para Jesus Cristo. Tragicamente, o mensageiro havia se tornado maior do que a mensagem.


Conversamos depois, e ele me perguntou sem rodeios o que eu havia sentido quanto à direção de sua igreja. Eu o incentivei quanto pude, mas depois acrescentei: ”Lembre-se, meu amigo, não dê tanta importância você mesmo. Trata-se de obra do Espírito de Deus na vida das pessoas para atraí-las a Jesus. Fomos simplesmente chamados para servi-las. Pregue a Palavra com fidelidade e desapareça de cena, para que Deus receba todo o louvor”.


Ele não se mostrou muito entusiasmado com o que disse por último.


Sua pequena fama pareceu subir-lhe rapidamente à cabeça, e logo a simplicidade, a sinceridade e a fé pueril que haviam caracterizado seus primeiros esforços para com Deus foram substituídas por uma exibição afetada e uma aparência de indefectibilidade muito destrutivas para a causa de Cristo. A pregação eficaz daquele homem e o fruto espiritual rapidamente desapareceram.


Para onde você acha que foram? Algo muito precioso foi roubado ao longo do caminho.


O diabo está sempre nos roubando algo com que Deus nos abençoou. Quando obtém sucesso, os dons espirituais parecem desvanecer-se, e as coisas materiais ocupam nossa atenção 24 horas do dia.


Jim Cymbala, em Fé Renovada, pág. 13/14. Editora Vida.

domingo, 11 de abril de 2010

Paradoxo


Não consigo entender...

Quando zelamos pelo palavra de Deus somos taxados de fariseus. Quando falsos pastores e falsos profetas utilizam a Palavra de Deus para enriquecimento próprio, eles são os "ungidos de Deus". Por que fazem isso?

Não podemos mais defender a sã doutrina que nos foi deixada pelos 12 apóstolos? Não podemos mais edificar a igreja sobre o único fundamento que é Cristo? Por que colocar outro fundamento?

Que igreja é esta que despreza os ensinos de Cristo e aceita os ensinos de homens? Não podemos criticá-las? Por quê?

Deste quando ungidos de Deus são somente aquelas pessoas que sobem nos púlpítos e vomitam suas heresias sobre prosperidade, curas, bem estar físico, negócios, autoajudas?

Por que não podem ser também ungidos aqueles que pregam a palavra de Deus, levando o povo a refletirem sobre suas vidas, arrependerem-se, esvaziarem-se, converterem-se e receberem Cristo em seus corações?

As pessoas devem ser ricas, ter mansões, carros, lanchas, aviões, ser donas de empresas cheias de empregados? Podem, mas não devem!

As pessoas podem ter tudo isso, se for da vontade de Deus, mas não devem desprezar aqueles que não podem ter as mesmas coisas.

Sejamos razoáveis. Não é pecado ser rico, mas é um pecado a ânsia pelas riquezas. Se nada trouxemos a este mundo, também nada dele levaremos.

Nossa riqueza verdadeira consiste naquilo que temos de bom, que é necessário para a nossa sobrevivência. Mas nossa maior riqueza deve ser, sempre, Jesus!

Conclamo, em nome de Jesus, que todos os pregadores, de todas as nações, preguem apenas o veredadeiro evangelho de Cristo, levando as pessoas a um verdadeiro arependimento dos pecados, a confessarem seus pecados a Deus, que é rico em perdoar.

Um abraço!

Fernando

domingo, 4 de abril de 2010

Quando o neon brilha mais do que a cruz


Dias atrás recebi um convite para participar de um show gospel numa igreja pentecostal perto de onde moro. Denominava-se um evento evangelístico, no qual deveria levar um amigo.

Mas, olhando bem para o convite, deixei de ir e, consequentemente, de levar um amigo. Tenho meus motivos.


Primeiro, apesar de ser um evento evangelístico, percebi que a intenção dos organizadores não seria evangelizar. Mas sim, lotar o local de jovens, onde seriam vendidas camisetas das bandas, CD's, DVD's, comes e bebes, badulaques e muitas coisas embaladas em papel gospel, tudo girando em torno do dinheiro.

Segundo, apesar de ser um evento evangelístico, percebi que as bandas tinham nomes esdrúxulos. Algumas nem prestavam para evangelizar as pessoas, mas para divulgar seus sucessos a fim de vender mais CD's.

Rap evangeliza? Rock evangeliza? Axé evangeliza? Funk evangeliza? Samba evangeliza?

Terceiro, apesar de ser um evento evangelístico, a finalidade não seria a evangelização. Mas arrecadar fundos para as próprias bandas, para os grupos de jovens irem para a praia, para organizar novos eventos evangelísticos e alimentar esse nocivo círculo vicioso.

Finalmente, apesar de ser um evento evangelístico, ninguém sairia dali evangelizado. Isso porque o fundamental à evangelização não estaria presente. O que estaria presente seriam pregações vazias sobre Deus, sobre religião e sobre Jesus e nada sobre carregar a cruz.

É só para diversão.

Um abraço!

sábado, 3 de abril de 2010

Um bom exemplo




Muito religioso, ator famoso perde papel por não querer beijar em cena

Neal McDonough - que fez um psicopata em 'Desperate housewives' - foi desligado do elenco da série 'Scoundrels', da ABC, por se recusar a fazer cenas de sexo com seu par, a atriz Virginia Madsen.

Com isto, ele perdeu um emprego de U$1 milhão e foi substituído. McDonough teria recusado fazer até mesmo uma cena de beijo, deixando furiosos os produtores.

Ele alegou que as sequências entrariam em conflito com sua religião (o ator é católico fervoroso) e posição de homem de família e pai de três crianças.

Comenta-se que a mesma coisa aconteceu durante 'Desperate housewives'. No seriado (do Sony) ele era marido da hipersexy Edie (Nicolette Sheridan), mas eles não fizeram cenas na cama.

Fonte: O Globo online
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Postado por Libertos do Opressor às 06:52 e republicado aqui por Fefo